4 de outubro de 2016

VELHOS CACIQUES foram expurgados...

Conferindo a lista publicada dos vereadores eleitos, constata-se que velhos caciques e velhas conhecidas raposas políticas que já vinham na realidade definhando com os resultados das urnas desde eleições passadas, desta vez terminaram a campanha expurgados do poder. 
Um ou outro, cá entre nós,  até pode ter sido pego de surpresa neste pleito. Mas, creio eu que a maioria deles tinha consciência dos riscos que estavam correndo nessa eleição. Sabiam que a disputa pela reeleição não seria nada fácil, principalmente em função da péssima imagem da classe política nos dias de hoje.  
Alguns desses velhos caciques que não se reelegeram, eu não os vejo como derrotados. Entendo que eles cumpriram regularmente seus mandatos com responsabilidade e dignidade. Agora, é calçar as sandálias da humildade, aceitar a decisão das urnas e tocar a vida em frente.   
Na política também se pendura as chuteiras. Infelizmente existem os políticos egoístas que não aceitam largar do osso e imaginam morrer gagá no parlamento e ser enterrado sentado na cadeira da tribuna. Como não sabem escolher o momento certo de parar, o eleitor acaba fazendo isso por eles. Os velhos caciques, experientes até o tucupi na arte de fazer política, depois que deixam o parlamento, podem sim continuar prestando um serviço ainda mais nobre e relevante à sociedade e aos seus respectivos partidos. Basta entender que chegou a hora de calçar as sandálias da humildade e, em lugar de ficar arrumando explicações para a derrota e teimando em voltar de qualquer jeito ao poder, que tal dedicarem-se com afinco à formação de uma nova geração de políticos do bem e de homens públicos melhor preparados para o exercício do poder.  

3 de outubro de 2016

VEREADORES - honrem seus mandatos...

Honrar o mandato, entre outras coisas,  é respeitar o eleitor que acreditou nas suas propostas, que saiu de casa e foi à urna oferecer o seu voto e a sua confiança. Lembre-se, caro vereador eleito: você passou uma campanha inteira pedindo voto para ser um vereador e ocupar uma cadeira na Casa do Povo. Agora, eleito, vá lá e cumpra com dignidade o mandato que não é seu, mas do povo que confiou nas suas palavras e nos seus projetos.

Não estrague o brilho de sua vitória e não comprometa a sua credibilidade com os seus eleitores. Pode lhe custar muito caro. Repito! Aos seus eleitores você pediu a oportunidade de uma cadeira no parlamento. Não coloque nem permita que os caciques políticos coloquem em leilão o seu mandato. Não aceite trocar a cadeira sagrada do parlamento que o povo lhe outorgou por um cargo qualquer do poder executivo municipal, simplesmente para pagar compromissos de campanha, atender conchavos políticos esdrúxulos ou para arrumar ocupação para políticos que acabaram de ser julgados pelo povo e expurgados do poder. Estamos de olho!

SEGUNDO TURNO em MANAUS

Quem vai honrar o mandato? É isso mesmo:
- Quem vai honrar o mandato?
Esta é uma das perguntas que deve povoar a cabeça do eleitor na decisão do seu voto no segundo turno do pleito em Manaus. A escolha daquele que de fato está sendo honesto nas palavras, nas propostas e na disposição de honrar o mandato de Prefeito do primeiro ao último dia. Espera-se eleger um prefeito que no meio do mandato não nos apareça com a conversa fiada de querer sair para fazer outros voos políticos, argumentando que é para atender um chamado do além, os anseios do povo ou o clamor das ruas. Essa onda não cola mais!

Nos debates desse segundo turno, o que se espera dos candidatos que seguem em frente na disputa é, acima de tudo, o compromisso de honrar com o mandato. Quem for o escolhido, deve cumprir o mandato de prefeito de Manaus entre 2017-2020 e não o utilizá-lo cinicamente como trampolim político no meio do caminho. Esse compromisso deve ser cobrado pela população e colocado de forma honesta e transparente pelos candidatos. Aguardemos! 

2 de outubro de 2016

VAMOS AO 2º TURNO em MANAUS

Creio que deu o que todos já esperavam – Arthur e Marcelo.
Muitos esperavam que o candidato pastor, pela força da sua Igreja na Capital, seria o adversário de Arthur no segundo turno. Só acho que não contavam com a resistência e a indisciplina de uma legião de fiéis nas urnas. São outros tempos minha gente... Agora, por conta de voto ninguém mais tem medo de castigo de papai-do-céu, tampouco de ir para o inferno. 
O que também não foi surpresa para muito gente, foi a votação do vice-governador do Amazonas, candidato a prefeito de Manaus que, de tanto receber e não fazer nada na vice-governadoria, creio eu, resolveu sair candidato a prefeito sem o apoio do seu governador. Se em lugar de gravar propaganda subindo ladeira com dois baldes, um em cada mão, tivesse optado por carregar um só balde na cabeça, até para honrar o próprio apelido, possivelmente teria conquistado mais alguns votos. Essa foi uma candidatura esdrúxula, porém de final feliz. Afinal, o candidato vice-governador derrotado vai voltar para a vice-governadoria remunerada, para as mordomias que o cargo lhe oferece e, se o governador não lhe arrumar ou delegar o que fazer, descansará até a próxima eleição.     

O candidato José Ricardo, mesmo com o partido esfacelado, escondendo-se até da própria estrela antes exibida com tanto orgulho, acabou se saindo pessoalmente muito bem. Não pelo seu partido, obviamente, mas pela imagem própria que criou e que passa ao eleitor, ou seja, de um político dinâmico, combatente e comprometido com as causas populares. Já o candidato Serafim surpreendeu com a sua votação, mas, graças a Deus, vai continuar seu trabalho na tribuna, de onde não deve sair, pois vai crescer politicamente e merecidamente como legislador e não com executivo. 

