7 de junho de 2021

FILME DEVASSO na politica



Lembram da última escolha de Conselheiro para o TCE-AM?

Pois é! A sociedade já mostrou a sua indignação com a forma dito legal, porém profundamente imoral de escolha de deputados para se tornarem Conselheiros do TCE.

É uma pulada de cerca das mais sem-vergonha. No meio do mandato, deputado larga o cargo temporário que recebeu do povo e troca por um emprego vitalício de Conselheiro do TCE.

Não precisa ser um vidente para saber como tudo acontece. Basta ler as notícias para ter uma ideia de como funciona nos bastidores os acordos que antecedem a escolha de quem vai pular a cerca. Seja quando a escolha é feita pelos deputados, seja quando a escolha é feita pelo governador. O babado é forte e sempre o mesmo. Leva quem pode mais e quem tem mais cacife.

A última pulado de cerca em Manaus, por exemplo, vai ficar na história do TCE-AM. Nada ilegal, como eles dizem, mas de uma imoralidade que indignou a sociedade local, explicitada nas redes sociais por um bom tempo. Pena que o povo esqueça rápido e aceite ser feito eternamente de trouxa.

O mais triste ainda é imaginar que só o Congresso Nacional pode mudar essa imoralidade. Ora, se legislaram em causa própria, com essa categoria de políticos que hoje reina no parlamento, é imaginável que alguma coisa possa acontecer.

Aqui em Manaus, por mais que você provoque os parlamentares para se manifestarem, eles se fazem de surdos, cegos e mudos, ou mandam seus assessores responderem que tudo é legal, previsto na Constituição.

Em resumo, não podemos desanimar na luta contra essa imoralidade, mas vamos ainda ter que assistir esse FILME DEVASSO por muito tempo.

21 de maio de 2021

BRIGA DE POLÍTICOS


Um deputado foi à tribuna da ALE-AM para denunciar uma suposta perseguição do prefeito de Santa Izabel contra o presidente da Câmara daquele Município.
 

Como diria minha saudosa avó - aí tem! Ninguém sai perseguindo ninguém de graça, principalmente nessa política que nós vivemos, regada de muito cinismo, oportunismo e hipocrisia. O inesquecível Dr. Enéas Carneiro, já falecido, certa oportunidade disse algo que tem tudo a ver com os dias de hoje, até porque na verdade nada mudou. Basta assistir a sessão da CPI da Pandemia. 

 

Disse Dr. Enéas Carneiro:

“Na verdade não somos mais uma sociedade, somos um bando. Porque não há ordem, não há mais respeito, não há decência”.


Mas, voltando à briga em St. Isabel, diz o ditado que em briga de mulher não se mete a colher. Em caso de briga de políticos, acredite, o melhor a fazer é correr dela. Tem uma frase que não lembro o nome do autor que diz: 

 

“BRIGAR por política no atual cenário, é o mesmo que ter uma crise de ciúmes na ZONA.”


O certo a fazer é - não se meta em briga de políticos. O risco de só você se dar mal é de 99,99%. Por conveniência, e em defesa do próprio umbigo, político vende a alma, nega a própria sombra e, acredite, transforma rapidinho inimigo político em amigo de encarnações passadas. Em defesa, um deles vai dizer a você que foi Deus que uniu eles outra vez para ajudar o próximo. Daí, meu caro, você que de enxerido resolveu tomar o partido de um dos lados, vai ser abandonado, crucificado e declarado como persona non grata nos dois currais.

25 de abril de 2021

COLÉGIO DOM BOSCO - Inesquecíveis lembranças.

Lendo o livro de meu amigo e ex-aluno do Colégio Dom Bosco, Carlos Augusto Coutinho, onde ele nos conta um pouco da história da sua turma de 1979, e da qual muito me orgulho de ter sido professor, encontrei nele citado o nome de uma figura humana inesquecível - Padre Argentino Cescon. Quando ele chegou ao Brasil, em 1955, já como padre salesiano, eu estava apenas nascendo.

Eu fui aluno de Pe. Argentino no Colégio Dom Bosco. Era nosso professor de História, temido por ser um padre muito disciplinador e por não admitir brincadeiras em sala de aula.

Certo dia, depois da fila diária, dos avisos e da oração matinal no pátio comandada por Pe. Humberto, fomos mandados para a sala de aula. Chegando na sala, o que era muito raro de acontecer naquela época, o professor do primeiro tempo não havia chegado. Daí então começou aquela algazarra de sempre, com todo mundo falando alto.

