29 de maio de 2007

Placa de Obra Pública.

Não faz muito tempo, encaminhei para alguns políticos locais, deputados federais e até senadores, um comentário sobre uma coisa que ninguém sabe explicar convincentemente qual é a sua real utilidade. Estou falando de algo que me irrita quando eu vejo nas ruas e principalmente nas estradas. É a tal PLACA DE OBRA PÚBLICA, que na verdade só serve como marketing de governo. Quando colocadas, intencionalmente, salvo melhor juízo, não trazem ou não oferecem qualquer tipo de ajuda e/ou facilidade para que o cidadão comum, exercitando o seu direito de cidadania, possa de alguma forma participar e/ou contribuir com a fiscalização das obras.
Além dos valores de investimentos anunciados e o marketing em cima da imagem do governo que está patrocinando a obra, lamentavelmente nada mais sobra de útil. Se formos levantar quantas dessas placas inúteis existem hoje espalhadas no Brasil, de obras abandonadas e/ou em execução, e se formos somar quanto foi gasto na confecção dessa tralha, teremos então a idéia do que é jogar dinheiro no ralo. Engana-se quem acha que só a corrupção é quem engole o dinheiro público. Perdemos também muito dinheiro público para coisas inúteis, como é o caso das placas de obras públicas.
A placa de obra pública só terá utilidade pública, no dia em que aparecer alguém que se disponha a exigir que todas, indistintamente, tragam informações de fato úteis e que possibilitem a participação do cidadão na sua fiscalização. É simples: pode ser um número de telefone ou um endereço eletrônico. Qual a dificuldade de se inserir essas alternativas para que o cidadão, ao constatar qualquer irregularidade, denuncie?
Hoje, se alguém passar por uma obra sendo construída com recursos públicos, seja na cidade ou na estrada, e identificar algum tipo de irregularidade, se depender da placa que lá está fincada, com certeza encontrará de tudo, menos orientação sobre o que fazer ou a quem se dirigir em caso de denúncia. Insisto: até prova em contrário, é nítida a enorme falta de boa vontade em criarem facilidades para que o cidadão possa ajudar na fiscalização das obras públicas. A Gautama, líder em número obras públicas - agradece.

28 de maio de 2007

Espantou - e só!...

Recentemente uma deputada interrompeu uma reunião da Câmara de Deputados e aos prantos contou ao presidente da mesa que foi ofendida pelo seu colega da casa, o deputado Clodovil. Com todo respeito, confesso que fiquei muito mais espantado do que comovido com os prantos da ilustre deputada. O que não significa que eu aprove o que fez o seu agressor, que todos ali naquela casa, e no Brasil inteiro, já conhecem o perfil. Ele não costuma durar muito por onde passa e aqueles que estão aterrorizados com o poder de fogo da sua língua dentro da Câmara Federal, com certeza não querem arriscar a idéia de provar do veneno e já pensam em aproveitar a situação para mandar o deputado de volta para casa. Difícil vai ser explicar para a sociedade uma possível cassação de Clodovil, depois de perdoarem a maior parte da turma do mensalão. A ofensa do deputado à colega na verdade não teve a repercussão proporcional à sua gravidade, provavelmente por ter sido praticada contra um membro do Congresso Nacional, cuja imagem e credibilidade perante a sociedade é ruim demais há algum tempo e só tem piorado.
É o que eu disse: espantou – e só!
Tivesse sido praticada contra qualquer outra pessoa de outro ambiente, a reação popular com certeza teria sido bem mais contundente. Cabe com certeza uma rigorosa advertência ao deputado, que não é nenhum bobinho, nem santinho, e que depois de mais esse barraco, quem sabe não vai pensar duas vezes antes de arrumar outro babado.
Até este momento, como deputado, e até prova em contrário, o Clodovil já mostrou ser um exótico decorador de gabinete e um exemplo claro do que significa ser um peixe fora d’água. Por enquanto, salvo melhor juízo, em termos de Congresso Nacional, o deputado Clodovil está igual aquele sujeito escolhido para ser um secretário de agricultura, mas que não conseguia distinguir um boi de um pé de couve. Porém, considerando o estágio atual em que chegou a imagem do Congresso, faz menos mal ao povo se estressar com os ataques e barracos do deputado Clô, do que com os ataques ferozes aos cofres públicos praticados por um punhado de deputados e outros homens públicos que estão afogando o nosso Brasil na corrupção.
Por último, eu gostaria de entender porque os deputados no Congresso só conseguem atingir o ápice da sua sensibilidade e emoção, soluçar e derramar lágrimas frente às câmeras, quando é para se autodefender do indefensável ou para se lamentar de supostas ofensas pessoais praticadas por outros colegas de parlamento. E quando uma nação inteira é ofendida e estrupada por alguns deles, como foi no caso do mensalão e agora na operação navalha, porque será que não aparece ninguém correndo aos prantos até a mesa da presidência ou até a tribuna, para interromper os trabalhos e pedir aos seus parceiros, em nome do povo brasileiro, mais respeito, mais dignidade e mais vergonha na cara?

