Pode parecer baixaria para
algumas pessoas, mas sem dúvida quem teve a ideia de colocar essa mensagem
impactante no vidro do seu carro, com certeza encontrou uma forma interessante
de chamar a atenção de quem anda no trânsito e não usa a seta para alertar os
outros sobre seus movimentos. Aliás, creio que não existe nenhum motorista nesta
cidade de Manaus, por exemplo, que ainda não tenha sido vítima de susto e/ou
prejuízo por conta das figuras que não utilizam a seta para avisar os outros
condutores do que vão fazer. A falta de educação no trânsito é generalizada e a
mensagem na verdade está à altura do que eles (mal educados) merecem ler e ouvir. Por último, é bom não esquecer de que deixando de dar a seta, você corre o risco não só de perder o cú, como a vida. Assim sendo, dê a seta e assegure a sobrevivência do seu cú e da sua própria vida.
Blog criado para falar de assuntos diversos e incentivar o exercício da cidadania, por meio de críticas, sugestões e comentários sobre o cotidiano político e social local, regional e nacional.
10 de dezembro de 2012
TIROS DE BALADEIRA
IRANDUBA & PONTE RIO NEGRO
O que gerou até então a ponte Rio Negro além da
facilidade da travessia; do acesso às praias no período da seca; da opção de
vários pontos de Restaurantes e Café da Manhã na lateral da rodovia; e,
finalmente, o crescimento da onda de invasões e grilagem de terras no
território do município vizinho? Esse
processo de invasões e grilagem de terras é perverso em todos os sentidos e tem
por trás deles interesses que até Deus duvida. Fica a impressão de que as autoridades não
estão dando a devida importância para essa onda de invasões, até que cheguem
numa situação irreversível e os grileiros cantem a vitória. É aguardar para
crer!
PRAIAS PARTICULARES
É curioso como alguns hotéis, condomínios e
particulares se apoderam de trechos de praia na orla da cidade de Manaus. Vão
se apoderando lentamente e, quando menos se espera, esses trechos de praia acabam
particularizados e incorporados aos seus imóveis. Pouca gente ousa falar ou
questionar esse assunto e, por conta disso, cada dia aparece mais gente
querendo fazer a mesma coisa e ganhar na marra o seu pedaço de praia
particular. Caso seja legal fazer isso, quem sabe aparece alguém para explicar e
nos convencer dessa legalidade.
INSEGURANÇA
& TOLERÂNCIA ZERO
A violência na cidade de Manaus tem levado as
pessoas de bem desta cidade a optarem por não sair mais de casa como faziam
antes. Você não está mais seguro em lugar algum. A insegurança é muito grande. O
caso do engenheiro da Petrobrás assusta. Desapareceram com ele e com o carro.
Até o momento que escrevo este comentário, nada foi descoberto. É uma situação
que qualquer um de nós pode ser vítima. Hoje, todo cuidado é pouco ao sair de
casa. Afinal, quando é que as
autoridades vão se convencer de que precisamos urgente implantar um programa de
tolerância zero contra a marginalidade.
6 de dezembro de 2012
MANAUS & MOTOCICLETAS & MOTOTAXI
Percebo que nesses últimos dias não teve um único dia em que eu não
enfrentasse um congestionamento no trânsito por conta de um acidente envolvendo motocicleta. Na verdade o trânsito em Manaus está cada dia mais infernal. É um
salve-se quem puder. Você hoje dirige muito mais preocupado com os outros. Os motoqueiros,
por exemplo, ora lhe ultrapassam pela direta, ora pela esquerda. Existem aqueles que do nada resolvem cruzar à
sua frente, achando que você vai estar suficientemente atento para não atingi-los.
E se não bastasse isso, agora tem também os buracos que voltaram a marcar
presença nas ruas de nossa cidade. Minha esposa, por descuido, visitou esta semana um desses buracos traiçoeiros da Rua Buriti, mas felizmente a única vítima fatal foi o meu bolso.
Voltando aos motoqueiros, fico imaginando o que leva uma pessoa a usar o
mototaxi para se deslocar nesta cidade onde não há respeito à vida no trânsito. Em minha opinião, quando alguém senta na garupa de um mototaxi, tanto o passageiro na garupa, como o próprio mototaxista, passam a viver uma tremenda
roleta russa. Chegar ao destino do passageiro é um desafio. Não chegar é uma forte probabilidade diante dos
perigos que o trânsito desta cidade oferece.
Outra coisa preocupante nesta questão do mototaxi são as condições das
máquinas usadas pelos mototaxistas e que agora passaram a circular livremente na cidade
inteira. Você vê máquina zero-bala, assim como vê máquinas inadequadas, sucateadas, com pneus
carecas, etc. Sem falar nos mototaxistas que estão trabalhando sem as habilidades necessárias
para manterem a si próprios em cima das motos, imagine carregando um passageiro
na garupa. Tem de tudo um pouco e não há um controle desse processo como manda o bom senso.
