26 de janeiro de 2009

E falando de futebol...


Futebol Amazonense!
Muito legal a mobilização que está sendo feita em torno da reabilitação do futebol amazonense. É mais uma tentativa! Porém, é bom ter muito cuidado para que os árbitros locais não coloquem tudo a perder com as péssimas arbitragens. Tem uma turminha aí muito ruim de apito. Idem no caso do comportamento de alguns técnicos. Alguns vão para campo com o objetivo de aparecer mais do que os jogadores e já no torneio início transformam a festa num fiasco. Eu, por exemplo, deixei de ir a campo por conta de um torneio início que fui assistir e não teve vencedor porque o jogo decisivo não foi até o fim. Jogadores, e, em particular um técnico desajustado emocionalmente, resolveram acabar com a festa – e acabaram!

Jogos Preliminares!
Nos bons tempos, uma das alegrias do torcedor amazonense era chegar cedo ao campo de futebol para assistir o jogo preliminar entre os jogadores juvenis dos times que faziam o jogo principal. Eu chegava cedo ao Parque Amazonense ou Colina, para assistir as partidas preliminares de todos os jogos do campeonato. Esta é uma das alegrias que precisa ser devolvida aos torcedores. Assistir nas partidas preliminares a evolução dos jogadores que mais adiante serão os titulares em suas equipes. É uma motivação a mais para o torcedor ir a campo. Pais, irmãos, colegas e vizinhos, com certeza vão sentir vontade de ir a campo assistir as partidas preliminares e aplaudir seus atletas.

O Aranha Negra
Um dos maiores atletas que eu assisti jogar em Manaus tinha o apelido de Aranha Negra. O mesmo apelido do maior goleiro que o mundo já assistiu jogar chamado LEV YASHIN. O nosso Aranha Negra se chamava Clóvis, goleiro do Rio Negro. Era simplesmente fenomenal! Cansei de ver a torcida adversária levantar para gritar gol no Parque Amazonense, mas Clóvis, com saltos incríveis ia buscar a bola onde ninguém mais acreditava ser possível. Saudade do tempo em que ele levava consigo uma toalha vermelha para dentro de campo, fechava o gol, e deixava a torcida do rival Nacional alucinada. Não faz muito tempo assisti um depoimento emocionado de Clóvis sobre o Rio Negro e o futebol amazonense. Confesso que também me emocionei e chorei junto com ele.

JUIZ 1 x 0 FRIBURGUENSE
A anulação do gol que ajudou o Flamengo a vencer o Friburguense é uma das maiores aberrações cometidas por um bandeirinha abestalhado durante um jogo de futebol. Não há como explicar aquilo que aconteceu ontem no Campeonato Carioca. Não foi erro, não foi equívoco, nem tampouco burrice. É preciso ser muito mais do que um jumento para errar daquele jeito. Foi sacanagem mesmo! Se fosse o ataque do Flamengo, com certeza aquele gol não teria sido anulado. Pelo jeito o caminho do título para o Flamengo já começa a ser traçado pela arbitragem. Que venha a próxima vítima!

24 de janeiro de 2009

Até breve, panelão!

(dedicado ao Prof. Felix Valois)

Só depois que eu li o artigo do ilustre professor Felix Valois, nos convidando a escolher e adotar os buracos da nossa cidade de Manaus, é que dei conta de que na verdade eu já tinha pelo menos meia dúzia de buracos de estimação espalhados na cidade. É verdade! Eu sabia de cor como eles eram, onde estavam e acompanhava diariamente suas evoluções. Um dia mais largo, outro dia mais profundo, outro cheio de água e assim por diante, até que o Negão resolveu mandar começar a operação esconde-buraco exatamente pelas ruas dos buracos de minha afeição.

Quando deparei essa semana com o primeiro dos meus buracos de estimação tapado, confesso que bateu uma tremenda indignação. A única vontade naquele instante foi xingar o Negão. E xinguei mesmo! Baixinho, mas xinguei... A minha mulher ao lado percebeu o meu balbuciar e perguntou:

- Tá falando alguma coisa?

- Tô! Xinguei a mãe do Negão (com todo respeito) e mandei ele prá bem longe.

Pô! Logo agora que o Prof. Valois havia despertado a minha afeição pelos buracos da cidade, vem o Negão e manda tapar exatamente o buraco de minha maior estima. É sacanagem! Eu já havia até batizado o buraco. Dei o nome carinhoso de “panelão”. O pior de tudo agora é que eu não consigo passar com as rodas em cima do sacana do buraco. É sério! Eu já saia de casa sincronizando espaço, tempo e velocidade para desviar do panelão e agora não consigo mais me desprogramar.

