24 de agosto de 2009

MOTORISTA SÉRGIO - BAIANO SANGUE BOM!


No quarto dia de férias em Salvador, resolvemos conhecer o Shopping que leva o mesmo nome da cidade. Na porta do hotel conhecemos o motorista SERGIO, que estava na vez do atendimento aos clientes. Entramos no taxi e pedi que nos levasse até o Shopping Salvador. No caminho o papo fluiu normalmente e o motorista mostrou-se ser uma pessoa simples, tímida e ao mesmo tempo muito simpática e preocupada em atender bem seus passageiros.

Nessa altura das férias, já havíamos feito três dias de passeios e minha esposa queria agora passar um dia numa praia nas proximidades ali mesmo de Salvador. A sugestão era que fossemos conhecer as Praias de Itapuã, Stella Maris, Jaguaribe e Flamengo. Aproveitamos o bom papo com o motorista Sérgio a caminho do Shopping Salvador e perguntamos se ele poderia nos atender nesse passeio às praias, no estilo baiano, sem pressa. Acertamos tudo para o dia seguinte.

Conforme combinado, às 9:30 horas lá estava o motorista Sérgio nos aguardando em frente ao hotel. Aquele mesmo jeito tímido, mas sempre muito atencioso. O plano inicial, conforme combinado no dia anterior, era irmos direto para as praias, finalizando com a praia do Flamengo, onde passaríamos o resto do dia curtindo tudo de bom daquele belo lugar. Logo na saída do Hotel, puxando conversa com o motorista Sérgio, perguntei sobre os passeios oferecidos no Hotel para conhecer os pontos turísticos mais tradicionais da cidade de Salvador, com a exceção das praias. Em resposta, Sérgio nos propôs dar uma volta por alguns pontos turísticos, antes de seguirmos para as praias programadas.

Foi a melhor decisão tomada nessas férias. Sérgio nos levou naquela manhã a vários pontos turísticos da cidade, com a opção de podermos parar, fotografar e curtir com tranqüilidade e sem pressa, cada lugar visitado. No pelourinho, por exemplo, arrumamos um guia muito especial que nos contou com orgulho e riqueza de detalhes a história de cada um dos lugares visitados. Uma verdadeira aula de história.

A caminho das praias, atendendo uma recomendação de meu filho, Luiz Frederico, jovem apaixonado pelas obras e pela história do poeta Vinicius de Moraes, pedi ao motorista Sergio para conhecermos a casa em que o inesquecível poeta morou em Salvador e que fica de frente para a praia de Itapuã. Gente! Difícil não se emocionar com essa visita. Aos 54 anos de idade, confesso que não consegui conter a emoção de sentar na cadeira ao lado da estátua de Vinicius. Senti como se ele estivesse vivo ali ao meu lado, contemplando o mar e buscando inspiração divina para as suas obras imortais.

Obrigado meu poeta! Obrigado meu poeta! – foi a única coisa que silenciosamente a emoção me permitiu dizer naquele momento tão especial para mim.

Seguimos em frente chegando à Praia do Flamengo por volta das 14 horas. Simplesmente lotada! O sol nem se fala! Como costumamos dizer por aqui – era de tirar o couro. As ondas nada convidativas para quem não está acostumado com o mar e o perigo, fazendo com que a minha esposa logo desse a sua decisão – aí eu não boto nem o pé! É que ela não sabe nada e eu não fiz nenhum curso de salva-vidas.

Conseguimos arrumar um local para almoçar e demos sorte de pegar uma mesa que nos permitia apreciar a paisagem e o vai e vem das pessoas que curtiam aquele dia maravilhoso. Quanto a nós - nada de sol e nada de banho de mar. Optamos por pedir um bom prato da culinária baiana, curtir aquela brisa permanente e tirar fotografias para depois mostrar aos amigos. Às 16 horas retornamos com o motorista Sérgio para o Hotel. Era perceptível a alegria do motorista por ter nos proporcionado um bom dia de passeios, cobrando-nos ao final um preço justo e merecido pelo seu dia de trabalho. Teríamos gasto a mesma coisa ou até um pouco menos fazendo o passeio coletivo oferecido pela agência de turismo do hotel, porém jamais teríamos tido o tempo que tivemos para curtir e conhecer cada ponto visitado.

