20 de abril de 2010

Política & Políticos

PIJAMA PARA OS DINOSSAUROS
Está na hora de virarem a mesa dentro dos partidos e tratar de colocar o pijama em muitos dos dinossauros que ainda estão por aí mamando nas tetas do contribuinte e sem produzir coisa alguma. Peguem o mandato de nossos deputados, por exemplo, e tentem descobrir o que de fato fizeram de útil nesses 4 anos de mandato. Dá tristeza e vontade de chorar diante do desempenho da maioria. Detalhe: distribuir sopa com o dinheiro público não vale! Muitos estão caducos, ultrapassados, rendem pouco, não mudam o discurso e não fazem nada de útil. Se elegeram apenas para ganhar o salário e viver das mordomias do mandato. Precisam dar vez aos jovens políticos, em lugar de colocá-los como burros de carga das campanhas, para depois ficarem esquecidos e mendingando espaço político ou emprego. Começamos agora ou vamos continuar amargando esse atraso que não tem mais fim.



COMO PROMOVER RENOVAÇÃO?
Decididamente a RENOVAÇÃO é a única saída para um Brasil melhor. Mas, como atrair para a política, gente jovem, gente séria e disposta a assumir compromisso com o seu Estado, com o seu povo e com o Brasil? Diante do estágio atual da vida política brasileira, lembro Evaristo de Moraes que certa oportunidade disse que ninguém mais acredita que alguém possa ter disposição para servir com dignidade a um governo. Todo mundo acha que as pessoas só vão para o governo para se arrumar. É comum se ouvir pessoas defendendo a idéia de que quem tem a chance de chegar ao governo, não deve perder a oportunidade de arrumar a própria vida, dos que lhes cercam e dos amigos mais chegados, particularmente os parceiros das maracutaias. O mais triste é observar que ainda não mudou muita coisa.

POLÍTICO BANDIDO
No Brasil, o político bandido que rouba e produz escândalos é aceito socialmente numa boa. Anda nas ruas como se fosse celebridade. É isso mesmo! Político bandido por aqui tem status de celebridade. Vejam o caso do cínico Governador ARRUDA, que já havia sido pego fazendo sacanagem no Congresso. Seus eleitores, não convencidos de que estavam diante de um malandro esperto, acharam por bem lhe colocar nas mãos um mandato de governador. Pego outra vez com a mão no nosso bolso, ainda tem gente que se junta a ele para rezar achando que o malandro, coitadinho, está sendo vítima de perseguição. Não creio que volte para a cadeia, como não creio que vá devolver um único centavo do que tirou dos cofres públicos, ou seja, do nosso bolso de contribuinte.

CUSTO DA CORRUPÇÃO
É raro o dia em que abrimos os jornais e não damos de cara com notícias falando de corrupção. A novidade é que os políticos agora não ocupam mais os espaços sozinhos. Uma turminha formada por juízes malandros resolveu dividir o cenário de corrupção com os políticos e os governantes. A diferença é que juiz malandro não vai preso, tampouco é demitido. Ganha aposentaria precoce e milionária, paga pelo contribuinte, obviamente. Lindo não! No Brasil, a idéia de levar vantagem em tudo já virou regra há muito tempo. Todo mundo quer tirar a sua lasquinha. Imaginem quanto avanços poderíamos estar vivendo nos dias atuais se essa grana roubada tivesse sido aplicada em saúde, educação e programas sociais. Aqueles que permanecem até hoje impunes e com as mãos sujas com o dinheiro roubado, um dia haverão de pagar caro por seus crimes, e não será em outro mundo não, vai ser aqui mesmo. O castigo vai vir sem pressa, será duro, doloroso e duradouro. É só esperar e acompanhar!

17 de abril de 2010

Tiros de Baladeira XXXVI

LEGUMES ESTRAGADOS
Jornal anuncia que o PROCON multou o CARREFOUR por causa de legumes estragados na prateleira. Aleluia! Na verdade colocar legumes podres para vender em promoção já virou moda. Aliás, por conta dessa situação, a banca ou prateleira dos supermercados onde são depositadas as CEBOLAS, por exemplo, já ganharam o apelido de CHIQUEIRINHO. Como diz um amigo meu – fede prá dedeu! Depois dessa noticia de primeira página do Diário do Amazonas, eu fiquei com uma dúvida: onde é mesmo que essa turma do PROCON mora? Será que eles moram na mesma cidade e freqüentam os mesmos supermercados que nós manauaras? Perguntar não ofende né!

