4 de março de 2016

TAPA-BURACOS - é uma lambança!...

Em 2016, por meio de matéria publicada em jornal local, um professor da UFAM declarou que os serviços de pavimentação e tapa-buracos das ruas de Manaus são mal feitos e realizados sem os procedimentos e as técnicas adequadas. Na verdade, o professor, especialista no assunto, não nos trouxe nenhuma novidade naquele momento. Os serviços de praxe sempre foram mal feitos, continuam mal feitos até os dias de hoje, uma vez muito mal fiscalizados. Entretanto, em contrapartida, os executores dessa lambança são muito bem pagos.
O que nos chama atenção é que para esses serviços existe um projeto básico de licitação, onde quem vence tem lá todos os procedimentos e as técnicas que devem ser executadas quando da realização dos serviços. Se não obedecem aos procedimentos e as técnicas estabelecidas, a única explicação seria a confiança dos executores na fragilidade da fiscalização e do acompanhamento dos serviços, e, obviamente, a certeza da impunidade.
Em resumo, é vergonhoso, é criminoso o volume de recursos públicos que vai para o ralo todos os dias por conta desses serviços mal feitos ou, quem sabe, propositalmente mal feitos. Não precisa ser um especialista como o profº da UFAM para perceber nitidamente a má qualidade dos serviços nas ruas de Manaus.  
Por último, recomendo aos nobres vereadores que tirem  um dia para saírem dos gabinetes e acompanharem na cidade a realização desses serviços e, sem querer generalizar, constatar o óbvio – é uma lambança! Se não quiserem sujar os próprios carros com piche, etc., usem os carros da própria Instituição, pois a limpeza do carro e a retirada do piche depois, fica por conta do erário, ou seja, por conta dos contribuintes. 


18 de janeiro de 2016

Eta povão mal-educado!...

Agora que já estou na turma da terceira idade, comecei a me dar conta de alguns benefícios concedidos por lei.
Acabei de chegar de férias e gostaria de falar da preferência de atendimento nas filas, por exemplo. Passei nesses últimos 20 dias por alguns aeroportos aqui mesmo no Brasil e decidi observar esse assunto exatamente no momento em que os passageiros são chamados para o embarque.
O mais curioso é que os assentos são previamente marcados. Ninguém vai tomar o seu lugar. Mas, para alguns passageiros, entrar na frente, seja do jeito que for, é como ganhar um troféu – o troféu da malandragem.
Tudo começa com o anuncio de embarque, que já é um motivo de destaque. Na maioria das vezes você não entende porra nenhuma do que o agente da empresa está falando. Na verdade, nem ele(a) mesmo(a) entende nada.  Eu fico imaginando o Faustão lançando o concurso ao troféu TAQUARA RACHADA para descobrir o dono ou a dona da voz mais infeliz dos aeroportos brasileiros. Seria uma disputa muito interessante e das mais difíceis de escolher.  

Na hora de formar as filas para o embarque, aí então surgem os espertalhões. O sujeito entra na fila dos idosos liso que nem cobra. Vai se fazendo de leso como se ninguém estivesse olhando para ele condenando a sua conduta de passageiro imbecil. A expectativa derradeira é que o agente da companhia identifique o malandro na conferência do bilhete e o faço voltar para a fila correspondente.  Mas, termina tudo só na expectativa. O passageiro normalmente consegue burlar a lei e a fiscalização da companhia e fica por isso mesmo.  Êta povão mal-educado!... 

4 de janeiro de 2016

JARDIM BOTÂNICO DE CURITIBA

Se você for a CURITIBA, não deixe de conhecer o Jardim Botânico.
 
 
 
 
 
 
 
 

2016 - ANO DA RENOVAÇÃO!...

Em outubro próximo teremos eleição para prefeitos e vereadores em todo o Brasil.


Responda com sinceridade. Por aqui, quantos amazonenses, se perguntados, vão lembrar do seu voto na última eleição municipal? Quantos amazonenses, se provocados, conseguiriam listar, nem que seja pelo apelido, meia dúzia dos atuais vereadores da sua cidade? 

A classe política anda tão desacreditada que o cidadão, ainda que errado, prefere esquecer que eles existem. Faz mal a saúde ouvir falar de política. Faz mal à saúde assistir qualquer coisa relacionada aos nossos políticos. Dá náuseas! É só coisa ruim. Existem exceções, obviamente, mas a solução só virá mesmo com a RENOVAÇÃO.

A eleição se aproxima. Quatro anos estão se passando e mais uma vez vamos às urnas sem novidades, sem novas lideranças, sem ninguém que transmita à sociedade algum tipo de ânimo. Como dito, só nos resta uma saída – RENOVAÇÃO! Uma coisa é certa - pior do que está não ficará. Vamos apostar e dar chance a uma nova geração de políticos da nossa cidade e colocar o pijama numa galera que já está gagá, ultrapassada, mas não quer largar do osso nem a pau. Vamos nessa – RENOVAÇÃO JÁ! 