Para azar nosso, na sala ao lado estava o Pe. Argentino. Ele veio até a nossa sala e pediu que fizéssemos silêncio. Na segunda vez que ele pede novamente para fazermos silêncio, alguém grita bem alto – pega!

Pe. Argentino Cescon

Daí Pe. Argentino já muda o tom e pergunta: 

- Quem foi que gritou?

Alguém responde – foi o ALON.

Pe. Argentino reage no ato e determina:

- Alon, se retire e vá para a sala de Pe. Humberto.

Outro gaiato, no meio da sala grita outro nome – foi o NOLA.

Pe. Humberto Vieira

Nesse momento, antes mesmo que Pe. Argentino dissesse algo mais, surge na porta da sala o temido conselheiro Pe. Humberto, que também era um dos nossos professores de português. Nos ensinava literatura e nos obrigava a decorar poesias valendo nota. Na sua aula de sábado cobrava a declamação e normalmente sorteava apenas 1 ou 2 alunos para declamar, entre mais de 30, todos desesperados para não serem escolhidos. Era um terror! Imagine decorar a poesia “ O Navio Negreiro”, de Castro Alves, e ganhar só nota 6 porque a declamação não foi como Pe. Humberto achava que devia ser. Faltou dar mais vida à poesia - dizia ele justificando a nota.

Voltando ao assunto principal, sabendo que não havia na nossa turma ninguém com o nome de ALON, tampouco NOLA, Pe. Humberto nos mandou sair de sala, voltar para o pátio e ficarmos perfilados. No término do primeiro tempo, voltamos para a sala com Pe. Humberto nos acompanhando. Todos já sentados, Pe. Humberto dá então o seu recado:

- No final do último tempo, ninguém saia de sala. Fiquem todos me esperando que eu virei entregar as cadernetas.

Quase 40 minutos depois do último tempo, Pe. Humberto aparece na sala com as nossas cadernetas e a sua inseparável sineta. Coloca tudo em cima da mesa e diz:

- Quem foi que gritou em sala quando o Pe. Argentino estava pedindo silêncio?

Todos permaneceram mudos. Ninguém na turma ousava dedurar outro colega.

Mais uma vez Pe. Humberto pergunta – vai aparecer quem gritou?

Da mesma forma que ele sabia que Alon e Nola não existiam, sabia também que não ia aparecer quem deu o grito. Mas, Pe. Humberto também tinha suas estratégias e sabia lidar e castigar a turma.

Na maior tranquilidade nos disse:

- Vou dar um tempo para vocês lembrarem quem foi que gritou. Volto depois do almoço e não me façam algazarra aqui. Recolheu as cadernetas, a sineta e foi embora para o almoço.

Com a turma da tarde já chegando e brincando no pátio do Colégio, volta Pe. Humberto com nossas cadernetas e repete a pergunta:

- Já sabem quem foi que deu o grito?

Era óbvio que não ia aparecer quem deu o grito. Ele sabia disso e já trazia todas as cadernetas com uma advertência escrita com tinta vermelha, com a ordem expressa de trazermos de volta no dia seguinte com a ciência dos nossos pais. Distribuía uma a uma e ia nos dispensando para sairmos da Escola. No caminho de volta para casa, morto de fome, barriga roncando e debaixo de um sol lascado, já ia matutando sobre qual explicação daria para a advertência na carteira. Na verdade perdi a conta de quantas vezes fiz isso.

Finalizando, Pe. Argentino e Pe. Humberto foram muito importantes na nossa formação humana, moral e intelectual. Também fizeram parte de muitos outros episódios como esse aqui contado e que marcaram as nossas vidas saudáveis na Escola. Pe. Argentino e Pe. Humberto lamentavelmente não estão mais entre nós, porém viverão para sempre em nossos corações.

20 de abril de 2021

PREFEITURA & CMM - Empréstimo milionário.



A PREFEITURA, com o aval da CMM, vai fazer um empréstimo de 470 milhões. Olha só o tamanho dessa mala de dinheiro.
 
Sem querer ofender ninguém, a primeira pergunta é: -  dá para confiar de verdade nessas 41 figuras do parlamento, ditas fiscais do povo?

Pense bem! Quantos deles de fato leram e se aprofundaram nos projetos e nas justificativas que dão origem e sustentação a esse milionário empréstimo? Quantos estão dando o seu aval ao empréstimo pelo simples fato de serem aliados do Prefeito? Isso não é uma calúnia ou invenção macabra - é a realidade, é o que acontece e todos estão carecas de saber.

