16 de outubro de 2010

(2011-2014) Fique de olho na política!


Imagem: http://www.valedosambito.com/


Quem acompanhou a campanha eleitoral dos candidatos pela Internet no Amazonas com certeza vai dizer que o desempenho de todos, indistintamente, foi bom. Não deixaram passar nada e não perderam uma única oportunidade para denunciar, principalmente, a situação difícil em que vivem os nossos irmãos do interior. Já disse em outro comentário e repito agora: nunca o interior do Amazonas viu um desfile tão intenso de políticos nas ruas das cidades, prometendo, obviamente, muito além daquilo que de fato pode e é capaz. Em resumo, tudo só promessas.

Passada a eleição, a grande maioria dos políticos, tanto vitoriosos como derrotados, sumiram da Internet. Enquanto isso, a situação do interior só ficou pior por conta da seca que se intensificou, da falta de energia crônica e tantas outras mazelas de sempre, como mais corrupção e incompetência administrativa. Pergunto: quantos dos políticos que desfilaram pelas ruas do interior fazendo promessas, colocando crianças no colo e beijando velhinhos e velhinhas, tomaram a iniciativa de voltar ao interior para prestar pelo menos solidariedade às comunidades que estão vivendo momentos difíceis? Uma situação que se agrava ano a ano por falta de políticas públicas e de compromisso verdadeiro com o povo do interior.

É curioso assistir o empenho político e a facilidade para buscar e conseguir empréstimos enormes para obras da Copa do Mundo na capital, e não assistirmos esse mesmo empenho e as mesmas facilidades para buscar recursos, no mesmo valor, para ajudar o nosso interior a ter dias melhores. O detalhe que a sociedade tem que estar atenta, é que quem vai pagar essa conta, seja de recursos para obras da Copa ou para melhorias nas cidades do interior, seremos todos nós, contribuintes. Vai sair centavo por centavo do nosso bolso. Não só para a Copa do Mundo de 2014 como para as Olimpíadas de 2016. Como contribuinte, não me oponho a ajudar a pagar a conta da Copa ou das Olimpíadas. Mas, com certeza, não só eu, mas a maioria esmagadora dos contribuintes do Amazonas, ficaria muito mais feliz em pagar a conta de um projeto sério para ajudar os nossos irmãos do interior a terem uma melhor qualidade de vida.

Precisamos estar atentos a esse mandato de 2011 a 2014. Os interesses privados estão muito bem representados e fortalecidos nas casas legislativas e isso é muito ruim para os legítimos interesses públicos. A realidade do nosso dia a dia já nos mostrou claramente que político no palanque é uma coisa, no poder é outra. São raras as exceções e você sabe disso. Vamos ficar atentos e de olho neles. Lembrem-se! A conta quem paga somos nós. Obras enormes e quantias vultosas de recursos vão estar em jogo nesse período, e é aí que mora o perigo. Em nome de supostos projetos de interesse público, o único beneficiado acaba sendo o interesse privado, em particular as empreiteiras que estão de olho nas grandes obras e parte da elite política e social que não vai deixar de cobrar e colher os seus dividendos. Encerrando, é bom dizer que a classe política local não de todo tão ruim. Existem exceções. Existem sim políticos dignos, honrados e confiáveis, mas, infelizmente, representam ainda uma minoria. Sozinhos, sem a atenção e a participação e pressão da sociedade, a banda de lá, a banda podre, vai continuar levando vantagem em todas. E nós, ô!

15 de outubro de 2010

América Futebol Clube


Quando a notícia é futebol no Amazonas, nós nos deparamos com coisas que nos levam a uma série de dúvidas e questionamentos. Hoje, por exemplo: numa página do jornal eletrônico você lê o anúncio de que milhões de reais estão sendo liberados para atender obras da Copa do Mundo na nossa capital (Manaus). Sem dúvida que esta notícia alegra a grande maioria dos desportistas amazonenses. Afinal, quem não quer ter a chance de assistir jogos da Copa do Mundo ao vivo? Mas, logo adiante dessa boa noticia, em outra página, você lê a informação de que os jogadores do América Futebol Clube, de Amadeu Teixeira, vão viajar para jogar fora de Manaus com salários atrasados há mais de 2 ou 3 meses. O nosso glorioso América, para quem não sabe, está tentando heroicamente sair da série D do campeonato brasileiro e passar para a série C. Joga a próxima partida pelo empate. Não é uma missão impossível, mas vai exigir empenho e dedicação em dobro dos jogadores. A questão é como exigir empenho e dedicação de quem está com seus salários e compromissos atrasados?

