3 de outubro de 2021

MANAUS dos BUEIROS SEM TAMPAS

 

Salvo engano, no final de 2016 a SEMINF da Prefeitura Municipal de Manaus assumiu compromisso com o Ministério Público Estadual (MPE) de resolver a questão dos bueiros sem tampas na cidade. Na época fizeram um levantamento e chegaram ao número de quase 2.500 bueiros sem tampa na cidade. Creio que houve inclusive a assinatura de um TAC - Termo de Ajuste de Conduta, com multa em caso de não cumprimento.

Estamos em 2021 e a questão "bueiros sem tampas"continua do mesmo jeitinho. O que terá acontecido? A Prefeitura fez de conta que tapou tudo e o MPE fez de conta que fiscalizou e atestou o cumprimento do TAC. Afinal, o que foi o que aconteceu para que tudo continue do mesmo jeitinho? Quem pode explicar ao cidadão - a SEMINF ou o MPE? Aliás, é bom lembrar que o atual vice-prefeito da cidade era o vice-prefeito lá em 2016.

Uma das desculpas que se escuta muito é a ação de criminosos que roubam as tampas de ferro dos bueiros no meio das ruas. Ora bolas! Roubam as tampas por 2 motivos simples: o primeiro é a facilidade de retirar as tampas dos bueiros; a segunda é a certeza que o criminoso tem que vai roubar a tampa e nada vai lhe acontecer. Essa é a realidade!

Os bueiros sem tampas espalhados pela cidade são pontos de risco potencial de acidentes graves, inclusive com vítimas fatais. Um motoqueiro caindo num bueiro desse sem tampa, o resultado pode ser trágico de várias formas: causar arranhões ou fraturas leves, causar lesões graves levando a vítima para uma cadeira de rodas pelo resto da vida, ou causar a morte da vítima.

Tudo isso por conta de um imbecil criminoso que, se aproveitando da omissão das autoridades, rouba confiante na eterna impunidade. Quem rouba tampa de bueiro, não é só um  criminoso. Ele é nocivo à sociedade, pois, com certeza, diante das facilidades, não se contenta em roubar apenas uma tampa. Para esse tipo de gente é TOLERÂNCIA ZERO. É crime inafiançável com pena dura e exemplar. O que não se vê acontecer em lugar algum.

Por último, considerando que essa mazela dos "bueiros sem tampas" vem desde 2016, pergunto - onde andam os nossos ilustres vereadores, os fiscais do povo? O Vereador e todos aqueles que o cercam (da família aos amigos), também correm o risco de serem vítima de um bueiro sem tampa. Vão esperar que o acidente ou a tragédia chegue primeiro no parlamento para tomarem uma providência. Todo dia tem matéria nas redes sociais com fotografia de vereador acompanhando obras. Quando vamos ver a foto de um vereador diante de um bueiro sem tampa, chamando a atenção dos responsáveis para uma solução imediata?

23 de junho de 2021

CESTAS BÁSICAS & VACINA COVID

 Pipocaram na mídia local denúncias de que CESTAS BÁSICAS compradas com dinheiro público são distribuídas na pandemia com a foto de cínicos políticos nos pacotes.



 
Como isso aqui é BRASIL, não será nenhuma surpresa se as AMPOLAS e as SERINGAS da vacina Covid começarem a aparecer com a foto e o nome dessa galera de políticos oportunistas gravado nas mesmas. Duvide não!

8 de junho de 2021

VIADUTO do MANOA


Perceberam que o viaduto do Manoa foi finalmente liberado sem nenhuma festinha, fogos de artifícios e show musical?


E quem foi que contou o tempo entre a interdição e a recente liberação?

Depois de todo esse tempo para ajustes na obra, quem acredita mesmo que todas as lambanças e todos os vícios de construção foram de fato sanados?

Eu já dei a minha sugestão bem simples e prática. Que o nosso ilustre Prefeito, seu Secretário de Obras e os 41 vereadores (fiscais do povo) peguem seus carros particulares (não pode ser rebaixado para evitar surpresas), coloquem a família dentro para fazer duas coisinhas: 
 
- A primeira é mostrar para a família o mais novo viaduto da cidade que acabaram de entregar para o povo;
 
- A segunda é sentir como é que é atravessar o viaduto e sentir a sensação de alguns solavancos. Mas, vai aqui um conselho - para proteção de todos, de modo evitar sustos desnecessários, moderem o pé no acelerador, nada além de 40 km/h. Até mesmo se você atravessar de bicicleta ou a pé, é possível sentir os solavancos.