24 de dezembro de 2015

NOITE DE NATAL & PAPAI NOEL & PRESENTES

Quem não já acreditou em Papai Noel um dia? Fala sério! Eu confesso que acreditei, e muito...
A noite de natal, na verdade, era a única noite do ano que eu fazia questão de ir cedo para cama. Não queria em hipótese alguma correr o risco de Papai Noel chegar e eu não estar dormindo e com os sapatos e as meias limpas ao lado da cama, tudo bem arrumadinho.
Quando chegava dezembro, esperar Papai Noel na noite de natal era algo que só quem viveu isso sabe explicar. Quanto mais se aproximava o dia 24, mais angustiados ficávamos. Amanhecia o dia e a primeira coisa que se fazia era olhar ao lado da cama. Quem sabe Papai Noel não antecipava a visita. A frustração de ainda não encontrar os presentes ao lado da cama era substituída pela vontade de ver o dia passar rápido rumo ao novo amanhecer.   
Eu e minha irmã mais velha, Diana, dormíamos no mesmo quarto, no segundo piso da casa. Quando terminava a ceia com a família inteira reunida, pasmem, ninguém precisava nos mandar para a cama.
Lembro que todos os anos a minha cartinha para Papai Noel tinha um pedido que não podia faltar – uma bola de futebol.  Mas, de todos os presentes pedidos a Papai Noel, um foi inesquecível, pois tinha a ver com a minha coleção de Gibi. Eram revistas de histórias em quadrinhos: Mandrake, Batman e Robin, Fantasma, Superman, Recruta Zero, Zé Carioca, Brucutu. De todas as coleções, a minha preferida era a de Faroeste:  Durango Kid, Buffalo Bill, ZORRO e Billy the Kid.
O presente inesquecível de que falei, foi uma cartucheira com revólver de brinquedo, onde na carta enviada a Papai Noel eu fazia um apelo – não esqueça de trazer muitas caixinhas de espoletas. Acordei bem cedinho no dia 25, antes das seis horas da manhã. Ao lado dos meus sapatos, lá estava o presente especial encomendado a Papai Noel. Tirei da embalagem, alimentei o revólver com um rolinho de espoletas, coloquei na cintura e fui acordar meu irmão de criação, Luiz Humberto, que também já estava acordado com seus presentes. 

Resolvemos na hora começar uma brincadeira de mocinho e bandido. Até aí tudo bem! Acontece que eram seis da manhã e os tiros de espoleta dentro de casa começaram a soar como pesadelo nos ouvidos da família inteira ainda curtindo o sono e a ressaca da ceia de natal. Não demorou muito para vovó Graziela aparecer e impor ordem e acabar com o barulho e a brincadeira de faroeste. Fomos expulsos para o quintal. Se quiséssemos continuar a brincadeira tinha que ser sem perturbar o sono de quem ainda dormia. 

A nossa sorte era que o quintal de casa era grande, dividido em 3. Num deles ficava o galinheiro de vovó. Daí veio a ideia de menino. Soltamos as galinhas e as transformamos em índios sob a perseguição e a mira de nossos revolveres de espoleta. A cada tiro as galinhas se assustavam, pulavam, soltavam penas (o que nos lembrava as penas usadas pelos índios dos filmes que assistíamos aos sábados no Cine Guarany) e saiam correndo desesperadas pelo quintal. Tudo isso, obviamente, sem vovó Graziela imaginar o desespero de sua criação.
O tempo passava rápido e logo ouvimos uma voz:

- EMMANUEL!  LUIZ!  Subam! Está na hora de tomarem banho para o almoço.

Era a Dedé, mãe de Luiz Humberto, meu irmão de criação. O almoço em nossa casa era sagrado e todos tinham que estar à mesa na hora certa, tomado banho e arrumados. Deixamos as galinhas em paz e fomos para o outro quintal tomar banho de balde numa das cacimbas que existiam A água era gelada e cristalina. Enxergávamos o fundo do poço com nitidez e o banho de balde na beira de cacimba, cá entre nós, só quem tomou sabe o quanto é bom e relaxante. 

Tempos bons! Tempos de acreditar em Papai Noel! Tempos de muita alegria. Dedico essa crônico ao meu irmão de criação, Luiz Humberto, com quem vivi uma infância sadia e feliz.

18 de outubro de 2015

PATRICK SILVA - ele foi bem ali conversar com Jesus...


Hoje cedo eu me perguntei: 

- Quantos pais estão hoje curtindo o dia de domingo com seus filhos? Depois de uma semana dura de trabalho, a alegria de compartilhar o dia de folga com os filhos é imensurável. Poxa, como é bom ser pai! Como é bom ser filho! Como é bom ter uma família!

Mas, lamentavelmente, hoje, nosso querido PATRICK SILVA não vai poder curtir o seu domingo com a família, Adina (esposa) e os filhos Joseph (5 anos) e Samuel (6 meses).  Seu filho Joseph, de 5 anos, ainda sem entender a tragédia que atingiu a sua família e a sua própria vida, aguarda em casa que o papai Patrick foi bem ali com a sua bicicleta conversar com Jesus, mas logo vai voltar para brincar e passear com ele. 

Isso tudo, meus amigos, para nós que entendemos a dimensão da tragédia e da perda, dói na alma. PATRICK SILVA foi covarde, brutal e estupidamente atropelado pelas costas no Tarumã quando voltava para casa no dia 14 passado, terça-feira. Foi deixado abandonado no local do acidente pelo condutor da carreta assassina, sem socorro, e lá, agonizante, viveu os seus últimos minutos de vida.


O condutor da carreta, que fugiu do local do acidente, é bem mais do que um ser irresponsável e covarde. Tirou a vida de um pai de família e agora esconde-se achando que não será identificado, nem ele, nem a empresa para quem trabalha montado numa máquina assassina – Semi-reboque JXJ-4076/Reboque GAB-3459. 

Não dá para calar. Não dá para silenciar. Patrick agora faz parte de uma estatística de estúpidos acidentes de ciclistas com morte, onde a maioria dos processos rolam de gaveta em gaveta, anos e anos, prescrevem, e os condutores irresponsáveis, muitos deles covardes e assassinos-do-volante, acabam impunes. A sociedade tem que reagir, pois, acreditem, a dor e a tragédia não batem só na porta da casa dos nossos vizinhos, amigos e conhecidos. Não queiramos vivenciar a dor da perda de um ente querido nessas condições.  Vamos reagir! Vamos cobrar das autoridades! Vamos clamar por justiça! Ajude-nos! Compartilhe!