É uma grana maravilhosa, supostamente para investimento em infraestrutura na cidade, o que na verdade já me causa calafrios. Lembro das lambanças do Viaduto do Manoa e das Plataformas de Passageiros.

Em resumo, o PREFEITO pede autorização, os VEREADORES autorizam, mas não podemos esquecer que quem vai pagar essa conta somos nós - o POVO. Em nome de uma cidade melhor, vão buscar 470 milhões para infraestrutura. Tomara que não tenhamos outras lambanças que nem o viaduto do Manoa e as Plataformas de Passageiros já citadas.

Que nenhum centavo desse empréstimo seja usado e jogado no ralo com operação tapa-buraco, o famoso tapa-boca, que só serve para promover todo mundo e iludir o cidadão e as comunidades.

Onde será efetivamente gasto esse empréstimo? O prefeito deve deixar isso bem claro, pois se o empréstimo é para infraestrutura, não poderá ser cinicamente desviado para outras ações. 

Vamos ficar de olho grudado em cada centavo do empréstimo. Não podemos dar moleza. Lembre-se, não existe bobo nessa história, só existe os trouxas que sempre pagam a conta.

MORALIZAÇÃO DOS MANDATOS

Já comentamos várias vezes sobre esse assunto, mas, vale a pena insistirmos e não deixarmos morrer essa discussão. Uma hora, quem sabe, a gente consegue moralizar essa pouca vergonha da nossa classe política.

Vejamos - o sujeito se elegeu há pouco tempo VEREADOR de Manaus. Nem chegou ainda na metade do mandato, e já quer pular a cerca e ser DEPUTADO.

Pô, Fala sério! Se essas figuras pertencessem a uma classe política séria e digna, pelo menos adotariam uma postura mais honrada nesse caso, ou seja, renunciariam ao MANDATO de VEREADOR e se lançariam no desafio de se eleger DEPUTADO.

Mas, não é isso que acontece, nem espere acontecer. Falta dignidade, falta vergonha, sobra cinismo e oportunismo. Beneficiados por uma legislação fajuta, oportunista, em lugar de renunciarem, arriscam tudo, pois, sabem que se derrotados, a cadeira de vereador está lá garantida para ele voltar e sentar na maior cara de pau.

18 de abril de 2021

CMM - VEREADORES (41) - Projeto pula-cerca.

2022 está cada vez mais próximo e os políticos, já ouriçados, começam a pensar em seus projetos de poder.

Tem aqueles teimosos, os chamados figurinhas marcadas, que não desistem nunca de lutar por uma vaguinha no parlamento. 

Tem aqueles que já foram expurgados do parlamento, porém, sentem-se injustiçados pelas urnas e acreditam terem ainda chance de voltar ao poder. 

Tem aqueles que estão cumprindo o mandato de deputado estadual, federal e senador. Esses, obviamente, vão mover montanhas para continuarem no poder. Ninguém ali está pensando em largar do osso. Alguns deles, diante do contexto atual, podem até estar com as barbas de molho e pensando na possibilidade de dar um salto para baixo, onde o osso até pode ser menor, mas a principal regalia está lá garantida - a imunidade parlamentar.  

Tem ainda a galera do parlamento municipal, com alguns vereadores de olho gordo na oportunidade de pular a cerca antes de cumprir integralmente o mandato de vereador conquistado na base de muita conversa fiada e promessas para iludir o eleitor, a quem com certeza não confessaram a intenção enrustida de  abandonar o mandato de vereador no meio do caminho para atender interesses do próprio umbigo e do partido.   

Daí vem a pergunta: é legal o vereador montar o seu projeto de pular a cerca da CMM para a ALE-AM antes de cumprir o mandato e as promessas como vereador? Não há dúvidas de que não há impedimentos para que pulem a cerca.  O projeto de pular a cerca é legal, mas é muito imoral. É uma demonstração explícita de cinismo e oportunismo.

E tem mais! O vereador que resolve tentar pular a cerca, acredite, só faz isso porque sabe que se não for eleito vai voltar para a cadeira de vereador como se nada tivesse acontecido. Se a intenção do vereador pula-cerca fosse de fato algo digno e verdadeiro, ele renunciaria ao seu mandato, entregando a vaga ao seu suplente. Mas, não é isso que acontece.

Lamentavelmente não temos hoje um Congresso digno e capaz de mudar essa realidade. A reforma política que vier, seja qual for, virá para atender os interesses do próprio umbigo dos políticos e dos partidos. O povo, lascado e omisso, é só um detalhe nesse jogo.