10 de abril de 2016

VAGA ESPECIAL

turismoadaptado.wordpress.com
Indo de táxi para o shopping, motorista contou-me que na semana passada, salvo engano, teria feito uma corrida levando uma pessoa revoltada do shopping para casa. A irritação era tamanha que tal pessoa teria entrado xingando e saiu do carro xingando.

A revolta, conta o motorista, teria sido pelo fato de que o carro dessa pessoa, estacionado em vaga especial, foi levado guinchado. Em sua defesa, alegava que teria sido uma parada rapidinha para comprar algo numa loja e que aquela situação não ia ficar daquele jeito, pois iria processar os responsáveis.  

Considerando a situação narrada, antes de processar seja lá quem queira, a revoltada com certeza vai ter que pagar primeiro a conta do guincho, vai ter que pagar a multa, vai ter que pagar o tempo que o carro vai ficar no curral até sair de lá e ainda ganhar uns pontinhos na carteira de habilitação. Somado tudo isso, agora que pesou no bolso, quem sabe a lição de respeito à vaga especial tenha sido captada.

31 de março de 2016

Férias em CURITIBA


Férias em CURITIBA em janeiro de 2016.

Férias em CURITIBA




Férias na cidade de CURITIBA em janeiro de 2016.

TAPA-BURACOS, um grande negócio...

Fala-se muito das condições das ruas de Manaus. Na verdade essa é uma mazela bem antiga. Entra prefeito, sai prefeito e nada muda. O que não muda mesma são as operações de maquilagem, as intermináveis operações de tapa-buraco, preferencialmente em ano eleitoral. Isso sim, cá entre nós, sempre foi um grande negócio. 

Nas ruas de Manaus é muito comum você ver as operações tapa-buracos acontecendo. Já observaram como elas normalmente acontecem?

Nessas operações, observe: alguém vem com uma vassoura e varre a área do buraco; outro vem e lambuza o buraco de piche (aquela coisa grudenta que deixa o seu carro lindo de morrer quando você inevitavelmente tem que passar por cima); depois vem outro com uma pá e joga a massa de asfalto, enquanto outro espalha a massa por cima do buraco; por último vem alguém com o rolo mecânico e faz a compactação da massa de asfalto na área do buraco, sendo comum também essa compactação acontecer com porrete/pilão gigante improvisado feito de madeira, ficando o resto para ser compactado pelas rodas dos nossos carros. Ultimamente é muito comum essa etapa da compactação ser deixada para que os carros façam o serviço com as suas próprias rodas. 

Daí três meses, ou até menos, lá estão eles outra vez no mesmo lugar para fazer exatamente a mesma coisa: alguém vem com uma vassoura e varre a área do buraco; outro vem e lambuza o buraco de piche (aquela coisa grudenta que deixa o seu carro lindo de morrer); depois...   

Será que eu estou inventando? Acho que não! Como quem paga a conta somos nós, repito então a seguinte pergunta: no projeto básico que rege o processo de licitação para contratação dos serviços, será que essa operação tapa-buraco é discriminada/determinada/contratada para ser realizada exatamente dessa forma que estamos acostumados a assistir nas ruas, onde tudo em pouco tempo vai embora no bueiro mais próximo junto com o nosso dinheiro?  E a Prefeitura, qual a dificuldade de tornarem público os procedimentos de como as empresas devem fazer essa operação tapa-buracos, até para que o cidadão ajude a fiscalizar e cobrar o serviço bem feito? E os vereadores, fiscais do povo, quantos deles já tiraram um tempo para fiscalizar pessoalmente essa operação tapa-buracos? Perguntar não ofende né!...

4 de março de 2016

TAPA-BURACOS - é uma lambança!...

Em 2016, por meio de matéria publicada em jornal local, um professor da UFAM declarou que os serviços de pavimentação e tapa-buracos das ruas de Manaus são mal feitos e realizados sem os procedimentos e as técnicas adequadas. Na verdade, o professor, especialista no assunto, não nos trouxe nenhuma novidade naquele momento. Os serviços de praxe sempre foram mal feitos, continuam mal feitos até os dias de hoje, uma vez muito mal fiscalizados. Entretanto, em contrapartida, os executores dessa lambança são muito bem pagos.
O que nos chama atenção é que para esses serviços existe um projeto básico de licitação, onde quem vence tem lá todos os procedimentos e as técnicas que devem ser executadas quando da realização dos serviços. Se não obedecem aos procedimentos e as técnicas estabelecidas, a única explicação seria a confiança dos executores na fragilidade da fiscalização e do acompanhamento dos serviços, e, obviamente, a certeza da impunidade.
Em resumo, é vergonhoso, é criminoso o volume de recursos públicos que vai para o ralo todos os dias por conta desses serviços mal feitos ou, quem sabe, propositalmente mal feitos. Não precisa ser um especialista como o profº da UFAM para perceber nitidamente a má qualidade dos serviços nas ruas de Manaus.  
Por último, recomendo aos nobres vereadores que tirem  um dia para saírem dos gabinetes e acompanharem na cidade a realização desses serviços e, sem querer generalizar, constatar o óbvio – é uma lambança! Se não quiserem sujar os próprios carros com piche, etc., usem os carros da própria Instituição, pois a limpeza do carro e a retirada do piche depois, fica por conta do erário, ou seja, por conta dos contribuintes. 


18 de janeiro de 2016

Eta povão mal-educado!...

Agora que já estou na turma da terceira idade, comecei a me dar conta de alguns benefícios concedidos por lei.
Acabei de chegar de férias e gostaria de falar da preferência de atendimento nas filas, por exemplo. Passei nesses últimos 20 dias por alguns aeroportos aqui mesmo no Brasil e decidi observar esse assunto exatamente no momento em que os passageiros são chamados para o embarque.
O mais curioso é que os assentos são previamente marcados. Ninguém vai tomar o seu lugar. Mas, para alguns passageiros, entrar na frente, seja do jeito que for, é como ganhar um troféu – o troféu da malandragem.
Tudo começa com o anuncio de embarque, que já é um motivo de destaque. Na maioria das vezes você não entende porra nenhuma do que o agente da empresa está falando. Na verdade, nem ele(a) mesmo(a) entende nada.  Eu fico imaginando o Faustão lançando o concurso ao troféu TAQUARA RACHADA para descobrir o dono ou a dona da voz mais infeliz dos aeroportos brasileiros. Seria uma disputa muito interessante e das mais difíceis de escolher.  

Na hora de formar as filas para o embarque, aí então surgem os espertalhões. O sujeito entra na fila dos idosos liso que nem cobra. Vai se fazendo de leso como se ninguém estivesse olhando para ele condenando a sua conduta de passageiro imbecil. A expectativa derradeira é que o agente da companhia identifique o malandro na conferência do bilhete e o faço voltar para a fila correspondente.  Mas, termina tudo só na expectativa. O passageiro normalmente consegue burlar a lei e a fiscalização da companhia e fica por isso mesmo.  Êta povão mal-educado!...