28 de outubro de 2009

Eu moro em Condomínio!


O Fantástico mostrou recentemente aos seus telespectadores como é que é a vida na maioria dos condomínios brasileiros. Do mais simples ao mais chique, o que foi mostrado podemos dizer que é a regra, não é a exceção. Só mesmo quem vive em Condomínio pode de fato avaliar o que foi mostrado, pois senti na própria pele os problemas que acontecem no cotidiano. E sabem por qual motivo estou falando isso? É muito simples meus amigos - eu moro em condomínio!

Alguém escreveu que morar em condomínio representa a opção mais moderna, segura, completa e economicamente viável. Sei não! Tenho cá minhas dúvidas se quem disse isso de fato mora num condomínio? Concordo, entretanto, com quem diz que morar em condomínio é uma ARTE. Aí eu assino embaixo. É o tipo da coisa que exige dos atores envolvidos bom senso, proatividade, urbanidade, respeito ao próximo, disciplina, pagar a cota em dia para não onerar o vizinho, etc. Resumindo, é tudo aquilo que uma parte dos moradores não leva muito a sério – principalmente pagar em dia a cota condominial.

Gente! É duro ter que pagar a conta dos outros para não deixar de ter os serviços. Há quase 10 anos ou pouco mais, eu e uma parte dos bons pagadores do meu Condomínio, mantemos a segurança do patrimônio, a limpeza, o gás, a luz das áreas comuns, o elevador, a piscina e a água usada pela turma dos inadimplentes. E não é pouco! Fazemos isso ou estamos ferrados. Os maus pagadores sabem que as penalidades são brandas e na verdade elas servem apenas como estímulo ao não pagamento. Eles pagam quando bem entendem e ainda são exigentes. O elevador tem que estar funcionando sempre (escada nem pensar); a churrasqueira disponível para o fim de semana e a piscina limpa e higienizada para o entretenimento de amigos, filhos e agregados. A Lei em vigor, pasmem, proíbe qualquer medida de discriminação contra os inadimplentes, tais como: proibir o uso da piscina, da quadra, dos elevadores, interrupção de entrega de correspondências, divulgação dos nomes dos devedores, etc. Concluindo, em Condomínios ser um mau pagador continua sendo um bom negócio. E, para nossa tristeza, vai continuar sendo assim enquanto existir uma legislação frouxa protegendo os maus pagadores, e uma turma de trouxas, apelidados de bons pagadores, que assumem os prejuízos todos os meses.

20 de outubro de 2009

É fantástico!...


Neste último domingo o Fantástico nos brindou com duas matérias que nos envergonham até a alma. A primeira mostrou o velho problema do Rio de Janeiro, onde o Crime Organizado continua mandando e desmandando e a Polícia fazendo de conta que está à altura de responder e resolver o problema da violência que tem marcado de forma trágica a vida de muitos cariocas. O Rio de Janeiro continua LINDO e VIOLENTO. É a nossa BAGDÁ.

A segunda matéria falou de uma blitz realizada em restaurantes pelo Brasil, incluindo a nossa cidade de Manaus. Pelo amor de Deus! Depois do que mostraram nas imagens, a multa e o fechamento do estabelecimento não pode ser entendido como um castigo ou uma punição – é pouco! As imagens representam muito mais do que a simples falta de higiene. É um atentado explícito à saúde dos consumidores. Os proprietários bem que mereciam dormir na cadeia por uns tempos, de preferência cercados pelos baldes imundos e pelas baratas que criam em suas cozinhas nojentas. São terroristas! É isso mesmo – eles são terroristas. Há quanto tempo eles atentavam descaradamente todos os dias contra a vida e a saúde dos consumidores?

O mais triste disso tudo é que existe um Código do Município (local) que dita todas as exigências a serem cumpridas pelos estabelecimentos. Tem regras e exigências para tudo - até para os ambulantes que estão espalhados por tudo quanto é lado dessa cidade. A avenida Eduardo Ribeiro é um bom exemplo quando o assunto é ambulantes de todas as espécies. Não faz muito tempo Baby Rizzato mostrou essa situação ao vivo em seu programa e, em nome da população e do seu público cobrou providências. Mas a pergunta é a de sempre – por que as exigências da Lei não são cumpridas, tampouco fiscalizadas com a eficiência necessária? Por que foi preciso uma blitz nacional para mostrar que em Manaus e em todo o país existem restaurantes cujas cozinhas são exemplos de tudo o que é de ruim?

