10 de abril de 2011

O Catraieiro Solitário!

Este é Vanildo Andrade da Costa, mais conhecido como Bebé - o CATRAIEIRO SOLITÁRIO, como ele mesmo se apresenta. Ele nos disse ser o único hoje a fazer essa travessia de catraia entre os Bairros de São Raimundo/Glória e Aparecida. 

Flagramos nesta tarde de domingo, 10 de abril de 2011, Vanildo transportando uma mãe com um filho de colo. 

Depois de 40 anos, eu voltei a dar uma volta de catraia com Vanildo, lembrando quando estudava no Colégio Antonio Bittencourt, nas proximidades do estádio da Colina e fazia essa travessia para chegar mais rápido no trabalho de minha mãe, na Eduardo Ribeiro. Matei a saudade passeando com meu filho e ouvindo as histórias do simpático e sempre alegre Vanildo. Um ser humano simples, mas especial. Que Deus o proteja!     

6 de abril de 2011

OSAMA BIN LADEN is here!

Acredite - Osama Bin Laden está vivo! Mora no Bairro Vila da Prata.

dahoracara.com.br
Sábado passado, familiares meus foram participar de uma festa Baby Chá no tradicional Bairro Vila da Prata. Só não imaginavam que iam dar de cara com Osama Bin Laden, o terror da comunidade.  No meio da festa, estampidos eram ouvidos no lado de fora do Centro Social da Igreja de São Franscisco. As pessoas, despreocupadas, achavam que eram as crianças presentes à festinha, brincando de estourar os balões distribuidos. O que ninguém imaginava era que o autor dos estampidos, não eram as crianças, mas simplesmente Bin Laden, o terror da comunidade.

Sempre que acontece um evento no centro comunitário, Bin Laden, vizinho do centro, assume o disfarce de terrorista do bairro e começa a intimidar as pessoas com o seu arsenal de foguetes, bombinhas e catolés. Supostamente prejudicado do juízo, Bin Laden está acostumado a estragar as festas que acontecem em sua volta ali naquele pedaço do Bairro da Vila da Prata, onde os moradores não aguentam mais conviver com as suas ações terroristas.

Acontece que desta vez Bin Laden se deu mal. Quase estragou a festa, mas não ficou sem o castigo merecido. Impedido de acionar os foguetes que poderiam ser arremessados para dentro do ambiente da festa e ferir as pessoas, Bin Laden acabou levando um tombo e uma tremenda bronca de algumas pessoas, que resolveram agir apenas no sentido de impedi-lo de acionar os foguetes que já estavam fincados no chão de areia. Mesmo assim, Bin Laden insistia em levar em frente a sua ação, que acabou indo parar na Delegacia de Polícia mais próxima, onde a sua ficha de atos de terrorismo no bairro ganhou mais um registro. 

A delegada de plantão não deu moleza a Bin Laden, que agora já está avisado: dá próxima vez vai ser recolhido aos costumes, o que parece não ter deixado o terrorista muito assustado, pois há muito está acostumado a aprontar sem nunca ser punido exemplarmente. A desculpa de que o Bin Laden da Vila da Prata sofre de distúrbios mentais não está mais colando. A realidade hoje é que a comunidade já perdeu a paciência e não aguenta mais continuar vivendo sob às ameaças desse terrorista de meia tigela, sempre que algum morador resolver fazer uma comemoração no centro social da Igreja da Igreja de São Francisco, na Vila da Prata.

31 de março de 2011

Uma novela chamada CECOMIZ

O sinistro que destruiu um dos galpões do Shopping CECOMIZ virou uma novela. Uma polêmica constante, inclusive na mídia, onde algumas coisas precisam ficar mais claras para que as pessoas que acompanham esse assunto há algum tempo entendam melhor esse blá-blá-blá. É precisa dar destaque a algumas coisas que não são ditas ou lembradas propositalmente ou por desinformação.