Pensando bem, acredito até que nem devo forçar essa desprogramação. Depois de tapado e nivelado, o ex-buraco em dois dias já ganhou a forma de uma piscina rasa, que é meio caminho certo para um novo buraco e o prenúncio de uma breve ressurreição do “panelão”.

Confesso que a saudade já incomoda. Já pensei até em mudar de caminho. Mas, graças ao bom serviço esconde-buraco de inverno da prefeitura, creio que não vai ser preciso fazer isso, nem esperar por muito tempo. O nosso reencontro está marcado para logo mais. Até breve, panelão!

16 de janeiro de 2009

Projeto Prosamim


As imagens de destruição e depredação que estão acontecendo no ambiente de lazer das áreas do Projeto Prosamin e que foram mostradas na imprensa, devem merecer o repúdio de toda a sociedade amazonense. Há muito tempo as ações de vândalos e pichadores em Manaus precisa merecer uma operação de guerra, envolvendo as autoridades, as comunidades em geral, pais de família, etc. É inadmissível que essas coisas aconteçam e fiquem impunes. O vândalo tem que merecer tratamento rigoroso. Tem que ir não só para a cadeia, como pagar por tudo aquilo que destrói. Caso sejam menores de idade, então que os pais sejam responsabilizados e paguem pelos atos e pelas babaquices cometidas pelos filhos. Esses elementos (vândalos e pichadores) são figuras que vivem da diversão idiota de destruir e pichar o patrimônio alheio e/ou público pelo simples prazer de destruir ou pichar. Agem confiantes de que a omissão da sociedade e a ineficácia das autoridades e dos órgãos públicos, lhes garantem a impunidade e a continuidade de suas insanidades. Duvido que um desses vândalos ou pichadores, deprede ou piche alguma coisa de suas próprias casas, o que deixa claro que sabem sim perfeitamente o que fazem. Sabem que se fizerem isso em casa, ou até na própria vizinhança, apanham dos pais ou dos próprios vizinhos.


As autoridades precisam reagir, mas a sociedade tem que contribuir. O povo tem que deixar de ser leso. Nesse caso, a nossa omissão, como cidadão, é uma tremenda leseira baré. Eles destroem, picham, e nós, contribuintes, é quem paga a conta dos prejuízos e da recuperação do patrimônio público. Ao perceber a ação de um vândalo ou de um pichador, o cidadão tem que buscar uma maneira de comunicar e/ou denunciar as autoridades competentes. Se você tem conhecimento de alguém que tem essa prática, não pense duas vezes – denuncie! São duas as nossas únicas alternativas: denunciar ou deixar que o poder público continue usando o nosso dinheiro para recuperar obras e espaços públicos destruídos por vândalos e pichadores. Dinheiro esse que poderia ser aplicado melhor em outras necessidades das camadas mais carentes da população. O certo é que as autoridades têm o dever de publicar quanto se gasta com a recuperação daquilo que é destruído e pichado todos os anos por vândalos e pichadores, para que o cidadão/contribuinte sinta o tamanho da mordida e da quantidade de dinheiro que sai do seu bolso e vai para o ralo.


É preciso dar um basta! Está aí um desafio para os novos parlamentares do município, no sentido de ajudarem a encontrar uma solução para combater essa situação. E não venham com a conversa de que é uma questão de educação. Tudo bem! Então que façam essa questão tornar-se uma discussão séria nas salas de aula entre professores, pais e alunos, mas não deixem de pensar, cobrar, criar e aplicar medidas sérias e coercitivas para combater os vândalos e pichadores de plantão que estão aí nas ruas agindo impunemente e rindo da cara de todos nós.

10 de janeiro de 2009

Descaso!...

O exemplo que vou relatar é uma gota no rio de problemas e desmandos com a coisa pública, notadamente no que diz respeito às condições das vias públicas de nossa cidade. Não faz muito tempo, na chamada estrada do V8, em frente ao campo society construído ao lado do posto de gasolina onde funciona uma Casa de Picanha, fizeram um rasgo no asfalto que ia da calçada até a passarela no meio da pista. Salvo engano o rasgo foi feito para puxar água da tubulação no meio da pista. Depois de feito o rasgo e atendido interesses particulares, esqueceram o interesse coletivo, o interesse público. Deixaram o rasgo aberto no asfalto sem um reparo imediato por muitos dias e, com o tráfego intenso naquele local, começou a ficar cada dia pior.

