21 de maio de 2007

Nem as amizades sobrevivem!...

No estágio em que a política nacional e os políticos chegaram, é mais do que evidente de que convívio entre eles virou uma onda permanente de conflitos de toda ordem, onde sobreviver vale qualquer sacrifício, inclusive passar por cima e enterrar as velhas amizades que pareciam eternas.
Aqui no nosso pedaço de chão, quem acompanhava os noticiários e as entrevistas de jornais, rádio e televisão, com certeza não se surpreendeu com os resultados da relação que se desgastou paulatinamente entre o Prefeito, seu filho e assessores de um lado, e o ex-secretário de obras do outro.
O que mais chama a atenção agora nesse triste episódio, é o Prefeito, tendo a maioria absoluta dentro da Câmara Municipal, assistir o ex-secretário de obras ser convidado para prestar depoimento naquela casa. Quem tem uma bancada dessa como aliada, com certeza não precisa de inimigos. E não venham com a conversa fiada de que apoiaram a convocação do ex-secretário em nome do dever, da verdade e da transparência prometida em campanha. Todos sabem que são raros aqueles que de fato tentam, se esforçam, mas nem assim conseguem colocar em prática essa conduta de dever, verdade e transparência na política brasileira.
Só quem não conhece o perfil do ex-secretário, imaginava que a sua presença na CMM para prestar depoimento, seria apenas mais um entre tantos outros depoimentos que acontecem naquela casa, hilários, insignificantes ou bombásticos, e que quase sempre não resultam em nada que possamos aplaudir nesses últimos tempos.
O secretário de obras, que ainda no cargo mostrava certa independência quando era para falar o que achava que tinha que falar, e isso pelo jeito vinha incomodando, aproveitou o momento que a CMM lhe concedeu para abrir a conjugação de todos os verbos. Como diz o ditado - deitou e rolou!
Independente da sua responsabilidade em tudo aquilo que denunciou, com clareza e documentos inclusive, o secretário acabou revelando existir um desencontro entre certos membros do primeiro escalão, que para algumas pessoas não é novidade, mas que para muitos surpreendeu.
E agora? O que será que os aliados do Prefeito dentro da CMM (a maioria) pretendem fazer? Será que terão coragem de ir fundo e investigar tudo o que disse o ex-secretário? Diante da realidade presente, onde as conveniências políticas falam mais alto do que o interesse público - tenho as minhas dúvidas!
São duas as alternativas hoje: tratar de enterrar o assunto e esperar que o povo esqueça o mais rápido possível, pois as eleições estão próximas; ou então chamar os secretários citados no depoimento para iniciar um processo perverso de desqualificação de todas as afirmações e documentos apresentados pelo ex-secretário, ou seja, transformá-lo, a qualquer custo e sacrifício, num traidor, infiel e MENTIROSO. E mais! Sem direito a uma nova chance de voltar à CMM para replica e/ou defesa de sua honra. E bom não descartarmos essa hipótese.
Que isto nos sirva de exemplo, no sentido de jamais envolvermos ou levarmos as nossas amizades pessoais para o convívio político, seja em qual esfera for, principalmente aquelas amizades mais próximas e mais queridas. Possa ser que um dia voltemos a ver o ex-secretário, prefeito, filho e assessores, abraçados e sorridentes em cima de um palanque político pedindo voto. É bom lembrar que por aqui, politicamente, até boi voa. Porém, fiquem certo de que se isso acontecer, essa nova união não será fruto do perdão sincero entre as partes envolvidas, tampouco a continuação de uma amizade plena que nasceu numa infância distante e feliz. Com certeza será apenas uma acomodação de possíveis interesses comuns, que fazem parte de um jogo bem maior onde a amizade é o que menos conta - é apenas um simples detalhe.

TIM-TIM, um brinde à inoperância!...