É comum você assistir alguns políticos nos jornais ou na televisão cobrando da Suframa a reconstrução do galpão do CECOMIZ, com o objetivo de realocar os comerciantes que tiveram seus boxes destruídos pelo incêndio. Pergunta-se: qual a obrigação da Suframa em reconstruir o galpão destruído pelo incêndio para realocar os comerciantes nos seus respectivos boxes? A guarda e a manutenção dos galpões do CECOMIZ, pactuada em Contrato, eram e ainda são de responsabilidade de uma associação que reúne os lojistas e que há anos não pagam à Suframa uma simbólica quantia a título de aluguel. Essa dívida hoje deve ser bem superior a 1 milhão de reais. Como não recolhiam esse simbólico aluguel à Suframa, subentende-se que sobraria receita à associação para oferecer maior segurança ao shopping, em todos os aspectos. Outra coisa: se a culpa pelo sinistro não é da associação dos lojistas do CECOMIZ, muito menos é da SUFRAMA. Daí não se justificar essa cobrança, essa pressão política, inclusive, no sentido de que a Suframa reconstrua o galpão em benefício dos lojistas. 

A segunda questão a levantar diz respeito à área do CECOMIZ. Essa área está sob o domínio/controle da Suframa, mas o patrimônio é da União. É um bem da União. Em outras palavras, é um patrimônio da sociedade. Não cabe à Suframa e aos seus dirigentes decidirem da cabeça deles o que fazer com aquela área, com o objetivo de agradar lojistas e alguns políticos locais. Se isso fosse possível, essa questão já estava resolvida há muito tempo. Uma coisa é achar que a Suframa tem que reconstruir o galpão ou vender a área aos lojistas numa boa, sem dar satisfação a ninguém. Como discurso político é perfeito! Outra coisa é a legislação federal permitir que isso seja feito, sem que os administradores da Suframa depois tenham que responder e pagar caro por isso o resto da vida e em todas as instâncias.

No âmbito da Suframa, o que precisava ser feito já foi feito nessa novela. O assunto e as decisões a serem tomadas agora estão numa esfera superior do governo federal. Não cabe mais à Suframa uma decisão local. Lojistas e políticos estão informados e conscientes disso, mas, curiosamente, insistem em jogar a Suframa e seus gestores contra a opinião pública. Ora bolas - isso é feio e improdutivo. O que está faltando na verdade é gestão e competência política para dar ao assunto a decisão que eles (lojistas + políticos) desejam dar. Não cabe à Suframa fazer isso por eles. A Suframa e seus gestores não têm essa competência e não vão arriscar suas carreiras para tomar uma decisão que não tem amparo legal, envolvendo uma propriedade da União. O que está faltando, se é que isso vai mudar alguma coisa, é gestão política, diálogo político, negociação político, e isso é coisa para políticos e não para técnicos. Em lugar de volta e meia apontarem as armas contra a Suframa e os seus gestores, por que não buscam o diálogo e a negociação política em Brasília, frente a frente e olho no olho com aqueles que têm o poder para decidir e a caneta para chancelar. Juntar as forças políticas locais é mais inteligente do que ficar malhando em ferro frio. É isso que tem que ser feito, e não ficarem de vez em quando reascendendo essa questão na mídia, achando que vão mudar alguma coisa. Em resumo, os lojistas ficam alimentando uma decisão que a Suframa não pode lhes oferecer e os políticos ficam passando a ideia de que estão verdadeiramente empenhados e que vão conseguir também mudar alguma coisa. No final nada acontece, cai no esquecimento, até tocarem fogo de novo no assunto, de acordo com o momento e a conveniência política. Assim, decididamente, não vão chegar a lugar algum, mas chegará a hora que não vão mais conseguir convencer a sociedade de que os vilões dessa novela é a Suframa e os seus gestores.

27 de março de 2011

Tartarugas - vida mansa!


Posted by Picasa 
Aeroporto Internacional de Manaus - Esperamos que o projeto de ampliação deste aeroporto não resolva tirar de lá uma das raríssimas coisas boas de se olhar e curtir ali - as tartarugas.  

26 de março de 2011

Professor - Ser ou não Ser?

kcbelmont.blogspot.com
Muito interessante o artigo de hoje, no D24am, publicado pelo ilustre deputado do PT, José Ricardo. É vergonhoso e profundamente lamentável saber que o professor no Amazonas não recebe auxílio-alimentação, vale-transporte e plano de saúde. Daí eu entender, em parte, o que acontece nas campanhas eleitorais. De um lado assistimos um número expressivo de professores buscando a chance de um mandato político e, do outro lado, um grupo de políticos lutando ferozmente pela reeleição para não ter que voltar à sala de aula e à condição de professor estadual ou municipal. A vida de deputado sem dúvida alguma é bem mais gratificante em todos os aspectos.