A conclusão é que falta algo que há muito vem fazendo muita falta – autoridade! Falta compromisso. Falta pulso firme. Falta respeito com o cidadão que paga os seus impostos e não tem retorno no que é mais elementar no poder público – fiscalização! Se forem entrevistar o titular da pasta ou qualquer outra autoridade do município, a ladainha é a de sempre – não tem gente suficiente para fazer a fiscalização. Quando tem carro falta combustível; quando tem combustível falta carro; quando tem carro e combustível falta o fiscal; e assim por diante. Para completar a ladainha ainda vai aparecer quem diga que houve exagero da Rede Globo e dos Fiscais que queriam aparecer em rede nacional, que em Manaus está tudo sob controle e que o que foi mostrado é apenas uma situação pontual. Aqui - tudo é pontual!

16 de outubro de 2009

É uma vergonha!


Nesta manhã de 16 de outubro, quem assistiu ao programa da Maria Braga, teve a oportunidade de tomar conhecimento de um episódio que envergonha qualquer brasileiro, principalmente agora que estamos todos tão orgulhosos de que vamos sediar uma Olimpíada. A apresentadora mostrou ao Brasil a história de dois jovens, quem sabe futuros atletas olímpicos, que foram estupidamente humilhados no momento em que se preparavam para receber a medalha e o troféu pela 3ª colocação numa competição de regata, realizada, salvo engano, no Rio de Janeiro. Pasmem! Os garotos foram desclassificados pelos árbitros, por estarem vestindo uniformes diferentes, como se aqui neste país, o esporte amador nacional, fosse algo que estivesse no estágio que permitisse fazer esse tipo de exigência. É algo vergonhoso! É imoral! É indecente! É nojento! É Imperdoável!

Sob o argumento de que os jovens atletas estavam uniformizados em descordo com as supostas regras da competição, a 3ª colocação foi para os atletas do Clube Vasco da Gama. Os jovens atletas, depois de tanto sacrifício e esforço, não mereciam essa humilhação, não mereciam ser prejudicados por árbitros incompetentes, irresponsáveis e quem sabe até tendenciosos. Os garotos humilhados e retirados covardemente do local da premiação, simplesmente haviam deixado para trás, no 4º lugar, a dupla de atletas do Vasco da Gama, que com certeza dispõem a seu favor, além da tradição no esporte, as condições de treinamento bem superior à dos verdadeiros vencedores do 3º lugar da competição.

Com Eurico Miranda na presidência do Vasco, tenho minhas dúvidas se ele se envergonharia de ter esse titulo de 3º lugar na competição de regatas, ganho da maneira imoral e estúpida aqui relatada. É óbvio que o Vasco não tem culpa da idiotice dos árbitros, mas seu atual presidente pode sim corrigir essa injustiça, essa imoralidade esportiva, de modo a não mostrarem ao Brasil e ao Mundo que estamos começando mal a nossa preparação para as Olimpíadas de 2016. Estou confiante em Roberto Dinamite e, a minha expectativa, é de que ele se sensibilize com essa história e devolva aos verdadeiros vencedores o terceiro lugar e as medalhas correspondentes. O Vasco e seus atletas estão bem acima dessa estupidez ocorrida nessa competição de regata em discussão.

11 de outubro de 2009

Tiros de Baladeira XXX


MARKETING NOTA 10
A propaganda construída em página dupla para falar da segurança pública no Amazonas, em particular de Manaus, não tem retoques a serem feitos. Foi muito bem bolada! Coisa de profissional de primeira linha e, com certeza, muito bem pago. O único problema é que o discurso, a linguagem e as imagens estão um pouco distantes da realidade. Se levarmos em conta quanto cascalho está custando essa propaganda, com certeza o melhor teria sido investir em coisas mais úteis e que estão de fato fazendo falta.