Como operadora de celulares a TIM tem se mostrado ser uma esforçada organizadora de eventos, premiando todos os anos aqueles artistas e atores que se destacam no cenário nacional. Aliás, a própria TIM já anda anunciando e reconhecendo que o seu mundo é o da música, ou seja, bem diferente daquilo que efetivamente faz, e que por aqui, comprovadamente, faz muito mal.
Fico imaginando se as figuras premiadas, por conta dos prêmios que recebem ano a ano, cachês ou contratos, conseguem carregar de fato no bolso ou na bolsa, um celular operado pela TIM. Salvo melhor juízo, devem agir inteligentemente como aquele eleitor que não deixa de receber o rancho distribuído pelo político em campanha, mas quando chega diante da urna, opta sempre por fazer uma melhor escolha.
Em Manaus, com 99,9% de possibilidade de não errar, a TIM é indiscutivelmente uma entre as três coisas que hoje mais tiram o cidadão amazonense do sério. Deve apenas empatar com aquelas pessoas que caíram no conto da BANDA LARGA da VIVAX para Internet, em alguns pontos da cidade de Manaus. Quem quiser testar os nervos e saber de fato o que é propaganda enganosa em Manaus, esse é o momento – contrate os serviços da TIM ou da BANDA LARGA da VIVAX. Se preferir os dois juntos, posso assegurar que será um teste infalível para a paciência, os nervos e o coração.
A inoperância é tanta por aqui que, creio eu, nem mesmo naquelas poucas horas de premiação dos artistas e atores diante da televisão, o cidadão amazonense que possui um celular da TIM, consegue esquecer a péssima qualidade dos serviços que essa organização vem prestando na cidade de Manaus. Como diz um amigo meu mineiro – é ruim demais sô!
Um outro colega diz que coisa ruim também tem alguma utilidade e dá o seguinte conselho:
- Quer ficar fora da zona de alcance da sua esposa?
Dê a ela de presente um celular da TIM.
Vou parar por aqui, pois para publicar esse comentário no meu blog, vou ter que procurar um outro ponto de acesso da Internet. O da minha casa, o tal BANDA LARGA da VIVAX usada pelo meu filho, de tão veloz eu já apelidei de BANDA TARTARUGA. Já imaginaram a minha situação se além da Banda Tartaruga eu também tivesse um celular da TIM?
Encerro esse comentário manifestando a minha solidariedade aos amigos que vivem estressados por terem feito essa triste e lamentável opção. Aproveito também para dar um conselho. Não esperem nada das autoridades competentes, principalmente dos órgãos que têm o dever de controlar a qualidade desses serviços. São tão ruins ou até piores. Se a opção é pela saúde dos seus nervos, a solução é mudar de operadora. TIM-TIM - Fui!...

16 de maio de 2007

Até tu Habibes!...


Muita gente comemorou a chegada do Habibes a Manaus. Até eu!...
Evidentemente que quem deseja de fato saborear a boa e verdadeira comida árabe, o Habibe’s com certeza não é a melhor opção. Pelo contrário! Independentemente disso, já são duas casas espalhadas na cidade, o que significa que foram bem aceitos pelos consumidores e estão fazendo a alegria daqueles que gostam dos seus produtos.
Acontece que já estão também fazendo raiva e irritando a paciência de uma parcela de seus clientes. É a questão do serviço de entrega. Pasmem! O Habibes faz a entrega do pedido de um cliente que mora há mais de 10 km, mas não faz a entrega de um cliente que mora há seis quadras de distância. A desculpa é que o sistema que eles utilizam não reconhece a rua ou o CEP do cliente, e por isso o mesmo tem que se conformar com as desculpas esdrúxulas e as promessas incontáveis de que o problema do famigerado sistema vai ser corrigido um dia.
Eu não peço mais nada pelo telefone, até porque nunca fui atendido. Como uma resposta a esse tipo de tratamento, eu adotei um procedimento - não vou mais ao Habibes. Enquanto eles não reconhecerem a minha rua e o meu CEP, eu me recuso a prestigiar essa casa em qualquer sentido. Aliás, todos aqueles freqüentadores do Habibes que têm seus pedidos por telefone negado por conta do tal sistema que não reconhece a rua, bairro ou o CEP, deveriam fazer exatamente a mesma coisa.
Outra coisa que também irrita muito quem freqüenta o Habibes é a falta freqüente de produtos do seu cardápio. Dificilmente, creio eu, o cardápio inteiro está à disposição do cliente para qualquer dos produtos e/ou pratos oferecidos. Sempre tem um produto ou um prato que não pode ser atendido. Tem sempre aquela desculpa boba, ou seja, aquela conversa fiada que explica, mas não convence ninguém.
Vou ficar por aqui na expectativa de que o Habibes local anuncie o mais breve possível o dia em que vai corrigir o seu sistema e atender não só aos seus clientes que moram lá do outro lado da cidade, mas também aqueles que estão ali na sua vizinhança. Será que é pedir muito?


7 de maio de 2007

Eles querem upgrade!...

No encontro de vereadores que aconteceu ou está acontecendo no nordeste, surgiu uma idéia que merece destaque pela sua importância para o futuro do Brasil. Resumindo é o seguinte: os vereadores não querem mais ser chamados de vereadores. Querem ter o direito a um “upgrade”. Vereador é coisa de país subdesenvolvido e o Brasil agora passou a ser um país em desenvolvimento.

