5 de agosto de 2009

Justiça Eleitoral na Berlinda!


Com a intenção de se promoverem e ganharem espaço nos jornais e na televisão, é muito comum os políticos promoverem denúncias graves contra quem obviamente pode lhes dar visibilidade e ibope por alguns dias. A denúncia do deputado Wilson publicada no blog do Holanda contra a justiça eleitoral é extremamente grave, porém, é pena que a sociedade não tenha a real dimensão desse processo e olhe a denúncia apenas como mais uma daquelas que acontecem todos os dias e ninguém vai preso.

O fato destacado de que o assunto já é comentando abertamente nos corredores do próprio tribunal eleitoral, entre servidores, promotores, advogados e outros, mostra explicitamente o grau de promiscuidade que existe entre aquelas pessoas que deviam dar exemplo e fazer prevalecer a lei e a justiça. Porém, não podemos esquecer de que isso aqui é Brasil. A própria justiça denunciada se encarregará de deixar as coisas esfriarem e caírem no esquecimento. Deus permita que dessa vez eu esteja enganado. Mas, se por acaso a coisa apertar - é muito simples! O parlamentar chama a mídia para uma coletiva e declara que foi mal entendido, mal interpretado, pede desculpas e avisa de cara feia que vai processar os jornalistas que o entrevistaram e deturparam as suas palavras. Essa é a ordem natural das coisas no país do faz de conta. Depois é só dar tempo ao tempo – o povo esquece e eles apostam nisso. De resto, façam as suas apostas: o deputado vai segurar o pepino ou vai desmentir tudo ou parte do que disse? Aguardem!

4 de agosto de 2009

BOLA DA SUFRAMA


Nesta manhã de segunda-feira (03.08.2009), um cidadão ligou para o programa matinal do Garotinho para lhe fazer um apelo. Pela maneira de falar conclui que o sujeito parecia querer fazer um derradeiro apelo, buscando solucionar um problema que não é só dele, mas de muitas outras pessoas que precisam diariamente passar pela Bola da SUFRAMA, seja de carona, montado num coletivo ou dirigindo o seu próprio carro.

Respondendo ao cidadão, Garotinho até que foi muito sincero. Disse que há muito tempo vem falando desse problema no seu programa e pedindo uma solução das autoridades competentes, sem que nada fosse feito até a presente data. Sem perder o espírito público, Garotinho prometeu que faria um novo apelo.

Eu sou uma dessas pessoas que de segunda a sexta-feira precisa passar pela Bola da SUFRAMA, indo ou vindo do trabalho. Com relação ao que ali está acontecendo todos os dias e há tanto tempo, eu tenho a minha opinião particular:

- É o quintal do inferno! É o caos ao vivo e em cores! É tudo aquilo que reunido num único ponto, expressa de forma cristalina o que vem a ser o descaso e a falta de compromisso das autoridades com a solução dos problemas que afligem a população. Todos eles conhecem a gravidade do problema, sabem inclusive como resolvê-lo, porém optam pela covarde omissão do dever.

No último sábado (01.08.2009) o governador disse na rádio que ele precisa às vezes dar um puxão de orelha em seus secretários e assessores(as) para que as coisas aconteçam. Pensando nisso, faço daqui um apelo ao governador para que mande a diretora do DETRAN e o pessoal da Polícia de Trânsito, passar um dia inteiro em frente ao prédio da Loja Esplanada, para sentirem o que o povo há tempos vem passando por conta do caos instalado na Bola da Suframa, em particular em frente à Loja Esplanada.

27 de julho de 2009

Transporte Coletivo - Mais vergonha!...


O GOLPE!
Mais um duro golpe na população! A justiça, preocupada com a situação das empresas, coitadinhas, resolveu dar aumento de tarifa, sem levar em conta que estão estimulando e prestigiando um sistema de transporte podre e falido. Pena que essa mesma justiça não se preocupe com o que o povo vem passando há anos por conta da péssima qualidade dos serviços que essas empresas oferecem aos usuários.