22 de maio de 2007

Dentro das Normas - Me engana, vai!...


De acordo com o noticiário local, o superintendente da Imtrans assegura que todos os radares instalados em Manaus estão sinalizados e visíveis aos motoristas. O superintendente obviamente tem todo o direito de falar o que bem entendi, só não pode é brincar com a inteligência da gente. Dizer que os radares estão todos sinalizados não quer dizer nada. Pode até ser que todos estejam de fato sinalizados. O problema é a qualidade dessa sinalização. Desculpem a sinceridade, mas a sinalização em boa parte é imoral, é de péssima qualidade e, no horário noturno, tornam-se ainda piores. Tem quem ache que a sinalização está perfeita e de acordo com todas as exigências da tal resolução do Contran, como é o caso do depoimento do superintendente do Imtrans. Eu até entendo sua postura, pois se ele não elogiar a própria cria – quem vai fazer isso por ele?

O mais triste nessa situação, é que o Superintendente vai para a mídia falar o que lhe convêm e fica por isso mesmo. Já li inúmeras críticas à qualidade dessa sinalização e não muda nada, absolutamente nada. Nem mesmo os nossos ilustres vereadores, supostos fiscais do povo, e que também são alvos desses radares e da péssima sinalização que aí está, conseguem chamar a atenção da Prefeitura para a porcaria que é essa sinalização espalhada na cidade. Pelo jeito é mais fácil aos vereadores legislarem em causa própria criando o AVANÇA LIVRE RADAR, do que conseguirem que a Prefeitura faça uma sinalização de fato decente para os usuários.

Pensando bem, em termos de trânsito em Manaus, quem dera o problema fosse apenas a sinalização dos radares. Não é mesmo? Na realidade o projeto dos radares é o único que avança e tem uma explicação. Funcionando é uma máquina de fazer dinheiro para a Prefeitura. E só!

O que está em discussão na verdade é a qualidade dos serviços de sinalização dos radares, que nada mais é do que o reflexo do descaso em que se encontra o sistema de trânsito/transporte na cidade. Aqui ninguém cumpre nada e ninguém respeita ninguém. Vejamos o caso dos transportes urbanos. As empresas até hoje mantêm os ônibus circulando com placas de outros estados; usam veículos velhos, cacarecos, caindo aos pedaços e fica por isso mesmo; até hoje não instalaram as câmaras de segurança no interior dos coletivos, supostamente exigida por uma lei furreca que ninguém dá bola; ganharam de presente o aumento da tarifa de ônibus e a qualidade dos serviços aos usuários e os salários dos motoristas e cobradores continuam uma m.... De parte da Prefeitura a coisa não é lá muito diferente: aumentou a tarifa de ônibus fazendo mil promessas; mandou dar porrada nos estudantes que reclamaram do aumento; prometeu licitação e ônibus novos e não aconteceu nada por enquanto; porém não esqueceu de instalar os radares para dar uma melhorada na arrecadação. Para uma Prefeitura que, segundo dizem, anda de saco vazio, acabam nem podendo negar que os radares estão dando aquela mãozinha na arrecadação. Digam que não, vai! Enganem-me que eu já estou ficando acostumado!

21 de maio de 2007

Nem as amizades sobrevivem!...

