Blog criado para falar de assuntos diversos e incentivar o exercício da cidadania, por meio de críticas, sugestões e comentários sobre o cotidiano político e social local, regional e nacional.
2 de dezembro de 2012
28 de novembro de 2012
GATO DE ENERGIA
A lamentável tragédia vivida pelos moradores da Comunidade Arthur
Bernardes deve merecer atenção especial das autoridades e em particular da
sociedade. Já correm rumores e suspeitas de que o incêndio possa ter sido
provocado. Foi destacado pela mídia o fato de que, curiosamente, outros
incêndios ocorridos aconteceram em áreas a serem beneficiadas também pelo projeto
Prosamim. No atual contexto, tudo é possível. A investigação criteriosa desse
evento não pode ser descartada.
A outra questão a levantar, antiga, perigosa, e que ninguém dá uma
solução, é a questão dos gatos de energia espalhados pela cidade de Manaus. Na
área atingida pela tragédia, por exemplo, a situação já era crítica há muito
tempo. Periodicamente, as vítimas sofriam com as águas das enchentes que
atingem aquela comunidade e, cotidianamente, conviviam com os riscos dos gatos
de energia, numa área onde as casas destruídas e as que sobraram são todas praticamente 100% em madeira.
Quem passava pelo local podia ver claramente o perigo eminente daquelas
ligações clandestinas e crescentes nos postes de eletrificação. Todo dia tinha
alguém arriscando a vida e consumando um novo ponto de desvio de energia
(gato). Aliás, neste exato momento, pós- tragédia, é bem possível que alguns moradores
da área que não tiveram suas casas atingidas pelo fogo, estejam novamente
arriscando suas vidas para reativar os seus gatos e ter a luz de volta em suas
casas. O certo é que nenhuma autoridade do estado ou do município vai poder
alegar desconhecimento daquela situação que terminou em tragédia e com perdas
apenas matérias, felizmente. A solução lamentavelmente não veio a tempo de
evitar a tragédia consumada. São tantos os problemas da cidade e não existem recursos
suficientes para solucionar todos de uma só vez.
Entretanto, cabe aqui alguns questionamentos quanto ao trabalho de
prevenção das autoridades e dos órgãos competentes. O que poderia ter sido feito para impedir essa
tragédia? Houve algum alerta para o acúmulo de gatos de energia naquele local? O
que fez a Manaus Energia, ou o que faz a Manaus Energia ao identificar situações
de potencial risco como esta da Comunidade Arthur Bernardes? O que impede as operações de
retirada dos gatos de energia nessas áreas? Se existe
uma decisão política de tolerar esse processo de ligações clandestinas, mesmo
sabendo dos riscos que elas representam, não seria irresponsável demais não ter
também uma política de monitoramento e prevenção para pelos menos minimizar os
riscos de tragédias? Como é que as
autoridades e as instituições competentes lidam com essa questão das ligações
clandestinas de energia, considerando o risco potencial que elas representam? Quantas outras comunidades estão nesta mesma
situação em Manaus? A tragédia da Comunidade Arthur Bernardes vai mudar o quê?
Quanto aos políticos que agem de acordo com suas conveniências e só fazem
aquilo que convém ao próprio umbigo, é óbvio que não interessa apoiar qualquer tipo de resistência
e/ou combate a gato de energia e a gato de água. É o tipo de ação que, na opinião
deles (políticos), tira votos, e o
que eles querem mesmo é somar votos.
Finalizando, é bom lembrar e deixar claro que gato de energia e gato de
água são problemas sérios e podem gerar tragédias, mas não é uma prática
exclusiva de gente pobre e de comunidades carentes. Pelo contrário! Tem muito
gato de energia e de água em áreas nobres desta cidade, praticado por quem você
menos espera, por gente supostamente bacana, velhos e novos ricos avarentos.
23 de novembro de 2012
Saudade da Manaus de paz...
![]() |
| violenciaurbanaesb2010.blogspot.com |
Sem colocar em dúvida os esforços das autoridades para conter a
violência em Manaus, o certo é que os assaltantes continuam agindo com ousadia
e violência em plena luz do dia.