SÓ PORRADA!
Não bastasse o golpe do reajuste da tarifa, agora vem o anúncio de que o sistema vai parar por causa da greve dos motoristas. É sempre assim. O povo é que se lasca! Aqueles que poderiam fazer alguma coisa pelo povo, ou seja, a justiça, os políticos, o prefeito ou governador, provavelmente deixaram de andar ou nunca precisaram andar de coletivo. Sorte grande a deles! O que dói mesmo é lembrar que todas essas autoridades normalmente andam em carro particular e/ou oficial, com a gasolina paga pelos contribuintes.

PENSE NISSO!
Quando você estiver suando ou pegando chuva esperando horas pelo seu coletivo para ir ao trabalho, ou então andando espremido(a) dentro de um coletivo lotado e em péssimas condições, aproveite para refletir sobre as promessas do seu prefeito e do seu ilustre vereador, pois ambos provavelmente também vão estar a caminho do trabalho, só que dirigindo o carrão particular, com ar refrigerado e a gasolina paga por você e por todos nós contribuintes. Detalhe! Não esqueça que, além da gasolina, eles também vão estar metidos dentro de um kit paletó que também sai do seu bolso. Só não vou dizer agora quanto custa por ano para não estragar ainda mais o seu dia. Dou só uma dica: o que o seu político ganha todo ano para comprar paletó, você não consegue juntar somando o seu salário do ano inteiro.

CARA-DE-PAU
O empresário líder desse sistema podre e falido de Manaus tem a cara de pau de dizer que as empresas estão deixando de honrar seus compromissos por conta do valor atual da tarifa. É brincadeira! Como dizia Henfil – somos bobos, mas não somos otários. Na verdade eles não honram seus compromissos há muito tempo e vão continuar não honrando, seja qual for o reajuste dado. Eles sabem que podem contar com a omissão dos poderes e a impunidade perpétua. Eles sabem que aqui existe um povo bobalhão, que não aprendeu ainda a fazer bem as suas escolhas e a reclamar dos seus direitos. Um dia a coisa muda! E não vai demorar!

QUEM SABE FAZ HORA...
Cadê os nossos estudantes? Tarifa nova, sistema cada dia mais podre, ônibus velhos. Vai ficar assim mesmo?

14 de julho de 2009

Fique de Olho!


Temos que comemorar e parabenizar o Governo do Estado do Amazonas por iniciar a recuperação da Av. Ministro João Gonçalves de Souza, no Distrito Industrial. Entretanto, para quem passa ali todos os dias, é importante mandar um recado aos fiscais dessa obra, para que estejam atentos para a qualidade dos serviços de recapeamento que está sendo realizado. É cedo para falar alguma coisa, mas com relação ao que já está feito, é recomendável que a fiscalização aumente a atenção para o item – qualidade do acabamento.

Outro destaque a fazer com relação às ruas e avenidas que estão sendo recuperadas com o recapeamento, é a questão dos bueiros e das caixas de telefonia, etc. Devido o recapeamento, elas ficam desniveladas em relação à pista e se transformam em verdadeiras armadilhas para os veículos, causando danos sérios de alinhamento e empenamento de aros. Podem inclusive causar outros tipos de acidentes mais graves. Em algumas ruas e avenidas, pelo jeito está mais fácil acontecer um novo recapeamento, do que as empresas cuidarem de nivelar suas caixas com a pista recapeada. Confesso que fico a desejar que um ou mais deputados ou vereadores nossos sejam vítimas dessas armadilhas, pois até onde sei, não existe nenhuma verba extra para socorrê-los nessa situação. Independente disto fica aqui o apelo para que os nossos vereadores, que fiscalizam a cidade, façam alguma coisa.

30 de junho de 2009

Um dia de Domingo!


Tirei o domingo para visitar com minha esposa alguns pontos tradicionais da nossa cidade, atingidos pelas águas da enchente. A primeira surpresa foi ver a quantidade de famílias que resolveram fazer a mesma coisa. O Centro da cidade estava lotado de carros e de muita gente curiosa.