Daí para frente o motorista Sérgio passou a ser o nosso guia oficial. Conhecemos belos pontos turísticos da cidade de Salvador. Curtimos praias, visitamos igrejas, praças, parques e restaurantes. Muitos desses espaços não estão inclusos nos pacotes oferecidos pelas agências. Detalhe: não estamos criticando ou condenando os pacotes turísticos oferecidos nos hotéis. Eles são ótimos! A diferença é que nós tivemos a sorte de encontrar o motorista Sérgio, que passou a ser o nosso guia e amigo baiano. Temos certeza que em Salvador existem muitos outros motoristas que nem SERGIO. Profissionais que amam a profissão, que cumprem com responsabilidade e muita dignidade as suas funções. Gente que sabe o quanto é importante não só para eles, tratar bem todos os clientes/turistas, indistintamente. Esse comentário que estou inserindo no meu blog é o nosso reconhecimento e a nossa homenagem ao bom baiano, e agora nosso amigo, motorista SERGIO AMÉRICO. Fica com Deus!

Observação: se você for a Bahia, de férias ou a trabalho, desejando ter um bom serviço de taxi, é simples: ligue (71) 8823-8098 – SÉRGIO AMÉRICO.

18 de agosto de 2009

Enfim Férias! Parte II


No terceiro dia de férias, aceitamos a sugestão da agente de turismo do hotel e fomos fazer um passeio de ESCUNA, visitando dois belos pontos turísticos da Bahia de Todos os Santos. Fomos conhecer a Ilha dos Frades e a Ilha de Itaparica.

Depois de já estarmos acomodados na escuna e ouvindo o som ao vivo de 3 baianos afinados, fomos informados pelo guia de que precisaríamos trocar de barco. A quantidade de pessoas estava acima da capacidade do barco e o pessoal da fiscalização exigiu que fosse providenciado um barco de maior capacidade. Atrasou um pouco a saída, mas nada que prejudicasse a beleza do passeio.

Paramos na Ilha dos Frades para conhecer e tomar um banho de mar. Depois de um bom mergulho, resolvi subir um morro bem próximo à praia para tirar fotos lá de cima. Quase não chego lá! Faltou preparo físico e as energias foram todas consumidas para subir o barranco. Depois de tirar as fotos, tive que dar um tempo para recuperar as energias e descer sem problemas, confiante no ditado que diz que descer é mais fácil e todo santo ajuda. Ainda bem!

Retornamos para o barco e seguimos rumo a Ilha de Itaparica, onde faríamos o almoço. O barco obrigatoriamente tem que ficar um pouco afastado da praia para não encalhar. Pequenas embarcações recolhem os turistas no barco para levar até a praia, onde moradores esperam para ajudar a descer do barco ou até mesmo carregar as pessoas do barco até terra firme. Os turistas são recebidos animadamente pelos baianos que vivem na Ilha.

Depois do almoço fomos fazer um passeio pela ilha de Itaparica junto com um pequeno grupo de turistas. O guia local, um baiano cheio de ginga, animou a turma durante a visita aos pontos turísticos. Assim que iniciamos o passeio pela ilha, aconteceu algo muito constrangedor, principalmente para os turistas brasileiros que estavam no microônibus. O guia falava da separação da Ilha em duas comunidades: a de Itaparica e de Vera Cruz. Ao terminar a explicação, um turista estrangeiro muito atento ao que falava o guia, perguntou:

- E qual foi o motivo da separação?

Não sei! Quem sabe morre! – respondeu o guia baiano sem pestanejar.

Antes mesmo que processássemos o que ele disse, sorrindo e fazendo o tradicional movimento com as mãos, o guia complementou ironicamente:

- Separaram para poder roubar mais!