O curioso nesse processo é ver a facilidade com que as autoridades se mobilizam para arrumar recursos para as obras da Copa do Mundo, mas não conseguem ou não se interessam em se mobilizarem para arrumar recursos para ajudar uma equipe amazonense que luta heroicamente para sobreviver e tentar sair da série D para a série C do campeonato brasileiro. Vão aparecer mil desculpas, com certeza, mas nenhuma vai nos convencer, pois, por enquanto, a única coisa transparente/cristalina nessa onda de copa do mundo em Manaus, é a preocupação exclusiva com as obras, pouco importando se o nosso futebol está falido ou se vai continuar falido até a Copa e depois dela. Por enquanto, até prova em contrário, a Copa do Mundo em Manaus está sendo interessante e levando muitas alegrias apenas para os empreiteiros. É difícil para muita gente aceitar a idéia de um mega estádio que depois vai servir de palco apenas para jogos de um campeonato amazonense profissional falido, jogos do peladão, shows de pagodeiros, sertanejos e outros.

Se não estou enganado, até agora não foi apresentado à sociedade um programa ou projeto voltado para o resgate do futebol profissional do Amazonas. Nem mesmo para o fortalecimento do futebol de base, para criação/formação dos nossos próprios atletas e ídolos. Será que lá, no ano da Copa do Mundo, em 2014, teremos pelos menos um clube, como é o caso do América, disputando a última série do brasileirão? 

6 de outubro de 2010

Manaus - mais assaltos!

Acabamos de sair de uma eleição onde um dos temas mais debatidos foi a questão da segurança pública na cidade de Manaus. Cada candidato, como sempre, apresentando um baú de idéias e de soluções para o problema, caso eleito. Tudo igualzinho como sempre! Nenhuma novidade. Promessas – muitas promessas!

Hoje, três dias depois da eleição, amanhecemos outra vez com uma manchete nos jornais anunciando mais um assalto a Banco na nossa cidade. Desta vez o assalto aconteceu em plena Av. Djalma Batista, com certeza uma das mais movimentadas no horário de expediente comercial. O que parece ter sido uma tremenda ousadia dos assaltantes, na verdade é uma tremenda esperteza. Eles sabem que é mais fácil fugir a pé ou de motocicleta, pois no caminho de fuga dificilmente vai aparecer algum herói ou mesmo a polícia para impedir o sucesso da empreitada.

Nesse caso do Banco da Djalma Batista, o que chama a atenção são duas situações. A primeira é que os assaltantes não perdoaram nem os clientes que estavam dentro da agência. Levaram o que encontraram dos clientes, que provavelmente estavam lugar certo, mas na hora errada. A segunda situação, para a surpresa de muitos, dada a importância e o porte da organização financeira, é que a Agência assaltada não tem uma porta giratória de segurança, tampouco qualquer esquema para se prevenir de pessoas que resolvam entrar armadas no local. Os seguranças terceirizados, apesar de treinados e armados, coitados, foram rendidos com extrema facilidade. Mal comparando, foi como render uma criança lhe tirando um pacote de jujuba ou saco de pipoca.

Em resumo, o que aconteceu na agência da Djalma Batista deixou um trauma difícil de esquecer nas pessoas que lá estavam e constitui-se numa vergonha para a diretoria do Banco, que agora está no dever de investir urgente na questão da segurança, de modo a inclusive tranqüilizar funcionários e clientes. É prá já! Felizmente desta vez não houve agressões a funcionários e clientes, nem vítimas fatais. Amem!

Não negligenciem! Os assaltantes de hoje, acreditem, são suficientemente ousados e capazes de uma nova investida a qualquer momento. Não ousem duvidar disso. Eles (assaltantes) acreditam não só na fragilidade da segurança pública do nosso Estado, como também na impunidade. É bom não arriscar.