Neste último domingo, por volta das 3 horas da tarde, um colega de
trabalho que mora no Conjunto Atílio Andreazza foi mais uma vítima. Seu filho
foi rendido quando chegava ao portão de casa. Com um revolver apontado para a
cabeça foi obrigado a entrar na garagem com o seu carro e os assaltantes. Meu colega dormia no seu quarto e não teve a
menor chance de reação. Foi forçado a ficar na cama deitado de bruços e sob a
ameaça permanente de um dos assaltantes.
A esposa de meu amigo chegou exatamente no momento em que acontecia o
assalto. Os bandidos que estavam dentro da casa foram avisados por um terceiro
que vigiava tudo do lado de fora. Quando entrou em casa encontrou o bandido
apontando a arma para a cabeça de seu filho. Não tinha nada a fazer. Foi levada para o
quarto do casal, onde seu esposo já estava rendido e sob a vigilância nervosa
de um dos bandidos, que aparentava menos de 20 anos e portava sandálias e
bermuda.
Sem medir os riscos, a esposa de meu amigo resolveu questionar o
bandido que ficara no quarto vigiando-os. Perguntou por qual motivo estavam ali
fazendo aquilo e ele simplesmente respondeu que não queria estar ali fazendo
aquele assalto. Fora induzido ou forçado pelos colegas bandidos a participar.
Passou inclusive a avisar o casal quando o outro bandido vinha em sua direção.
Quando estava remexendo a bolsa a procura de dinheiro, a esposa de meu amigo
pediu que levassem só o dinheiro e deixassem os documentos, no que fora
atendida.
Meu colega conta que teve
chances de imobilizar o bandido que ficou com eles no quarto, usando da sua
força física e dos seus mais de 100 kg. O bandido era franzino e quando foi
remexer a bolsa de sua esposa a procura de dinheiro, colocou o revólver na
cintura e agachou-se, oferecendo chances
reais de ser surpreendido e atacado.
Felizmente o bom senso prevaleceu nesse momento. Apesar das chances de
reagir contra um dos bandidos, meu colega sabia que o outro tinha uma arma
apontada para a cabeça do seu filho, e certamente o assalto acabaria em
tragédia e dor maior para a família. Levaram objetos, equipamentos e mais o
carro de seu filho, um FIAT PALIO NOY – 2212, ANO 2009/2010, COR PRETA. Por
conta do celular roubado, ainda foi possível por algum tempo monitorá-los, mas
logo se desfizeram do aparelho.
O assalto que relato não é o primeiro nessas condições dentro do
Conjunto Atílio Andreazza. Não faz muito tempo, outra colega sofreu assalto
idêntico, só que os bandidos agiram com violência, machucaram as pessoas que
estavam na casa e deixaram traumas e marcas que vão durar para sempre. A
sociedade tem que reagir contra essa violência. Está demais! É preciso urgente adotar um programa de
TOLERÂNCIA ZERO contra a bandidagem. As pessoas de bem perderam a tranquilidade
dentro e fora de casa, e os bandidos estão espalhando violência e terror nos
quatro cantos da cidade. Não dá para ter pena de bandido (menor, inclusive),
que invade uma casa com comparsas e não se contentam apenas em levar dinheiro,
carros e objetos. Agem com sadismo, espalham terror, espancam crianças e idosos indefesos, estupram as mulheres e, em muitos
casos, até matam fria e covardemente.
Não dá para chamar esses elementos de seres humanos. Até mesmo enjaulados representam risco. Saudade
da Manaus de paz!
14 de outubro de 2012
CARA & CRACHÁ
Eu ainda não tinha contado este episódio que no meu entendimento faz parte da história da PRAIA DOURADA, em Manaus. A foto da PRAIA colocada por RUI MACHADO no seu mural do FACEBOOK é que me fez recordar e eu resolvi dividir com os amigos.
Há muitos anos atrás, num desses domingos maravilhosos, eu e meus familiares fomos à praia dourada curtir o sol e o rio. Era, à época, um dos nossos passeios prediletos aos domingos, apesar de que nem sempre o acesso por terra estava bom, mas valia pela beleza do lugar e pela oportunidade do banho de rio.