VALIDADE DOS PRODUTOS
É comum você encontrar nos supermercados, queijos, presuntos e salames de várias marcas, fatiados e colocados a venda ao consumidor em pequenas bandejas de isopor, sacos plasticos, etc. Significa que foram retirados de suas embalagens originais de fábrica, onde vem registrado o período correto de validade. No produto fatiado você acaba tendo que confiar na data que é colocada na nova etiqueta, achando que ela reproduz fielmente a data da embalagem original. Será? Quem faz esse acompanhamento e fiscalização em defesa de nós consumidores? Quem coloca CEBOLA e TOMATE estragado/podre para vender ao consumidor será que leva mesmo a sério a questão das validades quando tira das embalagens originais e coloca em nova embalagem?  É só uma reflexão diante das notícias que são publicadas. Com a palavra o poder público que tem o dever de fiscalizar e proteger a população de situações dessa natureza.   

CHOQUE DE ORDEM (I)
Fiquei feliz com o telefonema de minha amiga anunciando que recebeu a chave do seu apartamento e que se muda no dia de hoje. A minha tristeza e indignação fica por conta da construtora que não lhe dispensou da necessidade de um fiador para uma conta de 5 mil reais, mas iludiu e enganou minha amiga, convencendo-a a ocupar o apartamento sem o HABITE-SE, sob o argumento de que foi muito mal assessorada nesse assunto, que ninguém reclama disso e que se ela continuasse reclamando poderia ganhar a inimizade de todos os moradores do seu prédio que já habitaram seus apartamentos e não estão nem um pouco preocupados com o tal HABITE-SE, que diante de mais essa imoralidade pública, continua sendo o instrumento legal mais desmoralizado da Prefeitura. Quem sabe o choque de ordem mude esse paradigma. Apesar do empenho e da boa vontade de mudar essa realidade, eu não colocando muito fé não! Principalmente em ano político, onde construtor, minha gente, é um dos atores mais requisitados e mais paparicados para as chamadas ajudas de campanha.

CHOQUE DE ORDEM (II)
Li a coluna de Paulo Figueiredo hoje. Reproduz na verdade um comentário de Jefferson Coronel sobre o caos que existe hoje na nossa cidade. Muito bom o comentário, mas só não deixa perfeitamente claro o fato de que toda essa situação não é de hoje. Vem de muito longe, inclusive de administrações passadas da prefeitura que ele, Jefferson Coronel, teve participação ativa e brilhante naquilo que era de sua competência, mas o caos nas ruas, nas praças, nas calçadas não era diferente de hoje - já existia sim! O Habite-se, por exemplo, já era o instrumento mais desmoralizado da prefeitura e continua sendo hoje. Não creio que faria esse mesmo comentário lá atrás, com a mesma intensidade que o faz hoje, o que de certa forma é compreensível politicamente. O importante é que existe hoje um movimento em prol da moralização das atividades que dependem do acompanhamento e fiscalização da prefeitura. Quem ganha com isso é a sociedade. Pena que já exista movimentos contrários, tentando, por exemplo, desmoralizar a idéia do choque de ordem, no sentido de dar proteção àqueles que já se acostumaram a não respeitar as regras e vão impor resistência usando de todas as armas.

RAPHAEL do IMTT
Atendendo apelo dos moradores do Parque 10, eu insisto com os leitores que ao encontrarem com o RAPHAEL SIQUEIRA do IMTT por aí, avisem a ele que os seus colegas idosos do bairro do P.10 clamam pela volta da faixa de segurança em frente ao Banco Bradesco, antigo BEA. Sumiram com a faixa que existia. Atravessar a rua naquele ponto é um inferno. Idosos e crianças são os que mais sofrem, sem falar nas placas de estacionamento proibido no mesmo local, que ninguém respeita. Fica mais esse apelo a Raphael, em prol da turma da sua idade, digo, da terceira idade do Bairro Parque 10 de Novembro.