Nas proximidades do relógio municipal, entre outras coisas, presenciei um cidadão já idoso, cabecinha branca, explicando com riqueza de detalhes como tinha sido a enchente que ele assistiu em 1953, quando tinha apenas 15 anos de idade. Eu nem nascido era! Aqueles que o acompanhavam ouviam atentamente suas histórias e até eu me interessei. É que neste mesmo ano de 1953, minha mãe e meu pai, Rosalina e Luiz Aguiar, cuidavam de um pequeno boteco bem em frente ao Porto de Manaus, que vendia cafezinho e lanche aos estivadores. Minha timidez falou mais alto e não me deixou perguntar nada, mas bem que eu ensaiei algumas perguntas do tipo:

- Com licença! O Senhor por acaso conheceu meu pai e minha mãe que vendiam cafezinho no boteco em frente ao Porto de Manaus? Poxa, legal! E aí, fale mais...

Terminei o passeio arrependido de não ter perguntado nada ao velhinho de cabeça branca e estarrecido com algumas coisas que me chamaram a atenção e eu conto a seguir.

Primeiro foi o mau cheiro dos esgotos nas proximidades do relógio municipal. Terrível! Fico imaginando como os lojistas, seus empregados e clientes conseguem passar o dia inteiro sentindo aquele cheiro desagradável. Ainda bem é que é por pouco tempo - creio eu!

A segunda coisa que me chamou a atenção, desta feito do outro lado da cidade, foi um varal com bóias plásticas que eu vi estendido nas proximidades da ponte do antigo Tarumã e que eu fiz questão de fotografar para ilustrar este meu comentário.

Pensei comigo mesmo:

- Quem compraria uma bóia para se banhar em água tão suja e poluída?

Na verdade não vi ninguém tomando banho com nenhuma bóia plástica igual ou parecida àquelas do varal. Nem mesmo com aquelas antigas bóias da minha infância, feitas de câmara de ar de pneus de caminhão. E, pelo que presenciei, se depender da meninada que mora nas casas invadidas pelas águas nas proximidades da ponte, e que ali estavam brincando e pulando dentro d’água na maior alegria e sem nenhuma preocupação com doenças ou poluição, o dono do varal das bóias plásticas com certeza não precisa voltar no próximo domingo. Não vai vender nada outra vez.

Fiquei ali por alguns instantes lembrando da minha infância brincando nas águas do Tarumã, na companhia de meus pais, irmãs e irmãos de criação. Ao mesmo tempo observava a quantidade de carros parando de qualquer jeito na lateral da pista e as pessoas descendo com seus celulares ou máquinas digitais nas mãos. Toda uma movimentação simplesmente para fotografar e/ou filmar mais de perto as casas invadidas pelas águas fedidas e poluídas do velho balneário, com as crianças se banhando em volta sem a menor preocupação. Animadas com a presença das pessoas filmando e fotografando, a meninada se mostrava ainda mais agitada e disposta a se exibir e correr riscos, disputando alegre entre elas o salto mais bonito ou a melhor pose para a fotografia dos curiosos que ali se aglomeravam.

Segui em frente muito triste e pensativo. No fundo todos nós somos culpados por não termos sido suficientemente responsáveis e competentes, de modo a oferecer aos nossos filhos e às crianças de hoje, pobres ou ricas, a mesma alegria e felicidade que nós tivemos, num passado não tão distante assim, quando nossos pais nos levavam ao balneário do Tarumã e nós passavamos o dia inteiro brincando, pulando e mergulhando felizes em águas correntes, puras e saudáveis. Resta-nos pedir perdão a Deus e à natureza por nossa imperdoável omissão.

18 de junho de 2009

Dia dos Namorados no Lenhador!...


No dia dos namorados, um casal amigo meu tomou a iniciativa de convidar outros dois casais amigos para comemorar a data com um bom jantar no restaurante LENHADOR, na estrada do turismo. O casal que teve a idéia foi o primeiro a chegar ao restaurante e nos garantir uma mesa. Eu, ainda a caminho do restaurante, recebi nada menos do que três ligações no meu celular.