Ficamos todos sem saber o que dizer. Não houve qualquer reação de aprovação ou reprovação ao que foi dito pelo guia. Ficamos todos mudos. O gringo, coitado, ficou sem entender coisa alguma. Pareceu-me ter ficado muito mais envergonhado e constrangido do que nós mesmos, brasileiros. Com certeza não esperava pela resposta que lhe foi dada. Não fez mais nenhuma pergunta durante todo o passeio.

O dia de passeio, como um todo, foi maravilhoso. De diferente ou destoante, apenas a atitude do guia baiano ao explicar para o turista estrangeiro a separação ocorrida na Ilha de Itaparica.

- Separaram para poder roubar mais! Essa informação creio que deve estar ecoando na cabeça do gringo até agora. Imaginem a imagem que ele vai levando do país e o que ele vai dizer do que ouviu dos próprios brasileiros.

15 de agosto de 2009

Enfim, férias!...


Saímos às 4 horas da madrugada de Manaus, com destino a Salvador, com escala em Brasília. O vôo (737-700 da Gol) saiu no horário e com poucos passageiros. Nesse vôo, principalmente no início de semana e com destino a Brasília, é comum encontrarmos algum político dentro da aeronave. Não foi diferente desta vez. Próximo a nós viajou o deputado federal Francisco Praciano. Foi um vôo tranqüilo, com o tradicional serviço de bordo – pacote de bolachinhas salgadas, refrigerante ou suco de laranja.

Chegamos a Brasília no início da manhã com uma temperatura super agradável. Um frio gostoso de sentir. Aproveitamos para tomar um café da manhã no aeroporto e embarcamos por volta de meio dia, com destino a Salvador. Desta vez o vôo foi num 737-800, mas o serviço de bordo não mudou - bolachinhas salgadas com refrigerante ou suco de laranja.

Desembarcamos em Salvador por volta das 14 horas, onde já estive em duas outras oportunidades. A primeira quando estava cursando a ESG e a segunda quando fui ministrar uma palestra. Apesar das duas oportunidades de estar em Salvador, não tive muito tempo para conhecer a cidade, daí a minha vontade de voltar, desta vez em companhia da minha esposa Adriana, que nunca esteve na Bahia.

No aeroporto buscamos o serviço de TAXI para nos levar até o hotel IBIS. Foi a primeira despesa em terra de Caetano. De cara achei salgado o preço da corrida, mas, em seguida, conferindo o tempo e a distância até o hotel, conclui que o preço é razoável. Sem falar que você faz a corrida com tranqüilidade, pois a empresa e o motorista são credenciados. O item segurança nesse caso não pode ser negligenciado.

Chegamos ao Hotel IBIS com a nossa reserva já assegurada e nos colocaram no sétimo andar, apt. 771. Da janela podemos ver uma ponta de praia e o mar. Nesse momento, enquanto escrevo, estou ouvindo o mar batendo nas pedras. O vento é constante e super gostoso. Ameaça chover.

Depois de nos acomodarmos no apartamento, bateu uma fome danada. Resolvemos descer e pesquisar um local para almoçar. No caminho que fizemos do aeroporto para o hotel, já próximo do nosso destino, tínhamos visto uma churrascaria famosa, de nome FOGO DE CHÃO. Minha esposa aceitou a sugestão e resolvemos pegar um taxi para nos levar até lá. Ao entrarmos no taxi, não só pedi ao motorista que nos levasse ao FOGO DE CHÃO como perguntei a ele se estávamos fazendo uma boa escolha para almoçar. Sem desqualificar a nossa escolha, o motorista muito atencioso nos ofereceu outra opção, dizendo que não íamos nos decepcionar. Indicou-nos a Churrascaria Boi Preto e nós aceitamos prontamente.