Ora, se o Brasil sofreu um "upgrade", nada mais justo que os vereadores tenham também esse direito. Em vez de vereadores, eles querem passar a ser chamados de “deputados municipais”. É verdade gente! Acreditem! Nós sabemos que não vai trazer nenhum benefício para a sociedade, muito menos vai ajudar a moralizar a vida pública nacional. Entretanto, levem em conta que vai resolver a crise existencial ou o complexo de inferioridade que aflige o ego de uma parcela dos nossos ilustres vereadores brasileiros, que não aceitam mais conviver com esse nome. É justo que queiram ouvir de seus eleitores nas ruas a doce frase: fale meu deputado! Bem diferente de ouvir - fale meu vereador!... Sentiram a diferença? Pois é!

Mas o que será mesmo que motiva um vereador a levantar uma idéia dessa natureza, que na verdade não trás nenhuma contribuição para a sociedade, muito menos para o resgate da imagem da classe a qual pertence? Os políticos no Brasil, indistintamente, há muito tempo andam desacreditados e, quando surgem com uma idéia como essa que visa atender exclusivamente a satisfação do próprio ego, na verdade só alimentam a indignação e a revolta das pessoas. Isso só pode ser coisa de vereador desiludido com a sua carreira política e que já se conscientizou de que, pela vontade dos eleitores, ou seja, pelo voto, jamais alcançará o status pleno e verdadeiro de um deputado estadual ou federal. Daí a necessidade de promoverem a qualquer custo um upgrade, nem que seja só no nome, apenas para satisfazer o próprio ego e um dia morrer feliz.

A idéia não deixa de ser um upgrade, como acontece nos computadores. A diferença é que nos computadores o upgrade é real e na maioria dos casos os usuários ficam satisfeitos com os resultados. No caso dos vereadores a mudança é um pouco radical, unilateral, pois é aquela coisa que vai sair do nada para chegar a coisa nenhuma, satisfazendo apenas o ego daqueles que não agüentam mais serem chamados de vereadores. Coitados!...

Num país onde até boi voa quando o assunto é política, é bom começarmos a nos acostumar com a possibilidade da aprovação dessa marmota.

4 de maio de 2007

Dia desses no Rio Urubu.

Autor: Luciano Muelas
Quem conhece o rio urubu, partindo da ponte na BR-174, sabe perfeitamente que naquele trecho ele é bastante estreito e encachoeirado, o que dificulta sobremaneira a navegação com motor de popa, principalmente quando o nível das águas está baixo. Em função disso os ribeirinhos usam como meio de transporte enormes canoas de madeira com rabetão.

Agora, caro leitor, pense num canoão. Ou melhor, na arca de Noé. Pois foi num desses que embarquei para uma pescaria rio abaixo em busca das faiscantes matrinxãs. Pra complicar ainda mais a vida deste humilde e robusto pescador, o piloteiro era inexperiente e não conhecia muito bem as traiçoeiras curvas lajeadas do sinuoso rio. Não fica difícil imaginar que ante a um perigo iminente, manobrar aquele porta-aviões com habilidade era tarefa humanamente impossível. Assim, esbarramos em duas opções: ou entregávamos a nossa sorte ao bom Deus, ou necas de pescaria. Optei pela fé.

Começamos a descida já com o sol alto, lá pelas 10 horas da manhã, onde vencemos o primeiro trecho crítico do rio, que parecia mais adequado à prática de raftin’. Vara até 17 libras na mão - equipada com uma carretilha free perfil baixo municiada com multifilamento de 50 libras atada a um tip com 2 metros de flúor carbono de 0,30 mm - dei início aos trabalhos.

Quem vai pescar matrinxãs ou apapás deve ter em mente sempre o seguinte: preferencialmente usar molinetes ou carretilhas com relação de recolhimento partindo de 5.8;1. Na pescaria com equipamento de mosca é recomendável, inclusive, colocar a vara debaixo do braço e recolher a linha com as duas mãos para imprimir velocidade à puxada, pois quanto maior for a velocidade, maiores serão as chances de captura. Tais peixes, por serem maravilhosamente rápidos, emprestam emoção e plasticidade à haliêutica, mas em contrapartida exigem um pouco mais de técnica e observação, porque apesar de vorazes predadores, são ariscos e desconfiados, o que vale dizer que se for pescar matrinxãs não espere ‘bamburrar’ , pois não é pescaria farta. A vara, por sua vez, deve ter ação rápida ( com a ponta dura ) pois a ossatura da boca das matrinxãs e dos apapás exige fisgada potente, o que não ocorrerá se estiver usando uma vara de ação lenta, onde, nesse caso, o anzol não penetrará o suficiente para garantir a captura. Como iscas, as minhas eleitas são os spinners – onde substituo as garatéias por um único anzol – e as colheres da Johnson nas tonalidades prateadas e douradas.