Como usuário daquela via todos os dias, comecei a ficar incomodado com o problema, pois cada buraco que nasce nessa cidade, e já são milhares e milhares, quem paga pelo prejuízo e depreciação dos carros somos nós mesmos. Consciente dos meus direitos de cidadania, tomei então a iniciativa de cobrar providências enviando mensagens para a Prefeitura, tendo esta informado que ia verificar a minha queixa e providenciar a recuperação.

A solução dada ao problema é de causar extrema indignação e mostra o descaso com a coisa pública. O rasgo que ficou na pista, depois de atendido um interesse privado, foi transformado numa mini-lombada. Pergunto: qual a diferença do rasgo que fizeram, para a mini-lombada que lá deixaram, em termos de prejuízos para quem passa com o seu carro ali todos os dias. Nenhum! Antes eu estava passando em cima de um buraco, agora estou passando em cima de uma mini-lombada. Ambos são nocivos aos nossos carros e aos nossos bolsos. Uma pista que era perfeita naquele ponto, construída com o dinheiro do contribuinte, foi rasgada para atender um interesse privado e depois recuperada e devolvida de qualquer jeito aos seus usuários.

Está lá a imundice para quem quiser ver, ajudando a depreciar os veículos que por ali passam todos os dias. Sem falar que o pagamento desse serviço porco já deve ter sido pago e com o dinheiro do contribuinte. Quem fez a imundice? Quem autorizou pagar? Quanto custou? São perguntas que ninguém parece estar preocupado em saber, muito menos em responder. O exemplo oferecido pode até parecer um exemplo idiota, diante tantos outros problemas mais graves. Mas é um exemplo do que acontece e se repete todos os dias em nossa cidade. É o descaso com a coisa pública, alimentada pela omissão de todos nós, autoridades, políticos e cidadãos. A expectativa é que a nova administração pública e o novo parlamento municipal olhem com mais carinho e responsabilidade para a coisa pública e nós, o povo, deixemos a leseira de lado e passemos a cobrar com mais intensidade os nossos direitos. Não custa acreditar que ainda tem jeito!

9 de janeiro de 2009

Tapa-buraco!


Se o contribuinte tivesse consciência de quanto sai do seu bolso para o ralo chamado tapa-buraco, certamente teria uma atitude mais digna e mais responsável como cidadão. Podem existir outras, mas com certeza “tapar buracos” é sem dúvida uma das atividades mais interessantes (para alguns privilegiados) de ganhar dinheiro fácil nesta cidade e em todo o Brasil. É só olhar nas ruas e constatar que o serviço é mal feito, é porco, é mal acompanhado, é mal fiscalizado, ninguém mede nada e não duram 30 dias. De nada adianta várias equipes espalhadas pela cidade fazendo tapa-buracos, se cada uma dessas equipes tapa do jeito que bem quer e entende.

Pasmem! É comum você assistir uma operação onde eles chegam, passam a vassoura para tirar o lixo ou a água do buraco, jogam o piche, arremessam a massa em cima do buraco, espalham, vão embora e deixam para que os nossos carros venham atrás e façam o resto, ou seja, espalhar a massa para começar um novo buraco. Quem ainda não viu isso? Pois é! Isso tudo é simplesmente deplorável, imoral! É dinheiro público atirado no lixo. É mais que um ralo. É a garganta profunda dos cofres públicos.

O mais triste a constatar é que essa mazela já atingiu também as obras de recuperação e recapeamento das ruas espalhadas pela cidade. Veja a situação em que estão as ruas recém recuperadas e/ou recapeadas e que dão acesso à Cidade Nova indo pelo Parque do Mindu. É de fazer chorar de raiva e indignação. Foram feitas e entregues há bem pouco tempo. Alguns meses de muita aporrinhação, com os usuários dessas vias tendo que enfrentar lama e muita poeira, porém confiantes na entrega de uma obra digna de aplausos e reconhecimento. Pergunto: quem aplaude a qualidade da pavimentação que foi feita? Qual nota você daria para a qualidade do serviço de acabamento geral (pista e meio-fio) que foi deixado? De 0 a 10, será que uma nota 3 de reprovação seria uma nota injusta? E uma última pergunta: por acaso alguém sabe dizer qual foi a empresa responsável e quanto custou?