Quando chegamos à churrascaria, fomos recepcionados na porta e levados para uma mesa. Quando entramos no salão, percebemos que um rapaz discursava com um papel na mão. Não prestei muita atenção no discurso, pois estava concentrado em escolher uma boa mesa para sentarmos. Assim que sentamos, o rapaz encerrou o discurso, algumas pessoas aplaudiram e eu acompanhei nos aplausos. Nem sabia do que se tratava, mas aplaudi. Em seguida, outro rapaz, sentado em outra mesa próxima ao primeiro orador, iniciou um novo discurso. Desta vez, prestando mais atenção ao segundo orador, descobri que eram todos alunos de alguma faculdade de direito e estavam ali comemorando o dia do advogado. Só com um detalhe – eram 22 pessoas, que comeram e beberam a vontade, mas que já chegaram ao restaurante com a idéia de não pagarem a conta. É o que eles chamam de trote. Dizem que esse tipo de calote acontece e/ou acontecia muito em São Paulo, onde os estudantes de direito escolhem um restaurante para vítima, vão lá comer, beber e depois penduram a conta para nunca mais pagar.

Encerrado os discursos, percebemos que o tempo fechou entre os lideres do grupo e a gerencia do restaurante. O gerente não se sensibilizou com os discursos da molecada e resolveu cobrar a conta. Pelas minhas contas o trote, ou melhor, o calote, devia ultrapassar mil e quinhentos reais. Os estudantes foram levados para uma área reservada e depois de algum tempo começou a chegar gente. Por último chegou o camburão da polícia e dois policiais. Segundo informações dos garçons que nos atendiam, não houve acordo e todos foram levados para a Delegacia de Polícia. Alguns deles foram levados na própria viatura da polícia. A alegria estampada no rosto da molecada durante os discursos para não pagar a conta, foi substituído por um semblante de muita inquietação e preocupação.

Não sabemos dizer qual foi o resultado dessa tentativa de calote. A única coisa que eu sei, é que tentei por várias vezes localizar o meu amigo Luciano, em Manaus, para que me fizesse um discurso rápido para eu pleitear pelo menos um abatimento na minha conta.

Terminado o almoço, excelente, diga-se de passagem, já por volta das 4 horas da tarde o cansaço bateu forte e resolvemos voltar para o hotel, passando antes num supermercado para comprar algo para abastecer o nosso frigobar. Como nosso primeiro dia de férias, podemos dizer que foi nota dez. Amanhã tem mais!

7 de agosto de 2009

Carta à EMBRATEL - mais atenção com os idosos.

Vou contar uma história para que os senhores da Embratel entendam melhor a situação que criaram para a minha genitora, Rosalina Ribeiro de Aguiar, uma senhora de 77 anos de idade, residente em Manaus.

Há algum tempo minha mãe vem se queixando do tamanho da conta do seu telefone fixo (3642-7716). Destaque-se que ela (Rosalina) é detentora de uma linha telefônica desde os tempos da antiga TELAMAZON. Ganhou essa linha de meu avô, Manoel Ribeiro, quando ainda morávamos todos juntos, na Avenida Getúlio Vargas, nas proximidades, aliás, de onde nasceu a primeira sede da Telamazon em Manaus, esquina com a Rua Leonardo Malcher. Com certeza são mais de 30 anos!

Há alguns dias atrás atendi meu celular e era meu filho ligando preocupado para dizer que sua avó, Dona Rosalina, estava ao telefone fixo (3642-7716) conversando com alguém, supostamente da EMBRATEL, sobre a compra de um novo telefone fixo, que ia resolver o problema das contas altas todos os meses. A preocupação maior era que, nessa conversa, minha mãe já havia passado todas as suas informações pessoais, inclusive número de cartão de crédito, e mantinha uma conversa com alguém do outro lado da linha como se já se conhecessem há muito tempo. Não era nenhuma novidade para mim, pois esse é o jeito de minha mãe conversar, seja ao telefone ou não. Ela é sempre muito atenciosa e cativante em qualquer situação.

