9 de junho de 2016

Tiros de Baladeira!...

CREDIBILIDADE POLÍTICA...
Jornal local divulgou o julgamento de um deputado estadual sobre a OAB-AM. Segundo o jornal, o deputado concluiu que a OAB não tem nenhuma “credibilidade” para manifestar-se, salvo engano, divergindo de um determinado projeto de lei de sua autoria. Ora, se o assunto é “credibilidade”, considerando que o julgamento feito em desfavor da OAB partiu de um membro da classe política local/brasileira (com mandato), porque será que até agora ele (deputado) não disse da sua tribuna a mesma coisa, com todas as letras, sobre a sua própria categoria, cada dia mais desacreditada e desmoralizada. Existem políticos dignos e sérios, obviamente. Não podemos colocar todos dentro da mesma panela. Todavia, acredite, no atual contexto, essa difícil seleção dos mais dignos e dos sérios cabe nos dedos das nossas mãos. Para piorar a situação, quando imaginamos que alguns políticos estão começando a querer fazer a diferença e se mobilizarem no sentido do resgate da dignidade e da credibilidade da classe, mais denúncias escabrosas surgem para enterrá-los ainda mais na lama fedorenta em que chafurdam e envergonham a nação. 

OBRAS DE TAPA-BURACOS e RECAPEAMENTO DE RUAS
A todo instante, seja na rádio, no jornal ou na TV, escuta-se propaganda ou noticiário das obras de tapa-buracos e recapeamento de ruas da cidade de Manaus pela Prefeitura. Sem dúvida que é uma iniciativa louvável e tão esperada pela população local, mas insisto na necessidade de uma fiscalização rigorosa quanto à qualidade desses serviços. Algumas ruas que já foram trabalhadas - mas não faz muito tempo - já apresentam falhas e defeitos provenientes da má qualidade do serviço prestado.  Isso é dinheiro público que vai para o ralo e tem custado muito suor do contribuinte. Parabéns para a Prefeitura pelas obras, mas é preciso investir mais sério e intensamente no acompanhamento e fiscalização dessas obras. 

TRAFICANTE – EXTERMINADOR DE VIDAS...
Manaus vive um reboliço com a notícia de mais uma operação da Polícia Federal, desta feita envolvendo o crime organizado, autoridades, advogados e gente do mundo das drogas. A droga é uma das coisas mais perversas que pode acontecer na vida de uma pessoa. A droga destrói vidas e famílias. Só quem tem esse problema em família, sabe dizer do tamanho dessa tragédia. Traficante no meu entendimento não é gente. Traficante é um animal exterminador de vidas humanas que não pode e não deve ter liberdade para viver em sociedade. Traficante só deveria ter um direito – prisão perpétua ou a morte. Como não temos pena de morte, tampouco prisão perpétua, nenhum traficante deveria ser condenado a menos de 30 anos, devendo cumprir do primeiro ao último dia na cadeia e em regime fechado, sendo 1/3 desse tempo em regime de confinamento (isolado de tudo e de todos os demais presos). No fundo é pouco diante dos males e das tragédias que causam à sociedade.  


10 de abril de 2016

VAGA ESPECIAL

turismoadaptado.wordpress.com
Indo de táxi para o shopping, motorista contou-me que na semana passada, salvo engano, teria feito uma corrida levando uma pessoa revoltada do shopping para casa. A irritação era tamanha que tal pessoa teria entrado xingando e saiu do carro xingando.

A revolta, conta o motorista, teria sido pelo fato de que o carro dessa pessoa, estacionado em vaga especial, foi levado guinchado. Em sua defesa, alegava que teria sido uma parada rapidinha para comprar algo numa loja e que aquela situação não ia ficar daquele jeito, pois iria processar os responsáveis.  

Considerando a situação narrada, antes de processar seja lá quem queira, a revoltada com certeza vai ter que pagar primeiro a conta do guincho, vai ter que pagar a multa, vai ter que pagar o tempo que o carro vai ficar no curral até sair de lá e ainda ganhar uns pontinhos na carteira de habilitação. Somado tudo isso, agora que pesou no bolso, quem sabe a lição de respeito à vaga especial tenha sido captada.

31 de março de 2016

Férias em CURITIBA


Férias em CURITIBA em janeiro de 2016.