Importante lembrar que o sistema de mototaxi conquistou a simpatia do parlamento
municipal. Ganhou padrinhos e madrinhas. Foi aprovado, mas até hoje não saiu a sua
regulamentação. Fico imaginando quantos acidentes poderiam ter sido evitados se
já houvesse essa regulamentação. Até que chegue essa regulamentação, quantas pessoas ainda serão vítimas desse
sistema sem controle.
Lembro que foi intensa e polêmica a luta pelo reconhecimento do
sistema na CMM. Discursos inflamados de apoiadores e opositores. Aconteceram passeatas,
piquetes! Daí para frente, até prova em contrário, nunca mais se viu uma
mobilização igual no sentido de se criar regras rígidas (regulamentação) para
proteger a vida de quem vive e de quem se utiliza no dia a dia desse tipo de
transporte. É inadmissível o descaso com a vida. Moto estraçalhada no meio das
ruas passou a ser uma cena banal, com seus ocupantes estendidos ali mesmo ao
lado, esperando pelo socorro das ambulâncias do SAMU ou apenas a chegada do camburão
do IML. Muitas pessoas passam pelo local,
se assustam com a cena, lamentam, mas na primeira, segunda ou terceira parada
de semáforo seguinte, já não sentem mais nada, já não se lembram de mais nada
do que viram. Onde vamos chegar se continuar assim?
2 de dezembro de 2012
28 de novembro de 2012
GATO DE ENERGIA
A lamentável tragédia vivida pelos moradores da Comunidade Arthur
Bernardes deve merecer atenção especial das autoridades e em particular da
sociedade. Já correm rumores e suspeitas de que o incêndio possa ter sido
provocado. Foi destacado pela mídia o fato de que, curiosamente, outros
incêndios ocorridos aconteceram em áreas a serem beneficiadas também pelo projeto
Prosamim. No atual contexto, tudo é possível. A investigação criteriosa desse
evento não pode ser descartada.
A outra questão a levantar, antiga, perigosa, e que ninguém dá uma
solução, é a questão dos gatos de energia espalhados pela cidade de Manaus. Na
área atingida pela tragédia, por exemplo, a situação já era crítica há muito
tempo. Periodicamente, as vítimas sofriam com as águas das enchentes que
atingem aquela comunidade e, cotidianamente, conviviam com os riscos dos gatos
de energia, numa área onde as casas destruídas e as que sobraram são todas praticamente 100% em madeira.
Quem passava pelo local podia ver claramente o perigo eminente daquelas
ligações clandestinas e crescentes nos postes de eletrificação. Todo dia tinha
alguém arriscando a vida e consumando um novo ponto de desvio de energia
(gato). Aliás, neste exato momento, pós- tragédia, é bem possível que alguns moradores
da área que não tiveram suas casas atingidas pelo fogo, estejam novamente
arriscando suas vidas para reativar os seus gatos e ter a luz de volta em suas
casas. O certo é que nenhuma autoridade do estado ou do município vai poder
alegar desconhecimento daquela situação que terminou em tragédia e com perdas
apenas matérias, felizmente. A solução lamentavelmente não veio a tempo de
evitar a tragédia consumada. São tantos os problemas da cidade e não existem recursos
suficientes para solucionar todos de uma só vez.
Entretanto, cabe aqui alguns questionamentos quanto ao trabalho de
prevenção das autoridades e dos órgãos competentes. O que poderia ter sido feito para impedir essa
tragédia? Houve algum alerta para o acúmulo de gatos de energia naquele local? O
que fez a Manaus Energia, ou o que faz a Manaus Energia ao identificar situações
de potencial risco como esta da Comunidade Arthur Bernardes? O que impede as operações de
retirada dos gatos de energia nessas áreas? Se existe
uma decisão política de tolerar esse processo de ligações clandestinas, mesmo
sabendo dos riscos que elas representam, não seria irresponsável demais não ter
também uma política de monitoramento e prevenção para pelos menos minimizar os
riscos de tragédias? Como é que as
autoridades e as instituições competentes lidam com essa questão das ligações
clandestinas de energia, considerando o risco potencial que elas representam? Quantas outras comunidades estão nesta mesma
situação em Manaus? A tragédia da Comunidade Arthur Bernardes vai mudar o quê?
Quanto aos políticos que agem de acordo com suas conveniências e só fazem
aquilo que convém ao próprio umbigo, é óbvio que não interessa apoiar qualquer tipo de resistência
e/ou combate a gato de energia e a gato de água. É o tipo de ação que, na opinião
deles (políticos), tira votos, e o
que eles querem mesmo é somar votos.
Finalizando, é bom lembrar e deixar claro que gato de energia e gato de
água são problemas sérios e podem gerar tragédias, mas não é uma prática
exclusiva de gente pobre e de comunidades carentes. Pelo contrário! Tem muito
gato de energia e de água em áreas nobres desta cidade, praticado por quem você
menos espera, por gente supostamente bacana, velhos e novos ricos avarentos.
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