- Onde anda você? Vem logo! Você precisa ver o que tem para comer. Tá louco! Eu nunca vi coisa igual! Tem tartaruga, carne de jacaré, pato no tucupi, vários peixes e música ao vivo.

Para quem ainda não tinha almoçado, os comentários do amigo a respeito do cardápio do LENHADOR para o Dia dos Namorados soavam como música. Começei a salivar e sentir o cheiro da comida antes mesmo de chegar. O único contratempo era o transito maluco que não ajudava em nada.

Chegando ao restaurante, cumprimentei o casal de amigos que nos aguardava e já fui direto para a mesa apreciar os pratos especiais oferecidos aos clientes em comemoração ao dia dos namorados. De cara o meu desejo era matar a saudade dos pratos de tartaruga, que há pelo menos 5 ou 6 anos eu não degustava. Tudo ia muito bem depois de nos servirmos. De repente notarmos a presença extremamente incomoda de fumaça branca sob nossas cabeças e mais aquele irritante mau cheiro de cigarro. Bem próximo à nós, em outra mesa, um casal conversava e o sujeito curtia numa boa o seu cigarro, dando explosivas baforadas para cima, sem se incomodar com o rumo que a fumaça tomava. Nada que se possa dizer proposital, mas, de repente, a nossa comida e o meu picadinho maravilhoso de tartaruga, por exemplo, ganhou o aroma de pura nicotina.

Diante daquela situação, meu amigo chamou o garçon e pediu a ele que conversasse com o sujeito fumante, pois a fumaça do seu cigarro estava nos incomodando e não era pouco. Eu, sentado de frente para a mesa do dito cujo, percebi claramente que ele não ficou nada satisfeito quando o garçon lhe falou do incomodo que estava causando, com a fumaça do seu cigarro pairando sobre nossas cabeças, como nuvem negra e mortal. Depois de gesticular bastante para o garçon, o sujeito fechou a cara e de lambuja deu uma bronca na sua acompanhante, que me pareceu ter dado apoio ao apelo do garçon feito em nosso nome. Em lugar de apagar o cigarro, o sujeito simplesmente resolveu foi acender outro, olhando com cara feia em nossa direção. Meu amigo ficou irritado, cobrou novamente do garçon e até ameaçou ir ele próprio pedir ao sujeito que tivesse o bom senso de apagar o cigarro, pois, apesar de ser um ambiente supostamente aberto, a fumaça em lugar de ir no rumo de fora, estava se acumulando sob as nossas cabeças.

A solução para o impasse coube a nós. Os incomodados que se mudem! Não é o que diz o ditado? Decidimos exigir outra mesa, bem longe do pitbulzinho fumante e enfurecido. Expliquei aos amigos que não valia a pena nos estressarmos. Aquele dia era só para comemorações. A minha satisfação era a certeza que nós estávamos ali felizes comemorando o dia dos namorados, enquanto que o pitbulzinho fumante estava ali não só comemorando o dia dos namorados, mas certamente alguns anos a menos de vida pela frente, não só dele como de sua acompanhante, na condição azarada de fumante passiva e omissa. A cada baforada que o pitbul dava nos olhando de cara feia, eu só lembrava as fotografias que hoje são estampadas nos maços de cigarro. A sua falta de bom senso e ignorância não nos deixava dúvidas do caminho que está escolhendo. O azar é só dele e, obviamente, daqueles que junto a ele fumam por tabela.

Quanto ao restaurante LENHADOR, é recomendável que seu proprietário reveja imediatamente essa idéia de que o ambiente é aberto e que por conta disso o cigarro é permitido. Não é bem assim! O fato ocorrido conosco deixou claro que o fumo gera problemas e que a fumaça do cigarro não se dissipa tão facilmente e, enquanto não se dissipa, na verdade fica pairando sob a cabeça dos clientes não fumantes, gerando constrangimentos desnecessários. Volto lá quando tiver a certeza de que não vou ter na mesa ao lado um pitbulzinho metido a macho, fumando feito uma chaminé e com a benevolência dos garçons e do proprietário.