Férias em CURITIBA




Férias na cidade de CURITIBA em janeiro de 2016.

TAPA-BURACOS, um grande negócio...

Fala-se muito das condições das ruas de Manaus. Na verdade essa é uma mazela bem antiga. Entra prefeito, sai prefeito e nada muda. O que não muda mesma são as operações de maquilagem, as intermináveis operações de tapa-buraco, preferencialmente em ano eleitoral. Isso sim, cá entre nós, sempre foi um grande negócio. 

Nas ruas de Manaus é muito comum você ver as operações tapa-buracos acontecendo. Já observaram como elas normalmente acontecem?

Nessas operações, observe: alguém vem com uma vassoura e varre a área do buraco; outro vem e lambuza o buraco de piche (aquela coisa grudenta que deixa o seu carro lindo de morrer quando você inevitavelmente tem que passar por cima); depois vem outro com uma pá e joga a massa de asfalto, enquanto outro espalha a massa por cima do buraco; por último vem alguém com o rolo mecânico e faz a compactação da massa de asfalto na área do buraco, sendo comum também essa compactação acontecer com porrete/pilão gigante improvisado feito de madeira, ficando o resto para ser compactado pelas rodas dos nossos carros. Ultimamente é muito comum essa etapa da compactação ser deixada para que os carros façam o serviço com as suas próprias rodas. 

Daí três meses, ou até menos, lá estão eles outra vez no mesmo lugar para fazer exatamente a mesma coisa: alguém vem com uma vassoura e varre a área do buraco; outro vem e lambuza o buraco de piche (aquela coisa grudenta que deixa o seu carro lindo de morrer); depois...   

Será que eu estou inventando? Acho que não! Como quem paga a conta somos nós, repito então a seguinte pergunta: no projeto básico que rege o processo de licitação para contratação dos serviços, será que essa operação tapa-buraco é discriminada/determinada/contratada para ser realizada exatamente dessa forma que estamos acostumados a assistir nas ruas, onde tudo em pouco tempo vai embora no bueiro mais próximo junto com o nosso dinheiro?  E a Prefeitura, qual a dificuldade de tornarem público os procedimentos de como as empresas devem fazer essa operação tapa-buracos, até para que o cidadão ajude a fiscalizar e cobrar o serviço bem feito? E os vereadores, fiscais do povo, quantos deles já tiraram um tempo para fiscalizar pessoalmente essa operação tapa-buracos? Perguntar não ofende né!...

4 de março de 2016

TAPA-BURACOS - é uma lambança!...

Em 2016, por meio de matéria publicada em jornal local, um professor da UFAM declarou que os serviços de pavimentação e tapa-buracos das ruas de Manaus são mal feitos e realizados sem os procedimentos e as técnicas adequadas. Na verdade, o professor, especialista no assunto, não nos trouxe nenhuma novidade naquele momento. Os serviços de praxe sempre foram mal feitos, continuam mal feitos até os dias de hoje, uma vez muito mal fiscalizados. Entretanto, em contrapartida, os executores dessa lambança são muito bem pagos.
O que nos chama atenção é que para esses serviços existe um projeto básico de licitação, onde quem vence tem lá todos os procedimentos e as técnicas que devem ser executadas quando da realização dos serviços. Se não obedecem aos procedimentos e as técnicas estabelecidas, a única explicação seria a confiança dos executores na fragilidade da fiscalização e do acompanhamento dos serviços, e, obviamente, a certeza da impunidade.
Em resumo, é vergonhoso, é criminoso o volume de recursos públicos que vai para o ralo todos os dias por conta desses serviços mal feitos ou, quem sabe, propositalmente mal feitos. Não precisa ser um especialista como o profº da UFAM para perceber nitidamente a má qualidade dos serviços nas ruas de Manaus.  
Por último, recomendo aos nobres vereadores que tirem  um dia para saírem dos gabinetes e acompanharem na cidade a realização desses serviços e, sem querer generalizar, constatar o óbvio – é uma lambança! Se não quiserem sujar os próprios carros com piche, etc., usem os carros da própria Instituição, pois a limpeza do carro e a retirada do piche depois, fica por conta do erário, ou seja, por conta dos contribuintes.