7 de junho de 2014

LEI DA PALMADA



Muita gente já se manifestou contra ou a favor dessa lei.  
O interessante a destacar nesse caso, é que os políticos e o estado brasileiro colocam uma lei em prática, mas não criam ou fortalecem os mecanismos e os instrumentos necessários para que essa lei de fato sirva para alguma coisa. A pergunta é: se não vai poder mais bater no filho, quem vai de fato ajudar aqueles pais que estão precisando de socorro na educação dos seus filhos, e que só encontram na palmada a forma de contê-los ou discipliná-los dentro de casa, principalmente nos casos de desobediência e de rebeldia mais contundentes? Seriam os Conselhos Tutelares? E como é que anda o funcionamento desses Conselhos Tutelares pela Brasil?  Qual será o tipo de apoio e de infraestrutura oferecido a esses Conselhos Tutelares de modo a exercerem com dignidade e eficiência as suas atribuições? Está na hora do PROGRAMA FANTÁSTICO, da Rede Globo, aproveitando o clima da aprovação da lei, mostrar à sociedade brasileira, numa noite de domingo, a situação atual dos Conselhos Tutelares de norte a sul do Brasil. Serão muitas as surpresas. Depois disso, reflitam e digam onde será mesmo que vamos chegar a partir da aprovação dessa lei.  

4 de junho de 2014

RODOVIÁRIA DE MANAUS



Faltando duas semanas para a COPA, anunciaram que a Rodoviária de Manaus entrou em reforma. Fiquei sabendo dessa novidade lendo o comentário de Orlando Câmara (http://acritica.uol.com.br/blogs/blog_do_orlando/Copa_7_1149555035.html), que eu entendo correto na sua manifestação e indignação. Criticar situações dessa natureza não significa que estamos contra a COPA do MUNDO. Aliás, respeitamos inclusive aqueles que estão se posicionando contrários ao evento como um todo. Isso faz parte de uma sociedade livre, onde todos nós podemos manifestar as nossas opiniões de forma ordeira e responsável. A nossa indignação é contra a hipocrisia. Foram vários anos para realizar as obras necessárias à Copa do Mundo em Manaus. A Rodoviária de Manaus, coitada, só foi lembrada duas semanas antes de começar os jogos. Pergunto: quem resolve vir à  COPA em Manaus pela estrada, desembarcando na Rodoviária de Manaus, não é turista? Seria o quê então? Porque esqueceram de oferecer também a essas pessoas uma estação rodoviária em melhores condições de recepção e conforto?

Na verdade não vejo nenhuma surpresa nessa decisão. Aliás, não se iludam!  É uma decisão estratégica e bem pensada. Entre deixar a Rodoviária ali do jeito que está para os turistas verem, visitarem, fotografarem e multiplicarem como cartão postal de Manaus, o melhor a fazer é cercar o local de tapumes e colocar gente trabalhando para quebrar parede, fazer barulho e espalhar poeira. O máximo que o turista vai ver ao passar pelo local é uma placa de obra com dizeres suficientes para iludir qualquer mortal.

Rodoviária de Manaus - Desculpem o incômodo!
Estamos trabalhando para melhor servir.
Voltem sempre!

Quando a COPA passar, mais lá na frente, pasmem, vão querer inaugurar a obra de reforma da Rodoviária como se fosse um dos legados da Copa do Mundo. É sério - duvide não! Tudo vai virar legado.  Já tentaram me convencer, por exemplo, que o antigo e sonhado Linhão de Tucuruí é um legado da Copa. No meu bairro eu asseguro que não chegou linhão de lugar algum. Pelo contrário! Estamos sempre sendo surpreendidos por cortes de luz que duram horas. A mesma coisa do recapeamento das ruas e avenidas em volta da ARENA da AMAZÔNIA, que também insistem, em nos convencer de que é um legado da COPA do MUNDO, e assim por diante.  

1 de junho de 2014

TAM BUS 320 - FILA 29



Na última sexta-feira, 30.05.2014, fui duplamente castigado.
Eu estava no voo JJ 3542 da TAM, que saiu com atraso de Brasília com destino a Manaus. Depois de quase 3 horas viajando no assento D, da fila 29 - TAM BUS 320, o comandante da aeronave anunciou que não poderia pousar em Manaus devido a presença de outro avião na pista. 
Irritado com as condições de conforto do assento em que eu vinha sentado, não entendi direito os motivos, mas logo o assunto tomou conta do avião. Uma ANTA havia causado um estrago no trem de pouso de uma aeronave que saiu do interior do Amazonas. Ao fazer o pouso em Manaus, o trem não suportou e a aeronave ficou na pista impedindo os pousos seguintes. Por conta disso, seguimos viajem até o aeroporto de Boa Vista, capital de Roraima. Foram mais 50 minutos sentado no assento D, da fileira 29.
Já devem ter observado que insisto em falar da fileira 29 da aeronave TAM BUS 320. Explico!
As companhias aéreas criaram o tal ASSENTO CONFORTO. Fazem a maior propaganda e cobram mais caro por elas. Já virou inclusive motivo de questionamento na justiça. Lamentavelmente essas mesmas companhias não falam dos ASSENTOS DESCONFORTO TOTAL, pelos quais cobram o mesmo preço dos demais assentos. Uma situação esdrúxula, típica do Brasil, onde tudo pode acontecer. Quem já viajou nos miseráveis assentos da fila 29 da TAM BUS 320, sabe do que estou falando. Esses assentos são de um desconforto total. Não reclinam e se o passageiro da frente resolver fazer a viagem com a cadeira dele reclinada, a sua viagem vira um estresse. Se você for um pouco gordo, não precisa ser muito – tá ferrado! Vai ser espremido... E no caso dos assentos da fila 29 tem mais um detalhe importante. Se o passageiro resolver tirar um cochilo, corre o risco de subitamente acordar assustado, como se estivesse sendo sugado pelo barulho peculiar do vaso sanitário da aeronave, cuja parede é colada no acostamento das cadeiras.  Esse é o TAM BUS 320 – Fila 29 – Fila do Estresse – Fila do Desrespeito. E fica por isso mesmo. Ninguém faz nada.