10 de agosto de 2016

SELEÇÃO BRASILEIRA FEMININA

Eu também fui à ARENA da Amazônia ver a seleção brasileira de futebol feminino jogar nas Olimpíadas 2016. Na realidade só mesmo Martha e Companhia ainda conseguem mexer com o sentimento do torcedor brasileiro e levá-lo ao estádio com a família para vibrar e torcer pelo Brasil.

Confesso que já não tenho mais o mesmo sentimento quando se trata de assistir jogos da seleção masculina de futebol. Cá entre nós, até mesmo pela TV essa seleção já não consegue atrair a atenção dos torcedores. Felizmente não assisti o último jogo e a maioria dos apaixonados pelo futebol e pela seleção brasileira foram dormir irritados com o que viram ao vivo no estádio ou na TV.

Imaginem! Foram de 6 ou 7 anos até chegarmos às Olímpiadas no Brasil e olha o time que arrumaram e colocaram para representar o nosso povo. Uma parte desse balaio de jogadores é composto por mercenários do futebol que, vencendo ou perdendo, não muda nada na vida deles, principalmente na conta bancária. Se o Brasil perde ou ganha, além de receberem uma boa grana pelos 90 minutos de jogo ruim para representar o Brasil, no dia seguinte pegam o avião e, de primeira classe, vão embora para suas mansões no exterior e o povo que fique envergonhado e chorando por aqui. Uma outra parte está preocupada com as cifras milionárias que envolvem suas transferências para o exterior e, nesse caso, nada de colocar a canela em bola dividida ou em excesso de esforços por amor à camisa da seleção do Brasil. Esse tempo já passou!

Mas, voltando ao jogo das meninas em Manaus, apesar do técnico ter colocado um time alternativo em campo para jogar com a seleção da África do Sul, assistimos um jogo bom, que mexeu com a torcida presente, principalmente devido a garra e o empenho daquelas que entraram em campo para defender as cores do Brasil. Tiveram várias chances de gol, não venceram a partida, mas saíram justamente aplaudidas de campo. Ao final do jogo, algumas jogadoras brasileiras tiveram a gentileza de darem uma atenção à parte aos torcedores que se aglomeraram em busca de um autógrafo ou de um self.

Não poderia deixar de falar das meninas da seleção da África do Sul. Souberam enfrentar o Brasil e levaram alguns perigos para o gol brasileiro. Mostraram que são rápidas nos contra-ataques. Por pouco não fizeram um golaço, não fosse a elasticidade da goleira brasileira que, com as pontas dos dedos, espalmou para escanteio uma bola que tinha endereço certo.

De anormal e revoltante, cito dois fatos. O primeiro é sobre os preços praticados dentro da Arena. Uma palavra traduz tudo – assalto! O segundo foi o que presenciei no encerramento do jogo quando, próximo a mim, um torcedor obeso resolveu encurtar a sua saída, pulando por cima das cadeiras. Na primeira que ele pisou tentando pular de uma fila para outra, já se ouviu um estalo, o que já era esperado pois se trata de um assento e não um degrau de escada. Quando o estúpido obeso saiu de cima do assento, o mesmo já não recolheu como acontece com os outros assentos depois que você levanta, ou seja, o assento foi simplesmente danificado. O sujeito não demonstrou nenhuma preocupação com o seu ato insano. Fez de conta que nada aconteceu, mas felizmente percebeu o estrago que havia feito e continuaria fazendo se continuasse pulando de fileira em fileira. Acho até que não continuou a sua insanidade devido na primeira tentativa, por pouco não ter rolado por cima das cadeiras, o que no fundo teria sido um castigo merecido.

Na chegada e na saída da Arena, pelo menos por onde passei, tudo me pareceu ter corrido tudo bem. Não vi briga ou confusão entre torcedores. A caminhada foi um pouco longa para chegar na ARENA, mas serviu para fazer um pouco de exercício, principalmente a subida de escadas até chegar no meu assento.


Meus parabéns aos voluntários que trabalharam nesses jogos. Pareceram-me simpáticos e muito animados na recepção e orientação dos torcedores. 

Finalizando, se eu tivesse que escolher dois lances dos dois jogos, com certeza eu escolho o frangaço da goleira ZIKA dos USA na falta cobrada pela colombiana, e a defesa da goleira brasileira num chute certeiro da atacante da África do Sul. 

8 de agosto de 2016

Não somos bobos...



Para quem não tem memória curta e não aceita ser tratado como bobo ou como otário, não é difícil lembrar de uma campanha para o senado, onde um ex-senador, que para muitos parecia ser imbatível, acabou simplesmente derrotado por sua adversária no pleito. 
Foi uma derrota que teve um gosto muito especial e que naquela ocasião deixou alguém extremamente feliz – o LULA paz e amor. 
À época essa derrota foi imputada à ação perversa de um adversário local que, supostamente movido pelo ódio e o despudor, teria roubado a eleição. Salvo engano, depois do resultado teve até promessa do derrotado de que seus adversários naquela campanha não ficariam impunes. 
Agora, movidos por aquilo que cinicamente chamam de dinâmica da política, falsos inimigos esquecem as desavenças pessoais e se unem como se nada tivesse acontecido. E você, o que acha disso tudo? Acredita mesmo que tudo isso que você está vendo acontecer é por amor e pelo bem do povo? Se eu tiver que acreditar nisso; vou ter que acreditar também que boi voa, jacaré nada de costa; Lula é um Santo; Maluf é honesto...