A área de mídia e de criação da Prefeitura já pode até pensar em transformar o Viaduto do Manoa numa atração turística. É isso mesmo! Afinal, a emoção de atravessar um viaduto enviesado e com solavancos não existe em qualquer lugar.

7 de junho de 2021

FILME DEVASSO na politica



Lembram da última escolha de Conselheiro para o TCE-AM?

Pois é! A sociedade já mostrou a sua indignação com a forma dito legal, porém profundamente imoral de escolha de deputados para se tornarem Conselheiros do TCE.

É uma pulada de cerca das mais sem-vergonha. No meio do mandato, deputado larga o cargo temporário que recebeu do povo e troca por um emprego vitalício de Conselheiro do TCE.

Não precisa ser um vidente para saber como tudo acontece. Basta ler as notícias para ter uma ideia de como funciona nos bastidores os acordos que antecedem a escolha de quem vai pular a cerca. Seja quando a escolha é feita pelos deputados, seja quando a escolha é feita pelo governador. O babado é forte e sempre o mesmo. Leva quem pode mais e quem tem mais cacife.

A última pulado de cerca em Manaus, por exemplo, vai ficar na história do TCE-AM. Nada ilegal, como eles dizem, mas de uma imoralidade que indignou a sociedade local, explicitada nas redes sociais por um bom tempo. Pena que o povo esqueça rápido e aceite ser feito eternamente de trouxa.

O mais triste ainda é imaginar que só o Congresso Nacional pode mudar essa imoralidade. Ora, se legislaram em causa própria, com essa categoria de políticos que hoje reina no parlamento, é imaginável que alguma coisa possa acontecer.

Aqui em Manaus, por mais que você provoque os parlamentares para se manifestarem, eles se fazem de surdos, cegos e mudos, ou mandam seus assessores responderem que tudo é legal, previsto na Constituição.

Em resumo, não podemos desanimar na luta contra essa imoralidade, mas vamos ainda ter que assistir esse FILME DEVASSO por muito tempo.

21 de maio de 2021

BRIGA DE POLÍTICOS


Um deputado foi à tribuna da ALE-AM para denunciar uma suposta perseguição do prefeito de Santa Izabel contra o presidente da Câmara daquele Município.
 

Como diria minha saudosa avó - aí tem! Ninguém sai perseguindo ninguém de graça, principalmente nessa política que nós vivemos, regada de muito cinismo, oportunismo e hipocrisia. O inesquecível Dr. Enéas Carneiro, já falecido, certa oportunidade disse algo que tem tudo a ver com os dias de hoje, até porque na verdade nada mudou. Basta assistir a sessão da CPI da Pandemia. 

 

Disse Dr. Enéas Carneiro:

“Na verdade não somos mais uma sociedade, somos um bando. Porque não há ordem, não há mais respeito, não há decência”.


Mas, voltando à briga em St. Isabel, diz o ditado que em briga de mulher não se mete a colher. Em caso de briga de políticos, acredite, o melhor a fazer é correr dela. Tem uma frase que não lembro o nome do autor que diz: 

 

“BRIGAR por política no atual cenário, é o mesmo que ter uma crise de ciúmes na ZONA.”


O certo a fazer é - não se meta em briga de políticos. O risco de só você se dar mal é de 99,99%. Por conveniência, e em defesa do próprio umbigo, político vende a alma, nega a própria sombra e, acredite, transforma rapidinho inimigo político em amigo de encarnações passadas. Em defesa, um deles vai dizer a você que foi Deus que uniu eles outra vez para ajudar o próximo. Daí, meu caro, você que de enxerido resolveu tomar o partido de um dos lados, vai ser abandonado, crucificado e declarado como persona non grata nos dois currais.

25 de abril de 2021

COLÉGIO DOM BOSCO - Inesquecíveis lembranças.

Lendo o livro de meu amigo e ex-aluno do Colégio Dom Bosco, Carlos Augusto Coutinho, onde ele nos conta um pouco da história da sua turma de 1979, e da qual muito me orgulho de ter sido professor, encontrei nele citado o nome de uma figura humana inesquecível - Padre Argentino Cescon. Quando ele chegou ao Brasil, em 1955, já como padre salesiano, eu estava apenas nascendo.

