11 de fevereiro de 2009

Apelo ao parlamento municipal

Acreditem! Os dedos de nossas duas mãos provavelmente já não são suficientes para contar o número de acidentes de carros e tombamentos de carretas ocorridos na rotatória próximo à entrada do Studio 5 Mall. O último acidente, há poucos dias atrás, poderia ter terminado em tragédia, pois o carro que tombou transportava simplesmente combustível.

Agora, pelo jeito, é esperar pelo próximo tombamento. Quem sabe no dia que uma dessas carretas, carregada seja do que for, tombar na cabeça de alguém ou tombar em cima do carro de uma autoridade ou de um bacana, o poder público enfim decida intervir, analisar o que está errado para provocar tantos acidentes e promover as mudanças que precisam ser feitas.

Os acidentes que acontecem naquele local, com certeza não são apenas por irresponsabilidade dos motoristas. Não sou engenheiro de trânsito, mas nem precisa ser para perceber que aquela coisa ali foi muito mal feita. As correções para dar mais segurança não devem ser muitas e a impressão que se tem é que não fazem por pura falta de compromisso e vontade política de fazer. O povo que se lasque!

Nos resta fazer um apelo ao parlamento municipal. Entendo que lá estão os legítimos representantes e fiscais do povo. Ainda acredito nisso! Por gentileza, não esperem que uma ou mais mortes aconteçam para que alguém vá até a tribuna denunciar e cobrar providências para aquela rotatória próxima ao Studio 5 Mall. Aquilo ali é um convite permanente a acidentes e só a mão de Deus explica ainda não termos presenciado o pior.

Façam alguma coisa. E rápido! Pois se tivermos que assistir uma tragédia naquele local, certamente nenhuma autoridade pública vai responder e pagar pelo crime de omissão. O azar será só de quem morrer e a dor exclusiva de seus familiares. Repito: façam alguma coisa!

1 de fevereiro de 2009

CHORADEIRA DOS PREFEITOS


Eu tenho a opinião de que ninguém perde mais tempo para ler notícias sobre as prefeituras do interior. O que parece ser novidade, quando você vai ler na verdade é a novidade de sempre. Prefeituras saqueadas, falidas, funcionários sem receber seus salários e credores sem agüentar mais esperar para receber os seus créditos. E se prestarmos bem atenção, os autores, atores e coadjuvantes dessa lambança também são quase sempre os mesmos.

Para quem acompanha política local, início de mandato é sempre essa mesma conversa. O prefeito que entra encontra sempre a casa falida e obviamente não perde tempo em detonar quem saiu. Daqui mais 4 anos vamos ouvir a mesma conversa fiada. E se você duvidar, caro leitor, vai ter prefeito reeleito dizendo que pegou a Prefeitura falida dele mesmo. É sério! Eles se acham muito espertos e acreditam que todos nós somos bobos ou idiotas.

Quem se dispor a procurar, com certeza não vai achar um único prefeito corrupto preso por ter deixado a prefeitura falida e/ou saqueada. Falei de Brasil e não só de Amazonas. Boa parte dos que estão no poder vão continuar se aproveitando e saqueando o que podem. Enquanto isso, aqueles que perderam a cadeira de prefeito e estão fora, com certeza vão aproveitar bem o tempo para aprimorar seus métodos para quando voltar saquear com mais volúpia, eficiência e eficácia.

Se direcionarmos as nossas atenções para o TCE, a quem supostamente cabe dar um jeito nos prefeitos que usam mal os recursos públicos, são raríssimos os casos em que eles (prefeitos condenados) recolhem as multas que lhe são aplicadas. Daí então o questionamento de muita gente - para que servem os TCEs? Que falta fariam se o que fazem ou decidem não dá em nada? O TCE do Amazonas, por exemplo, é mais notícia na hora da disputa pelas vagas de conselheiros, do que pelas notícias do cumprimento fiel dos seus deveres.

26 de janeiro de 2009

E falando de futebol...


Futebol Amazonense!
Muito legal a mobilização que está sendo feita em torno da reabilitação do futebol amazonense. É mais uma tentativa! Porém, é bom ter muito cuidado para que os árbitros locais não coloquem tudo a perder com as péssimas arbitragens. Tem uma turminha aí muito ruim de apito. Idem no caso do comportamento de alguns técnicos. Alguns vão para campo com o objetivo de aparecer mais do que os jogadores e já no torneio início transformam a festa num fiasco. Eu, por exemplo, deixei de ir a campo por conta de um torneio início que fui assistir e não teve vencedor porque o jogo decisivo não foi até o fim. Jogadores, e, em particular um técnico desajustado emocionalmente, resolveram acabar com a festa – e acabaram!