FIM DO SEGREDO DE JUSTIÇA
O processo do ex-deputado recém cassado, salvo engano, vinha ou vem correndo sob segredo de justiça. Na verdade é aquele segredo meio sem-vergonha, pois quase todo dia surge uma novidade extraída de dentro dos processos, das oitivas, diligências, etc. O curioso é que normalmente só publicam aquelas coisas que pesam contra o ex-deputado e os seus. Considerando que nessa novela o que não falta são atores, por que não acabar logo com esse segredo de justiça e desvendar todos os seus mistérios. Assim resolve o estresse daqueles atores e coadjuvantes que não estão conseguindo mais dormir.

PROGRESSO NA ESCOLA PÚBLICA
Um grupo de alunos da Escola Pública foi parado na rua para uma entrevista. Perguntados sobre a situação do ensino na Escola em que estudam, o líder do grupo respondeu orgulhosamente:

- Ah! Tá muito legal! Acabaram de pintar ela todinha! As carteiras que a gente senta são todas novas; Imagina! – agora tem até ar condicionado em tudo quanto é sala; não falta mais merenda, tem merenda toda dia; Tem bebedouro no corredor; Fardamento e livros de graça; e mais laboratório de Internet para nós pesquisarmos.

- Mas, e o ensino em sala de aula, como é que está? – insistiu o entrevistador querendo ouvir a opinião do grupo.

Os alunos, sem saberem direito como responder a tal indagação, se entreolharam por alguns segundos e o líder mandou essa:

- Sei nada não cara! Isso tu pergunta lá para a nossa diretora.

IMTT


De acordo com matéria do jornal EM TEMPO, o coronel Aldo Albuquerque do IMTT e seus agentes, realizaram uma operação de fiscalização para verificarem a zona e a zorra que foi implantada em determinada área do Parque 10 de Novembro, por conta da ação das lanchonetes e de seus freqüentadores, que teimam em estacionar os seus carros de qualquer jeito no meio da rua.

Detalhe: quem passou pelo local nesta noite de sábado, constatou que tudo continua do mesmo jeitinho. Minto! Não podemos deixar de reconhecer que pelo menos a fila de carros estacionados no meio da rua hoje estava mais certinha, mais organizada. Tudo errado, mas pelo menos organizado.

É aquela velha história! Estacionar o carro no meio da rua, qualquer criança já sabe que não pode. Não é mesmo coronel Aldo? Mas, se organizarem direitinho a fila de carros no meio da rua, o IMTT promete que vai fazer de conta que não está acontecendo nada e os motoristas infratores vão continuar estacionando do mesmo jeito e rindo da cara daqueles que não conseguem fazê-los cumprir a lei.

Fica então aqui uma sugestão ao ilustre Coronel Albuquerque, do IMTT. Que ele dê uma nova passadinha pelo Parque 10, nem que seja para constatar que ninguém entendeu nada do que ele e seus agentes foram fazer por lá. Afinal, tudo continua do mesmo jeito.

3 de outubro de 2009

Tá chegando! Tá quase chegando! Chegooooouu!...


Com a devida autorização das colegas, mas com o compromisso de resguardar seus respectivos nomes, conto a seguir um fato interessante ocorrido recentemente na cidade de Fortaleza, durante a nossa participação no V Encontro Empresarial de Negócios da Língua Portuguesa. Éramos 3 (três) pessoas. Eu, encarregado de ministrar uma palestra durante um painel da programação do evento, e mais as duas colegas de trabalho, encarregadas de cuidar do estande da nossa instituição.


Logo no primeiro dia elas levantaram cedinho para arrumar e preparar o estande. Saíram do hotel cada uma carregando uma caixa de papelão contendo material institucional. Pesadas, obviamente. Junto com as caixas, segundo elas, carregavam também as respectivas bolsas femininas que, cá entre nós, normalmente é outro trambolho pesado de carregar.

Ao chegarem ao local do evento, o ônibus que fazia o transporte parou um pouco distante da entrada. A única alternativa, segundo as colegas, foi encarar o desafio e carregar as caixas e as respectivas bolsas até o estande. Assim que começaram a caminhar, uma delas olhou para trás e percebeu que alguns rapazes vinham na mesma direção e parecia também estarem a caminho do mesmo pavilhão. Disse então para a outra parceira:

- Maninha, vamos diminuir o passo, pois aí atrás estão vindo alguns rapazes. Quem sabe eles nos ajudam a carregar essas caixas até o nosso estande.