Retomando, confesso que me exauri de tanto pinchar inocuamente, pois as danadinhas não queriam dar o ar da graça. Já havíamos descido uns 4 quilômetros quando decidi mudar radicalmente de alvo. Agora os tucunarés é que ficariam na minha linha de tiro. Equipamento leve deixado de lado, montei uma Catana 5.6’ até 25 libras da Shimano, com potente carretilha da mesma marca, linha multi de 80 libras e um barulhento popper Cetus. Não demorou muito e a primeira pancada do bicho na isca de superfície fez com que o meu piloteiro quase caísse n’água, tamanho o susto. “Égua !”, exclamou, em complemento ao ar de incredulidade estampado no seu rosto face ao estrondo nunca dantes ouvido.

Assim, passada a emoção do susto em nosso marinheiro-de-primeira-viagem, as capturas foram registradas em número de 5 bons exemplares, a despeito do sol estar a pino - quando, então, o rabetão propulsor da nossa arca de Noé entrou em funcionamento pela primeira vez, pois o lema agora era fé em Deus e rio acima.

Dia desses no Rio Urubu.

Autor: Luciano Jorge Muelas
Quem conhece o rio urubu, partindo da ponte na BR-174, sabe perfeitamente que naquele trecho ele é bastante estreito e encachoeirado, o que dificulta sobremaneira a navegação com motor de popa, principalmente quando o nível das águas está baixo. Em função disso os ribeirinhos usam como meio de transporte enormes canoas de madeira com rabetão.
Agora, caro leitor, pense num canoão. Ou melhor, na arca de Noé. Pois foi num desses que embarquei para uma pescaria rio abaixo em busca das faiscantes matrinxãs. Pra complicar ainda mais a vida deste humilde e robusto pescador, o piloteiro era inexperiente e não conhecia muito bem as traiçoeiras curvas lajeadas do sinuoso rio. Não fica difícil imaginar que ante a um perigo iminente, manobrar aquele porta-aviões com habilidade era tarefa humanamente impossível. Assim, esbarramos em duas opções: ou entregávamos a nossa sorte ao bom Deus, ou necas de pescaria. Optei pela fé.

Começamos a descida já com o sol alto, lá pelas 10 horas da manhã, onde vencemos o primeiro trecho crítico do rio, que parecia mais adequado à prática de raftin’. Vara até 17 libras na mão - equipada com uma carretilha free perfil baixo municiada com multifilamento de 50 libras atada a um tip com 2 metros de flúor carbono de 0,30 mm - dei início aos trabalhos.

Quem vai pescar matrinxãs ou apapás deve ter em mente sempre o seguinte: preferencialmente usar molinetes ou carretilhas com relação de recolhimento partindo de 5.8;1. Na pescaria com equipamento de mosca é recomendável, inclusive, colocar a vara debaixo do braço e recolher a linha com as duas mãos para imprimir velocidade à puxada, pois quanto maior for a velocidade, maiores serão as chances de captura. Tais peixes, por serem maravilhosamente rápidos, emprestam emoção e plasticidade à haliêutica, mas em contrapartida exigem um pouco mais de técnica e observação, porque apesar de vorazes predadores, são ariscos e desconfiados, o que vale dizer que se for pescar matrinxãs não espere ‘bamburrar’ , pois não é pescaria farta. A vara, por sua vez, deve ter ação rápida ( com a ponta dura ) pois a ossatura da boca das matrinxãs e dos apapás exige fisgada potente, o que não ocorrerá se estiver usando uma vara de ação lenta, onde, nesse caso, o anzol não penetrará o suficiente para garantir a captura. Como iscas, as minhas eleitas são os spinners – onde substituo as garatéias por um único anzol – e as colheres da Johnson nas tonalidades prateadas e douradas.

Retomando, confesso que me exauri de tanto pinchar inocuamente, pois as danadinhas não queriam dar o ar da graça. Já havíamos descido uns 4 quilômetros quando decidi mudar radicalmente de alvo. Agora os tucunarés é que ficariam na minha linha de tiro. Equipamento leve deixado de lado, montei uma Catana 5.6’ até 25 libras da Shimano, com potente carretilha da mesma marca, linha multi de 80 libras e um barulhento popper Cetus. Não demorou muito e a primeira pancada do bicho na isca de superfície fez com que o meu piloteiro quase caísse n’água, tamanho o susto. “Égua !”, exclamou, em complemento ao ar de incredulidade estampado no seu rosto face ao estrondo nunca dantes ouvido.

Assim, passada a emoção do susto em nosso marinheiro-de-primeira-viagem, as capturas foram registradas em número de 5 bons exemplares, a despeito do sol estar a pino - quando, então, o rabetão propulsor da nossa arca de Noé entrou em funcionamento pela primeira vez, pois o lema agora era fé em Deus e rio acima.