5 de outubro de 2010

2010 / 2014 - Olho Neles!...

A liberdade dos políticos usarem as ferramentas da internet em benefício de suas campanhas trouxe vantagens e desvantagens. Agora, os eleitores interessados podem acompanhar os passos da maioria dos candidatos que fazem uso dessa ferramenta. No caso do Amazonas, por exemplo, deu para acompanhar a onda frenética de políticos que, de uma hora para outra, lembraram que o interior do Amazonas existe e que muitos dos municípios, coitados, estão entregues nas mãos de gestores comprovadamente irresponsáveis, incompetentes e/ou corruptos. Nunca o interior do Amazonas viu tanto político visitando as cidades, fazendo passeata, colocando criançinha no colo, beijando velhinhas e fazendo todas aquelas presepadas tradicionais de político na caça ao voto. Vale tudo, mas existem as exceções, é óbvio. Existem ainda aqueles que conseguem fazer políticos sem se expor ao ridículo.  

Li nessa campanha mensagens de Marcelo Ramos relatando a situação de caos que encontrou na maioria dos municípios por onde passou. Este novo e promissor deputado estadual eleito, depois do que viu e sentiu “in loco”, acreditamos que esteja consciente do tamanho da sua responsabilidade. A cada gesto e ação de Marcelo como político, ele vai lembrar sempre do semblante sofrido, mas esperançoso, de cada criança, jovem, adulto e idoso que encontrou na sua caminhada, vivendo situações de dificuldades e carências desumanas, tanto nas sedes como nas longínquas localidades dos municípios.

Mas não foi só Marcelo. Chico Preto, merecidamente eleito deputado estadual, também andou por lá, viu e comentou por várias oportunidades a situação de penúria em que vivem muitos dos nossos irmãos amazonenses do interior. José Ricardo, a estrela mais brilhante e justamente comemorada do PT nessas eleições, e Luiz Castro, merecidamente reeleito, também circularam pelo interior fazendo campanha e manifestaram suas opiniões na internet sobre a situação do nosso interior e desse povo interiorano que normalmente só é lembrado no período eleitoral.

Acontece que não dá mais para esperar! Esse novo quadro de homens públicos do Estado do Amazonas, bem ou mal escolhido pelo povo nesta eleição, não pode mais negligenciar com a situação dos municípios e a vida dos nossos irmãos interioranos. Promessa agora é dívida e é preciso cobrá-las todos os dias, todas as horas, todos os minutos, sem dar descanso ou sossego àqueles que assumiram compromissos de ajudar a resgatar a dignidade de quem vive nas mais longínquas localidades deste estado. Chega de balela! Chega de conversa fiada! Chega de promessas não cumpridas! Primeiro de janeiro próximo já será dia de cobranças.

É bom lembrar que nesses próximos quatro anos o Estado vai estar se preparando para sediar a Copa do Mundo. Precisamos estar atentos para que o nosso Interior não seja mais uma vez enganado e esquecido nesse período, com todas as ações, atenções e verbas concentradas para resolver os problemas de investimentos na capital. Esperamos que os compromissos assumidos com o interior do estado tenham partido de políticos com vergonha na cara. A confiança e a credibilidade do povo na classe política andam em baixa, mas não custa nada dar mais essa oportunidade de resgate. Pode começar inclusive detonando a famigerada e imoral verba de auxilio-paletó, que sai do bolso do contribuinte na marra, pois nunca nos perguntaram se concordamos ou não com essa mazela. Difícil convencer que com o salário que ganham não dê para comprar um kit-paletó para trabalhar. Curioso que alguns eleitos logo compram um carro novo e bacana. Porque não um par de kit-paletó novo, sem meter a mão no nosso bolso. Nós agradecemos! 2010/2014 tem que ser e pode ser diferente. Só depende de nós fiscalizarmos cada um dos nossos candidatos eleitos. Olho neles! No bom sentido - olho neles!  Eles podem fazer muito por esse Estado e nós podemos fazer muito por eles, não os deixando, como diria a minha avó, urinar fora do pinico.