No local havia um restaurante e, como de costume, até pela distância, muitas famílias optavam por comer no local. O cardápio de peixes era convidativo.
Pois bem! Nesse dia, uma das pessoas que nos atendia, uma senhora bonita e sempre muito simpática, me despertou a atenção pelo CRACHÁ que ela portava com orgulho. Em lugar do seu nome no CRACHÁ havia a seguinte frase - ESPOSA DO PROPRIETÁRIO. Não dá para esquecer!...
10 de outubro de 2012
ESCOLA & VANDALISMO
De madrugada, aluno de uma Escola local, junto com a sua galera, saíram para pichar o muro da própria Escola. A estratégia é sempre sair de casa sem serem percebidos, exatamente para não levantar qualquer suspeita entre aqueles pais que não apoiam esse tipo de vandalismo.
A madrugada nesse dia foi produtiva. Riscaram e sujaram tudo de ponta a ponta no muro da Escola.
O azar do moleque e líder dos pichadores, é que alguém passou na hora da pichação, reconheceu a figura e resolveu dedurá-lo para a Diretora no dia seguinte.
No meio da aula ele é surpreendido com o recado de um dos professores:
- Pegue suas coisas e vá à Diretoria que a Diretora está lhe esperando agora.
Mal entrou na diretoria e a Diretora, indignada, já foi perguntando:
- Por que você não vai pichar o muro da sua casa?
O moleque tranquilo responde:
- É que se eu fizer isso no muro lá de casa, eu apanho da mamãe, levo uma surra do papai e ainda fico de castigo sem poder sair de casa durante um mês.
Seus pais estão certos, isso que você fez é vandalismo - retruca a professora.
Outra vez, cinicamente, o aluno responde:
- Por isso mesmo Diretora que eu não risco o muro lá de casa. Tô doido não!
O certo é que não existe mais moleque bobo. Eles sabem direitinho o que fazer e como fazer as coisas, confiam na impunidade e na proteção que a lei os oferece.
9 de outubro de 2012
ELEIÇÃO 2012
Agora serão 41
Qualquer que seja a explicação, nenhuma delas vai
nos convencer do aumento do número de vereadores de 38 para 41. De cara, só
mesmo aumento de despesas. Serão mais três pesos para o contribuinte carregar. Mais
três malditos kits-paletós para pesar no nosso bolso. O que mais três
vereadores podem fazer de útil pela sociedade local, é difícil de adivinhar se
usarmos como parâmetro o que produziram no último mandato.
Renovação
A tão sonhada e desejada renovação não foi aquela
que muitos esperavam. Candidatos que julgávamos merecedores da reeleição acabaram
ficando de fora. Candidatos que sonhávamos derrotados e não reeleitos, saíram vitoriosos.
Porém, agora, com as redes sociais e
parte da sociedade mais atenta à atuação dos parlamentos, não vamos precisar de
muito tempo para saber se a CMM piorou, melhorou ou continua exatamente a mesma.
É só uma questão de tempo!
Vereador & Apresentador
Respeito quem não concorda, mas é indiscutível a
vantagem que os “vereadores apresentadores” levam em relação ao demais na hora
do pleito. Depois de eleitos, voltam para a telinha da TV, montam seus
programas oportunistas, praticam descaradamente o clientelismo, pedem ajuda de
emprego, cama, colchão, rancho, cadeira de rodas e outras coisas, e depois
cinicamente querem nos convencer que isso tudo é apenas solidariedade, caridade
e amor ao próximo, e não uma estratégia de reeleição de médio prazo. Aliás, observem
que nesse pleito teve gente que perdeu o mandato e a resposta mais próxima da
verdade para a derrota, foi exatamente ter ficado sem programa e fora da
telinha da TV.
Honrar o Mandato
Está na hora de exigirmos que os candidatos eleitos
respeitem seus eleitores e honrem o mandato conquistado. Não dá mais para
aturar e engolir aqueles parlamentares que, mal assinam o termo de posse, e já
colocam o mandato em leilão. Trocam o mandato por qualquer coisa, preocupados
exclusivamente com o próprio umbigo ou com os interesses de terceiros dentro do
partido. Isso é imoral! Isso tem que acabar.
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