Jogos Preliminares!
Nos bons tempos, uma das alegrias do torcedor amazonense era chegar cedo ao campo de futebol para assistir o jogo preliminar entre os jogadores juvenis dos times que faziam o jogo principal. Eu chegava cedo ao Parque Amazonense ou Colina, para assistir as partidas preliminares de todos os jogos do campeonato. Esta é uma das alegrias que precisa ser devolvida aos torcedores. Assistir nas partidas preliminares a evolução dos jogadores que mais adiante serão os titulares em suas equipes. É uma motivação a mais para o torcedor ir a campo. Pais, irmãos, colegas e vizinhos, com certeza vão sentir vontade de ir a campo assistir as partidas preliminares e aplaudir seus atletas.

O Aranha Negra
Um dos maiores atletas que eu assisti jogar em Manaus tinha o apelido de Aranha Negra. O mesmo apelido do maior goleiro que o mundo já assistiu jogar chamado LEV YASHIN. O nosso Aranha Negra se chamava Clóvis, goleiro do Rio Negro. Era simplesmente fenomenal! Cansei de ver a torcida adversária levantar para gritar gol no Parque Amazonense, mas Clóvis, com saltos incríveis ia buscar a bola onde ninguém mais acreditava ser possível. Saudade do tempo em que ele levava consigo uma toalha vermelha para dentro de campo, fechava o gol, e deixava a torcida do rival Nacional alucinada. Não faz muito tempo assisti um depoimento emocionado de Clóvis sobre o Rio Negro e o futebol amazonense. Confesso que também me emocionei e chorei junto com ele.

JUIZ 1 x 0 FRIBURGUENSE
A anulação do gol que ajudou o Flamengo a vencer o Friburguense é uma das maiores aberrações cometidas por um bandeirinha abestalhado durante um jogo de futebol. Não há como explicar aquilo que aconteceu ontem no Campeonato Carioca. Não foi erro, não foi equívoco, nem tampouco burrice. É preciso ser muito mais do que um jumento para errar daquele jeito. Foi sacanagem mesmo! Se fosse o ataque do Flamengo, com certeza aquele gol não teria sido anulado. Pelo jeito o caminho do título para o Flamengo já começa a ser traçado pela arbitragem. Que venha a próxima vítima!

24 de janeiro de 2009

Até breve, panelão!

(dedicado ao Prof. Felix Valois)

Só depois que eu li o artigo do ilustre professor Felix Valois, nos convidando a escolher e adotar os buracos da nossa cidade de Manaus, é que dei conta de que na verdade eu já tinha pelo menos meia dúzia de buracos de estimação espalhados na cidade. É verdade! Eu sabia de cor como eles eram, onde estavam e acompanhava diariamente suas evoluções. Um dia mais largo, outro dia mais profundo, outro cheio de água e assim por diante, até que o Negão resolveu mandar começar a operação esconde-buraco exatamente pelas ruas dos buracos de minha afeição.

Quando deparei essa semana com o primeiro dos meus buracos de estimação tapado, confesso que bateu uma tremenda indignação. A única vontade naquele instante foi xingar o Negão. E xinguei mesmo! Baixinho, mas xinguei... A minha mulher ao lado percebeu o meu balbuciar e perguntou:

- Tá falando alguma coisa?

- Tô! Xinguei a mãe do Negão (com todo respeito) e mandei ele prá bem longe.

Pô! Logo agora que o Prof. Valois havia despertado a minha afeição pelos buracos da cidade, vem o Negão e manda tapar exatamente o buraco de minha maior estima. É sacanagem! Eu já havia até batizado o buraco. Dei o nome carinhoso de “panelão”. O pior de tudo agora é que eu não consigo passar com as rodas em cima do sacana do buraco. É sério! Eu já saia de casa sincronizando espaço, tempo e velocidade para desviar do panelão e agora não consigo mais me desprogramar.

Pensando bem, acredito até que nem devo forçar essa desprogramação. Depois de tapado e nivelado, o ex-buraco em dois dias já ganhou a forma de uma piscina rasa, que é meio caminho certo para um novo buraco e o prenúncio de uma breve ressurreição do “panelão”.

Confesso que a saudade já incomoda. Já pensei até em mudar de caminho. Mas, graças ao bom serviço esconde-buraco de inverno da prefeitura, creio que não vai ser preciso fazer isso, nem esperar por muito tempo. O nosso reencontro está marcado para logo mais. Até breve, panelão!

16 de janeiro de 2009

Projeto Prosamim


As imagens de destruição e depredação que estão acontecendo no ambiente de lazer das áreas do Projeto Prosamin e que foram mostradas na imprensa, devem merecer o repúdio de toda a sociedade amazonense. Há muito tempo as ações de vândalos e pichadores em Manaus precisa merecer uma operação de guerra, envolvendo as autoridades, as comunidades em geral, pais de família, etc. É inadmissível que essas coisas aconteçam e fiquem impunes. O vândalo tem que merecer tratamento rigoroso. Tem que ir não só para a cadeia, como pagar por tudo aquilo que destrói. Caso sejam menores de idade, então que os pais sejam responsabilizados e paguem pelos atos e pelas babaquices cometidas pelos filhos. Esses elementos (vândalos e pichadores) são figuras que vivem da diversão idiota de destruir e pichar o patrimônio alheio e/ou público pelo simples prazer de destruir ou pichar. Agem confiantes de que a omissão da sociedade e a ineficácia das autoridades e dos órgãos públicos, lhes garantem a impunidade e a continuidade de suas insanidades. Duvido que um desses vândalos ou pichadores, deprede ou piche alguma coisa de suas próprias casas, o que deixa claro que sabem sim perfeitamente o que fazem. Sabem que se fizerem isso em casa, ou até na própria vizinhança, apanham dos pais ou dos próprios vizinhos.