No estágio em que a política nacional e os políticos chegaram, é mais do que evidente de que convívio entre eles virou uma onda permanente de conflitos de toda ordem, onde sobreviver vale qualquer sacrifício, inclusive passar por cima e enterrar as velhas amizades que pareciam eternas.
Aqui no nosso pedaço de chão, quem acompanhava os noticiários e as entrevistas de jornais, rádio e televisão, com certeza não se surpreendeu com os resultados da relação que se desgastou paulatinamente entre o Prefeito, seu filho e assessores de um lado, e o ex-secretário de obras do outro.
O que mais chama a atenção agora nesse triste episódio, é o Prefeito, tendo a maioria absoluta dentro da Câmara Municipal, assistir o ex-secretário de obras ser convidado para prestar depoimento naquela casa. Quem tem uma bancada dessa como aliada, com certeza não precisa de inimigos. E não venham com a conversa fiada de que apoiaram a convocação do ex-secretário em nome do dever, da verdade e da transparência prometida em campanha. Todos sabem que são raros aqueles que de fato tentam, se esforçam, mas nem assim conseguem colocar em prática essa conduta de dever, verdade e transparência na política brasileira.
Só quem não conhece o perfil do ex-secretário, imaginava que a sua presença na CMM para prestar depoimento, seria apenas mais um entre tantos outros depoimentos que acontecem naquela casa, hilários, insignificantes ou bombásticos, e que quase sempre não resultam em nada que possamos aplaudir nesses últimos tempos.
O secretário de obras, que ainda no cargo mostrava certa independência quando era para falar o que achava que tinha que falar, e isso pelo jeito vinha incomodando, aproveitou o momento que a CMM lhe concedeu para abrir a conjugação de todos os verbos. Como diz o ditado - deitou e rolou!
Independente da sua responsabilidade em tudo aquilo que denunciou, com clareza e documentos inclusive, o secretário acabou revelando existir um desencontro entre certos membros do primeiro escalão, que para algumas pessoas não é novidade, mas que para muitos surpreendeu.
E agora? O que será que os aliados do Prefeito dentro da CMM (a maioria) pretendem fazer? Será que terão coragem de ir fundo e investigar tudo o que disse o ex-secretário? Diante da realidade presente, onde as conveniências políticas falam mais alto do que o interesse público - tenho as minhas dúvidas!
São duas as alternativas hoje: tratar de enterrar o assunto e esperar que o povo esqueça o mais rápido possível, pois as eleições estão próximas; ou então chamar os secretários citados no depoimento para iniciar um processo perverso de desqualificação de todas as afirmações e documentos apresentados pelo ex-secretário, ou seja, transformá-lo, a qualquer custo e sacrifício, num traidor, infiel e MENTIROSO. E mais! Sem direito a uma nova chance de voltar à CMM para replica e/ou defesa de sua honra. E bom não descartarmos essa hipótese.
Que isto nos sirva de exemplo, no sentido de jamais envolvermos ou levarmos as nossas amizades pessoais para o convívio político, seja em qual esfera for, principalmente aquelas amizades mais próximas e mais queridas. Possa ser que um dia voltemos a ver o ex-secretário, prefeito, filho e assessores, abraçados e sorridentes em cima de um palanque político pedindo voto. É bom lembrar que por aqui, politicamente, até boi voa. Porém, fiquem certo de que se isso acontecer, essa nova união não será fruto do perdão sincero entre as partes envolvidas, tampouco a continuação de uma amizade plena que nasceu numa infância distante e feliz. Com certeza será apenas uma acomodação de possíveis interesses comuns, que fazem parte de um jogo bem maior onde a amizade é o que menos conta - é apenas um simples detalhe.

TIM-TIM, um brinde à inoperância!...

