20 de março de 2018

BRIGA DE VELHOS GALOS




Claudia Tiemi@claudia.tiemi
Curioso como muitas pessoas ainda se espantam e se revoltam com as brigas entre políticos. A rinha do momento, explorada em manchetes de jornais e nas redes sociais de A a Z, agora é entre o prefeito de Manaus e o Governador do Amazonas.

Imaginem! Os velhos galos da política tupiniquim, decidiram romper (mais uma vez) e sair para ciscar em outros terreiros a procura de apoio para continuarem trabalhando e lutando pelo bem comum, em particular pelos mais fracos e oprimidos. É isso mesmo - acreditem! 

Com as esporas afiadas, prefeito e governador partem decididos para os ataques de campanha. As torcidas, desconfiadas, já não guardam a mesma confiança de outros tempos em seus candidatos. No discurso, pelo menos, as torcidas se equivalem, reconhecendo e acreditando que a disputa fica muito parelha, pois a língua de político, quanto mais usada, mais afiado e felina.

E, como diz o caboclo - vamo que vamo!


30 de outubro de 2017

INSPEÇÃO AMBIENTAL DE VEÍCULOS

Sem dúvida que é salutar o estado investir na inspeção ambiental de veículos, no sentido de que sejam preservadas as exigências relacionadas ao meio ambiente. É isso mesmo! 

Entretanto, creio que se o Estado resolver ser imparcial, justo/correto nesse procedimento, terá que fiscalizar/inspecionar a própria frota de veículos e, aí, mora o perigo. Vai ser difícil encontrar um veículo do patrimônio do Estado que esteja totalmente dentro das regras. Mais difícil ainda vai ser convencer as autoridades a deixarem de usar esses carros, sem antes trocar a frota para que eles não percam a mordomia do pé de borracha. 

Eu acredito que o cemitério que existe hoje de carros públicos parados/abandonados, seja por estar totalmente inutilizado para o uso, seja por falta de manutenção preventiva ou corretiva, é algo que dá uma bela tese sobre desperdício e mau uso de instrumentos públicos.

Se pensarmos no transporte coletivo, aí é um caos. Vão parar Manaus, pois são poucos os veículos/coletivos que atendem as exigências legais para circularem nas ruas. Se olharmos para o transporte de carga pesada, aí então é outra meleca. Existem carretas circulando com mercadorias em Manaus que são verdadeiros frangalhos. Dá tétano só em olhar para elas. Aliás, com relação às carretas, começaram outra vez a serem abandonadas nos acostamentos das ruas, onde permanecem como se estivessem no pátio das transportadoras. Tem carreta desatrelado do cavalo até em plena Av. Getúlio Vargas. E aí! Fazer o quê?

28 de outubro de 2017

CMM - legislando em causa própria...

De modo a permitir que um vereador posso se licenciar (abandonar o mandato conquistado com o voto do povo) para ocupar um cargo em outra esfera de governo (resultado de conchavos, acordos políticos ou troca de favores pré-eleitorais), os vereadores da CMM criam emenda que atende exclusivamente a interesses políticos/partidários, poucos preocupados com o que pensa o eleitor dessa emenda que favorece/estimula o troca-troca e o leilão de cargos. Para piorar, tem gente chamando isso de renovação. 
Por conta dessa emenda, a mídia anuncia que um dos titulares do cargo de vereador de Manaus, vai virar ou já virou secretário de estado, e que um suplente vai ocupar a sua vaga na CMM. Na verdade, o único favorecido nesse processo é o titular que, além de não perder o cargo, passará a ter nas mãos uma secretaria de estado e um orçamento que pode lhe render muitos dividendos políticos como parte de uma estratégia de reeleição para o próprio cargo abandonado. É uma concorrência de certa forma desleal com aqueles vereadores que, em respeito ao eleitor e ao mandato recebido do povo, decidem honrá-lo do começo ao fim, sem submeter o seu cargo a qualquer tipo de leilão ou troca-troca.   
E o suplente? Ora bolas, o suplente sabe que a vaga não é dele. E mais! Sabe que, dependendo do humor do governante, dos políticos e dos partidos que dão sustentação ao governo, o seu tempo de permanência na vaga pode ser até menor do que a gestação de um preá ou de um porquinho da índia. É uma corda bamba permanente e, como não tem a titularidade do cargo, acaba muitas das vezes tendo que se sujeitar a aprovar ou se omitir diante daquilo que não concorda, sob pena de ser defenestrado do cargo.
Do jeito que está, o titular do cargo, enfim, pode tudo. Pode, por meio de conchavos políticos e partidários, resolver ir bem ali esquentar outra cadeira qualquer, inclusive em qualquer outra esfera de governo, sabendo que pode voltar ao cargo a qualquer momento, sem nenhum tipo de risco ou prejuízo, cabendo ao suplente nessa hora apenas arrumar a sua trouxa e tomar seu rumo.  

O sujeito que recebe um mandado do povo deve honra-lo do começo ao fim. Se no meio do caminho deseja ser outra coisa, então que seja digno, seja homem, pegue o boné, renuncie e deixe que o suplente assuma em paz e exerça o mandato com tranquilidade e a segurança indispensável. Isso sim é renovação, moralização e resgate da atividade político, hoje mergulhada numa lama que engrossa a cada dia que passa.  

22 de outubro de 2017

O medo ajuda prevenir...

Um dia que era para ter sido só de alegrias, terminou em tragédia para um empresário local que, creio eu, decidiu pular do barco nas águas do Rio Negro no momento e no local errado. Salvo engano, tentava mostrar às pessoas que o acompanhavam que não havia problemas ou riscos de pular no rio naquele ponto.  
Confesso que esse tipo de tragédia jamais acontecerá comigo. Meu medo de cair no rio não me permite esse tipo de ousadia. Nesse sentido, como diz o caboclo, eu sou frouxo e vou continuar frouxo. Se meus amigos ou familiares dependerem de mim para criar coragem e pular de um barco no rio negro para tomar banho, com certeza voltarão sem ter tomado banho. Meu medo é maior, bem maior...
Essa é uma situação muito triste, irreversível, e que deixa marcas indeléveis nas pessoas mais próximas da vítima. Um jovem empresário, por conta de uma iniciativa imprudente, perdeu a vida. Simplesmente decidiu pular no rio e pulou. Ao mostrar destemor aos amigos, desprezou os riscos que existiam de fazer aquilo naquele local e naquele exato momento. Pelo que temos lido nos noticiários, ele não imaginava que o barco em que estava, iniciara um procedimento de ré no exato instante em que decidiu pular no rio. Em resumo, aquele local onde aconteceu a tragédia, pelo movimento de barcos e os riscos inerentes, não deve ser usado como local para as pessoas pularem na água para se banhar. 
Lamentável! Deus conforte o coração de familiares e amigos da vítima dessa tragédia. Que ela sirva de alerta para tantas outras pessoas que, aos finais de semana, passeiam de barco pelas águas do Rio Negro e, levados pelo destemor, arriscam desnecessariamente suas próprias vidas. Alerta também para as autoridades e proprietários/exploradores desses locais, no sentido de criarem sinalizações e alertas para os riscos de acidentes de toda ordem, inclusive fatais.


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