Se de um lado o professor de sala de aula não recebe auxílio-alimentação, auxílio-jaleco, auxílio transporte e plano de saúde digno; do outro lado, o professor, quando eleito deputado, recebe, além do bom salário (este ano acréscido de 65%), mais auxílio-alimentação, mais auxílio-gasolina e mais auxílio-paletó, entre outros. Este último (auxílio-paletó), pasmem, é uma verba extra-salário de mais de R$ 24.000,00 por ano, beirando R$ 100.000,00 em 4 anos de mandato. Com este valor estabelecido dá para comprar um carro novo todo ano ou uma casa após 4 anos. O assalariado, coitado, outro ferrado, para conseguir fechar essa conta de 100 mil reais, sem conseguir guardar um único centavo, precisa trabalhar 14 anos e somar salário mais décimo terceiro. Para que a coisa fique ainda bem mais clara, observem: o valor que deputado recebe do contribuinte, extra-salário, só para comprar paletó por ano (R$ 24.772,00), é bem mais do que recebe por ano o professor de início de carreira (R$ 14.088,00) para dar conta de todos os seus compromissos familiares (alimentação, vestuário, educação, transporte, saúde/remédio).

Ora bolas! Se existe dinheiro/orçamento para pagar tudo isso aos nossos políticos, por que não tem para pagar aos nossos professores pelo menos o básico: auxílio-alimentação, auxílio-transporte. Todo ano tem dinheiro para Boi, para futebol falido, ciranda, festival de opera, festival de cinema, natal na praça, etc. Pô! - será que não sobra uma ponta no orçamento nem que seja para garantir o Mototaxi ou a Kombi-lotação do professor? Se o político consegue legislar em causa próprio um valor de auxílio-paletó no valor de R$ 24.772,00/ano, por que será que é tão difícil se empenhar e legislar para conseguir um “auxílio-jaleco” para os nossos professores da rede pública? Tudo bem, a gente sabe que nenhum deles ou quase todos (governantes e políticos com mandato) não tem os filhos matriculados na escola pública, mas não custa nada lutar e se empenhar para que os professores dos filhos dos seus eleitores recebam algum tipo de ajuda para exercer a sua profissão com maior dignidade. O discurso tem sido muito bonito. Todos preocupados com a vida e o salário do professor, mas solução justa que é bom não acontece.

O deputado José Ricardo tem toda razão em dizer que para mudar precisamos cobrar as promessas dos governantes. Perfeito! É isso mesmo! Só não podemos esquecer que em campanha não são apenas os candidatos a governantes que prometem o céu aos professores, entre outras coisas. Os políticos fazem exatamente o mesmo. Prometem! E como prometem. Precisamos de fato cobrar dos governantes as promessas de campanha, mas precisamos também cobrar dos políticos que passem a olhar pelos benefícios/auxílios dos professores, da mesma forma, garra e disposição como eles olham para os próprios benefícios/auxílios e que não são poucos.

Em tempo: desde o seu mandato como vereador, o deputado José Ricardo sempre se manifestou contrário ao auxílio-paletó e outros auxílios esdrúxulos que ninguém consegue dar um fim nas casas legislativas. Levantou a poeira sobre o tema e eles tratam logo de se fazerem de mortos.

21 de março de 2011

Parque Amazonense








Parque Amazonense - Aqui neste local aconteciam os grandes clássicos do futebol amazonense. A primeira vez que atravessei esse portão, levado por um irmão de criação, foi para assistir o jogo entre Fast x São Raimundo. Neste mesmo dia, no intervalo do jogo, provei pela primeira vez o sanduiche do Seo Vasco. Um sanduiche famoso, no pão redondo, recheado com picadinho de carne com batata. Tempos bons, quando dava gosto ir ao campo de futebol torcer pelo seu time do coração. Eu sou fastiano.