É isso mesmo! – respondeu a outra colega, já animadinha com a possibilidade de serem ajudadas pelos marmanjos que se aproximavam.

Apesar de terem diminuído os passos, nada dos rapazes chegarem junto e oferecerem ajuda. Então, uma delas resolveu dar uma olhada com o rabo do olho, como quem não queria nada. Percebeu que os rapazes vinham caminhando há poucos metros de distância, só que também em passos lentos. Segundo a colega, nesse intante, quando olhou para trás para conferir se estavam vindo, os rapazes perceberam a sua intenção e um deles disse de lá algo parecido com:

- Tá chegando!

Sem entender direito aquelas palavras, a colega perguntou para a outra:

- Você ouviu o que um deles falou de lá?

- Eu não! Alguém falou alguma coisa? - indagou a outra.

Eu acho que eles jogaram uma gracinha para nós – completou meio invocada, mas já olhando outra vez para trás com o rabo do olho. Foi só virar o rosto de volta e os rapazes retribuíram com um belo coro:

- Tá quase chegando!

As duas na frente finalmente entenderam a gracinha. Ficaram revoltadas. É pouco! - ficaram indignadas com aquela brincadeira sacana dos rapazes. Uma delas, disse-me que pensou até em parar, voltar e atirar a caixa na cabeça de um deles. A outra, mais vivida e tranqüila nessas ocasiões, me disse que não sabia se ria da situação ou se fazia qualquer outra coisa. Por fim, as duas decidiram apressar o passo e esquecer a ajuda tão desejada. Nessa altura, pelas circunstâncias e o estresse, as caixas e as bolsas, creio eu, já pesavam dobrado.

Assim que chegaram à entrada do local do evento, as colegas foram logo colocando as caixas e as bolsas ali mesmo no chão. Mas, junto com o barulho das caixas praticamente atiradas ao chão devido o esforço realizado, elas ouviram um novo coro afinado dos rapazes:

- Chegoooooou!

Viche Maria! Pensem em duas mulheres indignadas e soltando fogo pelas narinas por conta dessa brincadeira. Para que vocês tenham uma idéia, mulher com TPM (Tempo de Perturbar o Marido) é fichinha diante do estado emocional em que encontrei essas colegas quando cheguei ao estande. Pasmem! A indignação era tanta que chegaram a pensar em fazer um BO na Delegacia da Mulher Cearense e ainda queriam que eu traisse a minha categoria e fosse junto para dar uma força.

A minha saída para acalmá-las foi prometer levá-las depois do evento para comer um churrasco na Churrascaria Boi Preto (cada um pagando o seu, obviamente), bem ao lado do Hotel em que elas estavam hospedadas. Mas não ficou só nisso. Abusadas, exigiram que depois do churrasco eu fizesse companhia a elas para passear na Feirinha do Calçadão, o que acabou sendo uma boa idéia, pois me ajudaram a escolher um presente para a minha querida esposa. Resumindo, elas azucrinaram tanto o ouvido do coitado do barraqueiro, que ele acabou me vendendo a bolsa pela metade do preço. Demorasse um pouco mais eu teria levado a bolsa de cortesia, só para desaparecer com elas da frente do dono da barraca. Brincadeirinha, viu!...

Finalmente, por volta das 09 horas da noite, depois de acompanhá-las barraca por barraca, paramos para nos despedimos. Sorridentes, elas pareciam estar recuperadas do trauma vivido em terras cearenses. Aproveitei e disse sorrindo:

- Chegooouuu!

Como é que é? – retrucaram imediatamente e já franzindo a cara em minha direção.

- Calma minhas coleguinhas! Eu só estou falando que chegooooouuu ao final o nosso passeio na feirinha.

- Engraçadinho! – respondeu uma delas já puxando a outra para caminhar de volta ao hotel, e, pasmem, sem me pedirem ajuda alguma para carregar as sacolas com as compras feitas na feirinha (castanha de caju, farinha, cocada, bananada, rapadura, geléia de frutas do nordeste, boné, bolsa de couro de Jegue, sapato e sandália de couro de bode, bijuterias, bordado, enxoval de cama e cozinha, a imagem de padre Cícero, etc.)