Como operadora de celulares a TIM tem se mostrado ser uma esforçada organizadora de eventos, premiando todos os anos aqueles artistas e atores que se destacam no cenário nacional. Aliás, a própria TIM já anda anunciando e reconhecendo que o seu mundo é o da música, ou seja, bem diferente daquilo que efetivamente faz, e que por aqui, comprovadamente, faz muito mal.
Fico imaginando se as figuras premiadas, por conta dos prêmios que recebem ano a ano, cachês ou contratos, conseguem carregar de fato no bolso ou na bolsa, um celular operado pela TIM. Salvo melhor juízo, devem agir inteligentemente como aquele eleitor que não deixa de receber o rancho distribuído pelo político em campanha, mas quando chega diante da urna, opta sempre por fazer uma melhor escolha.
Em Manaus, com 99,9% de possibilidade de não errar, a TIM é indiscutivelmente uma entre as três coisas que hoje mais tiram o cidadão amazonense do sério. Deve apenas empatar com aquelas pessoas que caíram no conto da BANDA LARGA da VIVAX para Internet, em alguns pontos da cidade de Manaus. Quem quiser testar os nervos e saber de fato o que é propaganda enganosa em Manaus, esse é o momento – contrate os serviços da TIM ou da BANDA LARGA da VIVAX. Se preferir os dois juntos, posso assegurar que será um teste infalível para a paciência, os nervos e o coração.
A inoperância é tanta por aqui que, creio eu, nem mesmo naquelas poucas horas de premiação dos artistas e atores diante da televisão, o cidadão amazonense que possui um celular da TIM, consegue esquecer a péssima qualidade dos serviços que essa organização vem prestando na cidade de Manaus. Como diz um amigo meu mineiro – é ruim demais sô!
Um outro colega diz que coisa ruim também tem alguma utilidade e dá o seguinte conselho:
- Quer ficar fora da zona de alcance da sua esposa?
Dê a ela de presente um celular da TIM.
Vou parar por aqui, pois para publicar esse comentário no meu blog, vou ter que procurar um outro ponto de acesso da Internet. O da minha casa, o tal BANDA LARGA da VIVAX usada pelo meu filho, de tão veloz eu já apelidei de BANDA TARTARUGA. Já imaginaram a minha situação se além da Banda Tartaruga eu também tivesse um celular da TIM?
Encerro esse comentário manifestando a minha solidariedade aos amigos que vivem estressados por terem feito essa triste e lamentável opção. Aproveito também para dar um conselho. Não esperem nada das autoridades competentes, principalmente dos órgãos que têm o dever de controlar a qualidade desses serviços. São tão ruins ou até piores. Se a opção é pela saúde dos seus nervos, a solução é mudar de operadora. TIM-TIM - Fui!...

16 de maio de 2007

Até tu Habibes!...


Muita gente comemorou a chegada do Habibes a Manaus. Até eu!...
Evidentemente que quem deseja de fato saborear a boa e verdadeira comida árabe, o Habibe’s com certeza não é a melhor opção. Pelo contrário! Independentemente disso, já são duas casas espalhadas na cidade, o que significa que foram bem aceitos pelos consumidores e estão fazendo a alegria daqueles que gostam dos seus produtos.
Acontece que já estão também fazendo raiva e irritando a paciência de uma parcela de seus clientes. É a questão do serviço de entrega. Pasmem! O Habibes faz a entrega do pedido de um cliente que mora há mais de 10 km, mas não faz a entrega de um cliente que mora há seis quadras de distância. A desculpa é que o sistema que eles utilizam não reconhece a rua ou o CEP do cliente, e por isso o mesmo tem que se conformar com as desculpas esdrúxulas e as promessas incontáveis de que o problema do famigerado sistema vai ser corrigido um dia.
Eu não peço mais nada pelo telefone, até porque nunca fui atendido. Como uma resposta a esse tipo de tratamento, eu adotei um procedimento - não vou mais ao Habibes. Enquanto eles não reconhecerem a minha rua e o meu CEP, eu me recuso a prestigiar essa casa em qualquer sentido. Aliás, todos aqueles freqüentadores do Habibes que têm seus pedidos por telefone negado por conta do tal sistema que não reconhece a rua, bairro ou o CEP, deveriam fazer exatamente a mesma coisa.
Outra coisa que também irrita muito quem freqüenta o Habibes é a falta freqüente de produtos do seu cardápio. Dificilmente, creio eu, o cardápio inteiro está à disposição do cliente para qualquer dos produtos e/ou pratos oferecidos. Sempre tem um produto ou um prato que não pode ser atendido. Tem sempre aquela desculpa boba, ou seja, aquela conversa fiada que explica, mas não convence ninguém.
Vou ficar por aqui na expectativa de que o Habibes local anuncie o mais breve possível o dia em que vai corrigir o seu sistema e atender não só aos seus clientes que moram lá do outro lado da cidade, mas também aqueles que estão ali na sua vizinhança. Será que é pedir muito?