As autoridades precisam reagir, mas a sociedade tem que contribuir. O povo tem que deixar de ser leso. Nesse caso, a nossa omissão, como cidadão, é uma tremenda leseira baré. Eles destroem, picham, e nós, contribuintes, é quem paga a conta dos prejuízos e da recuperação do patrimônio público. Ao perceber a ação de um vândalo ou de um pichador, o cidadão tem que buscar uma maneira de comunicar e/ou denunciar as autoridades competentes. Se você tem conhecimento de alguém que tem essa prática, não pense duas vezes – denuncie! São duas as nossas únicas alternativas: denunciar ou deixar que o poder público continue usando o nosso dinheiro para recuperar obras e espaços públicos destruídos por vândalos e pichadores. Dinheiro esse que poderia ser aplicado melhor em outras necessidades das camadas mais carentes da população. O certo é que as autoridades têm o dever de publicar quanto se gasta com a recuperação daquilo que é destruído e pichado todos os anos por vândalos e pichadores, para que o cidadão/contribuinte sinta o tamanho da mordida e da quantidade de dinheiro que sai do seu bolso e vai para o ralo.


É preciso dar um basta! Está aí um desafio para os novos parlamentares do município, no sentido de ajudarem a encontrar uma solução para combater essa situação. E não venham com a conversa de que é uma questão de educação. Tudo bem! Então que façam essa questão tornar-se uma discussão séria nas salas de aula entre professores, pais e alunos, mas não deixem de pensar, cobrar, criar e aplicar medidas sérias e coercitivas para combater os vândalos e pichadores de plantão que estão aí nas ruas agindo impunemente e rindo da cara de todos nós.

10 de janeiro de 2009

Descaso!...

O exemplo que vou relatar é uma gota no rio de problemas e desmandos com a coisa pública, notadamente no que diz respeito às condições das vias públicas de nossa cidade. Não faz muito tempo, na chamada estrada do V8, em frente ao campo society construído ao lado do posto de gasolina onde funciona uma Casa de Picanha, fizeram um rasgo no asfalto que ia da calçada até a passarela no meio da pista. Salvo engano o rasgo foi feito para puxar água da tubulação no meio da pista. Depois de feito o rasgo e atendido interesses particulares, esqueceram o interesse coletivo, o interesse público. Deixaram o rasgo aberto no asfalto sem um reparo imediato por muitos dias e, com o tráfego intenso naquele local, começou a ficar cada dia pior.

Como usuário daquela via todos os dias, comecei a ficar incomodado com o problema, pois cada buraco que nasce nessa cidade, e já são milhares e milhares, quem paga pelo prejuízo e depreciação dos carros somos nós mesmos. Consciente dos meus direitos de cidadania, tomei então a iniciativa de cobrar providências enviando mensagens para a Prefeitura, tendo esta informado que ia verificar a minha queixa e providenciar a recuperação.

A solução dada ao problema é de causar extrema indignação e mostra o descaso com a coisa pública. O rasgo que ficou na pista, depois de atendido um interesse privado, foi transformado numa mini-lombada. Pergunto: qual a diferença do rasgo que fizeram, para a mini-lombada que lá deixaram, em termos de prejuízos para quem passa com o seu carro ali todos os dias. Nenhum! Antes eu estava passando em cima de um buraco, agora estou passando em cima de uma mini-lombada. Ambos são nocivos aos nossos carros e aos nossos bolsos. Uma pista que era perfeita naquele ponto, construída com o dinheiro do contribuinte, foi rasgada para atender um interesse privado e depois recuperada e devolvida de qualquer jeito aos seus usuários.

Está lá a imundice para quem quiser ver, ajudando a depreciar os veículos que por ali passam todos os dias. Sem falar que o pagamento desse serviço porco já deve ter sido pago e com o dinheiro do contribuinte. Quem fez a imundice? Quem autorizou pagar? Quanto custou? São perguntas que ninguém parece estar preocupado em saber, muito menos em responder. O exemplo oferecido pode até parecer um exemplo idiota, diante tantos outros problemas mais graves. Mas é um exemplo do que acontece e se repete todos os dias em nossa cidade. É o descaso com a coisa pública, alimentada pela omissão de todos nós, autoridades, políticos e cidadãos. A expectativa é que a nova administração pública e o novo parlamento municipal olhem com mais carinho e responsabilidade para a coisa pública e nós, o povo, deixemos a leseira de lado e passemos a cobrar com mais intensidade os nossos direitos. Não custa acreditar que ainda tem jeito!