19 de novembro de 2016

FALTA DE ENERGIA & FALTA DE VERGONHA

Gente, chuva forte forte em Manaus é prenúncio de estresse, ou melhor, é a certeza de estresse com a falta de energia. 
Se a luz da sua casa for embora, a luz do seu bairro vai junto, e daí só resta mesmo é rezar para que ela volte inteira. E não adianta muito ligar para a concessionária, pois você com certeza já sabe a resposta que vai receber.

Na área do condomínio onde moro, no bairro do P.10, quando a luz vai embora, desculpe o palavrão - é uma merda! Essa semana, depois daquele temporal que aconteceu por volta do meio dia, a luz foi embora e até voltou no mesmo dia - só que numa única fase, com as lâmpadas piscando que nem vaga-lume. A energia só voltou ao normal de fato no dia seguinte.
Se você consultar a portaria ou a síndica, a resposta é decorada:
– Informaram que tem um carro da manutenção a caminho. 
Se você ligar para a concessionária para saber algo mais, também vai ouvir exatamente a mesma coisa. 
Em resumo, é o tipo de resposta que trata quem está do outro lado da linha reclamando da falta de energia como um bobo, como um idiota, e não como um cidadão que está reclamando e ao mesmo tempo exercendo o seu direito de cidadão e de usuário de um serviço que custa caro para  o bolso de todos nós.
Tristeza maior não vislumbrarmos melhorias tão cedo. Pelo contrário! A conta aumenta e o serviço continua precário como sempre foi. Isso é Brasil!  

31 de outubro de 2016

Disputa por cargos públicos...


A máquina pública, seja ela municipal, estadual ou federal, continua sendo vitima da ação perversa de políticos e governantes. Não é nenhuma novidade os leilões de cargos públicos, utilizados para honrar compromissos e sacramentar alianças políticas. É fato! 

Não seria uma ação tão grave se essas decisões de ocupar os cargos politicamente fossem tomadas com a celeridade e a responsabilidade necessária de quem tem o dever sagrado de zelar pela coisa pública. Mas, como isso nem sempre acontece, cargos da máquina pública são ocupados interinamente por longos meses e, pasmem, até por mais de ano. Enquanto não decidem, os cargos ficam sob a responsabilidade de pessoas nomeadas interinamente, que podem tudo e ao mesmo tempo não podem nada, e que a qualquer instante podem amanhecer exonerados. O gestor interino é aquela pessoa que todo mundo sabe que está ali passando um tempo e que quando precisa tomar uma decisão administrativa mais séria, sempre tem alguém para lhe lembrar dessa condição e dizer - "cuidado, fica na tua, tu estais aí de passagem, deixa isso para o titular que vai vir aí ocupar o cargo". Quem ocupa ou quem já ocupou cargo interinamente por longo período, sabe muito bem do que estamos comentando e como isso funciona.       
 
Essas longas esperas para ocupar cargos públicos, essas longas esperas até que aliados políticos se entendam e decidam quem é quem para ocupar os cargos em disputa, precisa ser colocada na pauta das discussões de todos os parlamentos, onde exista uma maioria séria e comprometida com as boas práticas em todos os sentidos. Alguma coisa precisa ser feita para normatizar e moralizar a ocupação de cargos públicos no poder executivo. Nenhum cargo público deveria ficar sem o seu titular por mais de 60 dias. Nenhum cargo deverá ser exercido interinamente por mais de 60 dias. 

Na verdade essa é uma ação, uma oportunidade para rever o tratamento que é dado por governantes, políticos e partidos à máquina pública na disputa acirrada e perversa por cargos públicos em vários escalões. Uma forma inclusive de começar a resgatar um pouco a imagem do parlamento perante a sociedade, já cansada de assistir essa e tantas outras mazelas.


5 de outubro de 2016

O JOÃO NINGUÉM mais votado...

A cada anúncio dos resultados das urnas em Manaus, a curiosidade aumentava em cima daquele candidato que disparava na frente no número de votos. 
- Quem seria aquele JOÃO, até então um JOÃO NINGUÉM na política local, que surgiu do nada e estava simplesmente desbancando os campeões de voto na cidade?. 
Não demorou muito e veio a resposta. É um pastor de Igreja, um homem de Deus que chegou a Manaus há pouco mais de 6 anos.
Ao ser entrevistado pela mídia, segundo noticiário, disse o pastor eleito que dedicava a sua vitória a Deus. Sem querer polemizar a sua declaração, entendo que na atual conjuntura, mais importante do que dedicar a vitória a Deus é, de agora em diante, e no mínimo pelos próximos 4 anos, dedicar o seu mandato para fazer aquilo que Deus de fato espera de seus pastores nessa terra, principalmente quando decidem se enveredar pela política partidária.
Muitos pastores e missionários de Deus já fizeram isso pelo Brasil afora. Nada contra! 
Mas, em muitos casos que estão por aí para comprovar, ao sentirem o gosto e as mordomias que o poder oferece, os mensageiros de Deus acabam optando por silenciar em lugar de enfrentar e combater as mazelas de dentro do próprio parlamento. Mazelas que denigrem, envergonham e mancham a imagem do parlamento e dos parlamentares. Coisas simples como o famigerado auxilio paletó que não acaba, a imoral falta por motivo de força maior que criaram para justificar qualquer coisa, etc.Mas, essa ainda não é a hora para julgar nada. O pastor ainda está só debutando na CMM. Depois que assumir a cadeira de vereador, em pouco tempo ele estará familiarizado com tudo de bom e de ruim que a casa tem a oferecer. Daí, é escolher se veio para ser e fazer diferente, para servir ao povo, indistintamente, para resgatar a honra e a dignidade do parlamento que há muito tempo se arrasta na lama, ou se simplesmente veio apenas para ser mais um e viver uma nova experiência.  
Toda sorte para o João Pastor, o vereador debutante e mais votado do pleito 2016.