A única coisa certa é que os serviços foram executados sem o cuidado e sem o carinho que as obras de interesse público devem merecer. Como é público – então que seja de qualquer jeito. E daí! Ninguém reclama mesmo! Porque esquentar a cabeça? Depois a Prefeitura se encarrega de contratar a mesma empresa que fez a porcaria na obra de recapeamento e coloca para ganhar dinheiro fazendo o tapa-buraco. Também ninguém vai reclamar! E se reclamarem, é simples – basta colocar a culpa na chuva ou em São Pedro. O povo acaba acreditando que é apenas a vontade de Deus e não vai se importar de pagar mais impostos para fazerem tudo de novo e do mesmo jeito.

A expectativa é que a atual administração da Prefeitura monte uma estrutura séria de acompanhamento dessas operações tapa-buracos e crie mecanismos facilitadores para que as pessoas possam participar dessa fiscalização. Em cada local em que estiver ocorrendo uma operação tapa-buraco ou de recapeamento, os trabalhadores devem estar identificados com o nome da empresa responsável. Nos cavaletes de proteção tem que estar lá disponível, em letras garrafais, legíveis, um número de telefone ou e-mail, para onde o cidadão possa enviar suas sugestões, criticas, denúncias, etc. Nos outdoors, em lugar de fazerem apenas propaganda do governo - “aqui tem obra desse ou daquele governo” - incluam também informações que possibilitem as pessoas participarem e contribuírem com a fiscalização das obras públicas. É apenas uma questão de vontade política. É hora de tomar vergonha!...

3 de janeiro de 2009

Será ótimo - quando for verdade...

Os noticiários sobre a posse de prefeitos e vereadores em Manaus e em todo Brasil, nos levam a imaginar por alguns instantes que fomos transportados para um outro país ou para um outro mundo, bem diferente daquele em que acabamos de comemorar o encerramento de mais um ano.

Os discursos acalorados de disposição, amor à causa pública e promessas de honestidade e transparência, arrepiaram principalmente os mais emotivos ou menos avisados. Se depender do que foi dito e prometido neste dia primeiro de janeiro de 2009, é como começarmos um novo capítulo da história política da nossa cidade. Para que não percam o pique, tampouco não nos decepcionem já no primeiro mês, particularmente os estreantes, é bom lembrar e comentar algumas coisas elementares.

Comecem pensando no bolso do contribuinte, acabando definitivamente com o tal auxílio paletó. Os salários foram reajustados e nenhum vereador deve continuar metendo a mão no bolso do contribuinte para arrumar uma ponta por fora (auxílio) para comprar paletó para trabalhar. Tanta gente pobre e desempregada precisando de auxílio para comer e sobreviver e os nossos vereadores, a maioria com formação e profissão estável por fora, recebem auxílio para comprar paletó. E não venham com a conversa de que isso é de praxe em todas as casas legislativas. Considerando que nenhum vereador é um macaco ou papagaio para ficar por aí imitando os outros, eis então uma boa oportunidade para começar fazendo a diferença. Vamos lá! Mostrem que os discursos de primeiro de janeiro vale para qualquer coisa, inclusive para acabar com coisas esdrúxulas como a verba extra para compra de paletó.

É bom lembrar também que a eleição da mesa da CMM ficou bem distante daquilo que podemos chamar de disputa democrática. Não houve disputa alguma! O que assistimos foi o resultado de acordos e conchavos políticos sem transparência alguma, onde até um opositor ganhou espaço, mas já saiu atirando para tudo quanto é lado, dizendo que vai fazer oposição ferrenha à administração da prefeitura. É bom até guardarmos com carinho o que foi dito pelo citado estreante vereador opositor, para nos certificarmos se no decorrer do seu mandato vai mesmo fazer aquilo que declarou à imprensa no primeiro dia do seu mandato. Estamos de olho!

Não dá para colocar muitas esperanças nos atuais mandatos, seja do executivo ou do legislativo municipal. O passado recente não nos anima, levando-nos a desconfiar e colocar o pé atrás em todos os sentidos. O que não significa que não podemos mudar de idéia com o passar do tempo. Só vai depender do prefeito e vereadores cumprirem o que prometeram nos palanques e nos discursos de posse em primeiro de janeiro. Vamos acompanhar atentamente, aplaudindo as coisas boas e repudiando tudo o que for contrário e prejudicial à sociedade como um todo.