10 de abril de 2010

Tiros de Baladeira XXXV

O choque de moralização está chegando tarde
Quando a Prefeitura finalmente resolve fazer algo sério, como fiscalizar as obras da cidade que normalmente começam e terminam fora da lei (sem respeitar as regras), surge logo um movimento contrário tentando desviar a atenção e desmoralizar a iniciativa do poder público e de seus gestores. Todo mundo sabe que na construção civil estão os mais poderosos da economia nacional e local. Dizem que mexer com eles é mexer com casa de caba. Assim como entre eles existem os bons, existem também os maus. Assim como tem aqueles que seguem as regras, existem os que de praxe não as respeitam e pouco estão preocupados, pois sabem que podem contar com a benevolência do poder fiscalizador. O certo é que não pode continuar do jeito que está. O HABITE-SE, por exemplo, tornou-se o instrumento mais desmoralizado pelo próprio poder público municipal. Quando a Prefeitura finalmente concede o Habite-se, os prédios já estão habitados de longa data, o que por lei não deveria acontecer. Mas, é como os construtores e seus agentes dizem aos clientes ao entregarem os imóveis – não se preocupem, pois é de praxe as coisas acontecerem desse jeito. Quem se arrisca a bancar o certinho e cobrar o Habite-se das construtoras, acaba sendo ridicularizado ou então intimidado com a ameaça de que seus vizinhos passarão a odiá-lo por estar reclamando de algo que, de praxe, ninguém leva muito a sério.

Equipes Médicas nos Hospitais
Foi anunciado que a partir da próxima semana todos os hospitais deverão funcionar com equipes médicas completas. Como seria bom se fosse verdade! Os brasileiros ficariam felizes. No fundo é mais uma dessas campanhas de tentativa de moralização de alguma coisa nesse país, principalmente em ano eleitoral acirrado. O povo, coitado, está sempre acreditando que um dia as promessas atravessarão a ponte das boas intenções. Hoje temos hospitais sem estoque de medicamentos básicos, imagine de uma hora para outra ter uma equipe completa de médicos. Repito! Como seria bom se fosse verdade. Será em pouco tempo mais uma enorme decepção do povo brasileiro, principalmente daqueles que dependem dos hospitais públicos e que amanhecem nas filas todos os dias na esperança de um atendimento. Em ano eleitoral, para iludir o povo e conseguir votos, vale tudo, até brincar com a saúde e a esperança do povo. 

Filhos de Políticos na Escola Pública
Acredite se quiser! Estão querendo aprovar um projeto onde todos os políticos vão ter que colocar seus filhos em escolas públicas. Responda com sinceridade – você acredita nisso mesmo? Se um dia isso passar no Congresso Nacional, anote aí – o Brasil tem jeito! A classe política brasileira, principalmente essa que nos representa hoje, na sua maioria, tem explicitamente uma prioridade que é olhar primeiro para o próprio umbigo, depois para o umbigo dos seus, depois dos agregados e por último para a vontade do povo que o elegeu. Ora bolas! Se eles (políticos) não abrem mão da verba indenizatória para comprar o guarda-roupa (kit paletó) para trabalhar, você acha mesmo que eles irão abrir mão de usar uma sobra dessa e de outras verbas de gabinete para colocar os filhos na Escola Privada, como forma a prepará-los melhor para tomar a vaga dos filhos dos seus eleitores na disputa pelas vagas na Universidade Pública? Como diz os próprios jovens – se liga né!

Restaurante Flutuante em Manaus


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Manaus-AM - Restaurante flutuante na cidade de Manaus, preferido dos amantes de um bom prato de peixe regional, acompanhado de uma maravilhosa banana frita com creme de leite de sobremesa. Vai nessa?

A MORTE não marca hora nem local


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Esta foto foi feita no retorno de um passeio à cidade Itacoatiara (aprox. 280 km da cidade de Manaus). Uma imagem que choca e doí na alma. De nada adiantaria terem retirado os destroços do local. Deixá-los ali pode ter sido uma decisão da família de quem perdeu a vida nesse pavoroso acidente, com o objetivo de nos alertar para o fato de que  a morte, quando desafiada, ela não escolha hora nem local para vencer o desafio.    

Rio Preto da Eva - AM

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Foto do Balneário na entrada da cidade de Rio Preto da Eva, aprox. 75 km de Manaus, muito frequentado pelos amazonenses nos finais de semana. Foto tirada na época da cheia.