Eu fui aluno de Pe. Argentino no Colégio Dom Bosco. Era nosso professor de História, temido por ser um padre muito disciplinador e por não admitir brincadeiras em sala de aula.

Certo dia, depois da fila diária, dos avisos e da oração matinal no pátio comandada por Pe. Humberto, fomos mandados para a sala de aula. Chegando na sala, o que era muito raro de acontecer naquela época, o professor do primeiro tempo não havia chegado. Daí então começou aquela algazarra de sempre, com todo mundo falando alto.

Para azar nosso, na sala ao lado estava o Pe. Argentino. Ele veio até a nossa sala e pediu que fizéssemos silêncio. Na segunda vez que ele pede novamente para fazermos silêncio, alguém grita bem alto – pega!

Pe. Argentino Cescon

Daí Pe. Argentino já muda o tom e pergunta: 

- Quem foi que gritou?

Alguém responde – foi o ALON.

Pe. Argentino reage no ato e determina:

- Alon, se retire e vá para a sala de Pe. Humberto.

Outro gaiato, no meio da sala grita outro nome – foi o NOLA.

Pe. Humberto Vieira

Nesse momento, antes mesmo que Pe. Argentino dissesse algo mais, surge na porta da sala o temido conselheiro Pe. Humberto, que também era um dos nossos professores de português. Nos ensinava literatura e nos obrigava a decorar poesias valendo nota. Na sua aula de sábado cobrava a declamação e normalmente sorteava apenas 1 ou 2 alunos para declamar, entre mais de 30, todos desesperados para não serem escolhidos. Era um terror! Imagine decorar a poesia “ O Navio Negreiro”, de Castro Alves, e ganhar só nota 6 porque a declamação não foi como Pe. Humberto achava que devia ser. Faltou dar mais vida à poesia - dizia ele justificando a nota.

Voltando ao assunto principal, sabendo que não havia na nossa turma ninguém com o nome de ALON, tampouco NOLA, Pe. Humberto nos mandou sair de sala, voltar para o pátio e ficarmos perfilados. No término do primeiro tempo, voltamos para a sala com Pe. Humberto nos acompanhando. Todos já sentados, Pe. Humberto dá então o seu recado:

- No final do último tempo, ninguém saia de sala. Fiquem todos me esperando que eu virei entregar as cadernetas.

Quase 40 minutos depois do último tempo, Pe. Humberto aparece na sala com as nossas cadernetas e a sua inseparável sineta. Coloca tudo em cima da mesa e diz:

- Quem foi que gritou em sala quando o Pe. Argentino estava pedindo silêncio?

Todos permaneceram mudos. Ninguém na turma ousava dedurar outro colega.

Mais uma vez Pe. Humberto pergunta – vai aparecer quem gritou?

Da mesma forma que ele sabia que Alon e Nola não existiam, sabia também que não ia aparecer quem deu o grito. Mas, Pe. Humberto também tinha suas estratégias e sabia lidar e castigar a turma.

Na maior tranquilidade nos disse:

- Vou dar um tempo para vocês lembrarem quem foi que gritou. Volto depois do almoço e não me façam algazarra aqui. Recolheu as cadernetas, a sineta e foi embora para o almoço.

Com a turma da tarde já chegando e brincando no pátio do Colégio, volta Pe. Humberto com nossas cadernetas e repete a pergunta:

- Já sabem quem foi que deu o grito?

Era óbvio que não ia aparecer quem deu o grito. Ele sabia disso e já trazia todas as cadernetas com uma advertência escrita com tinta vermelha, com a ordem expressa de trazermos de volta no dia seguinte com a ciência dos nossos pais. Distribuía uma a uma e ia nos dispensando para sairmos da Escola. No caminho de volta para casa, morto de fome, barriga roncando e debaixo de um sol lascado, já ia matutando sobre qual explicação daria para a advertência na carteira. Na verdade perdi a conta de quantas vezes fiz isso.

Finalizando, Pe. Argentino e Pe. Humberto foram muito importantes na nossa formação humana, moral e intelectual. Também fizeram parte de muitos outros episódios como esse aqui contado e que marcaram as nossas vidas saudáveis na Escola. Pe. Argentino e Pe. Humberto lamentavelmente não estão mais entre nós, porém viverão para sempre em nossos corações.