Fiquei preocupado com a informação, pois não posso esquecer de que vivo no Brasil, o país de todos os golpes. Mas apostei na idéia de que o contato era verdadeiro e que minha mãe estaria fazendo um bom negócio. Nesse mesmo dia, a noitinha, enquanto atualizava minhas coisas no computador, como sempre faço praticamente todos os dias, minha mãe Rosalina se aproximou para me dar a notícia da compra do telefone. Começou gaguejando um pouco, achando que eu poderia criticá-la pela idéia arriscada de fazer negócio pelo telefone. Contou-me que recebeu uma ligação de alguém da Embratel oferecendo um telefone fixo e que lhe deu garantia de que a conta vai diminuir. Estava feliz e eu resolvi compartilhar com ela, sem conduto deixar de alertá-la para os cuidados que deve ter ao receber determinadas ligações e fazer negócios ao telefone. Sempre muito atenciosa com as pessoas, ela acaba se tornando presa fácil para muito bandido que uso o telefone para aplicar golpes. Não é, obviamente, o caso dos funcionários da Embratel, mas logo vão ficar entendendo onde está o nosso desapontamento e revolta.

Um ou dois dias depois, na mesma situação, ou seja, enquanto cuidava de atualizar as minhas coisas no computador, minha mãe Rosalina se aproximou de mim com uma pequena caixa nas mãos e já com aquela fisionomia preocupada e de quem não estava entendendo nada. Disse-me:

- Meu filho, dê uma olhada nisso aqui que chegou para mim da Embratel. Será que é o telefone fixo que eu comprei? Eu não comprei celular e eles me mandaram um celular! Será meu filho que eu fiz besteira?

Senhores, foi nesse momento que começou o meu problema.

Aos 77 anos de idade, totalmente leiga no assunto, foi difícil para fazer a Dona Rosalina compreender que aquele pequeno telefone C2008s HUAWEI PHONE parece um celular, mas não é um celular; funciona como um telefone fixo, mas não é grande como os tradicionais telefones fixos como o dela (GE); e que aquele era de fato o telefone que ela comprou para substituir o seu telefone atual, grande, de mesa, de fácil manuseio e de boa visualização dos números (principalmente para idosos com dificuldades de visão).

Na cabeça de minha mãe, ela teria fechado negócio para trocar o seu telefone fixo grande de mesa, marca GE, por outro telefone fixo de mesa e não por um telefone do tamanho de um celular. A sua intenção era apenas diminuir a conta do telefone, mas lhe diminuíram também o tamanho do aparelho, do visor e dos números.

Meu filho não foi isso que eu pedi. Fiz besteira não foi? – insistia a minha mãe, já triste e quase chorando, o que não é bom para quem já convive com problemas de depressão.

Tudo isso aconteceu, senhores da EMBRATEL, por que quem está do outro lado da linha fazendo negócio para vocês, tem uma única preocupação – vender e faturar! Ao perceberem que do outro lado da linha está uma senhora de 77 anos de idade, deveria haver maior preocupação e mais respeito, pois são pessoas que na maioria dos casos precisam ter mais explicações para entenderem o que estão lhe oferecendo. Os senhores nos obrigam a acreditar que seus agentes fazem exatamente ao contrário, ou seja, aproveitam-se da ingenuidade dos idosos e empurram suas vendas de qualquer jeito. Tenho a mais absoluta certeza que se tivessem explicado para minha mãe que o novo telefone fixo não seria igual ao que ela possui, mas do tamanho de um celular, ela não teria fechado negócio e não estaria agora triste e deprimida por conta disso.

E não ficou só nisso! Preocupado em cumprir com a sua parte na negociação com a Embratel, pasmem, Dona Rosalina queria pegar um taxi no dia seguinte e ir até a Embratel da Emilio Moreira para pagar a fatura do telefone e informar que não ia mais querer efetuar a trocar do telefone. Ingênua, nem lembrava que dera o número de seu cartão de crédito para que faturassem o valor do telefone. Mesmo prejudicada pela qualidade das informações passadas no momento da venda, dona Rosalina fazia questão de honrar a sua parte no negócio. Será que a Embratel vai fazer o mesmo, reconhecendo que lhe atenderam mal?

Estou perdendo esse tempo todo para fazer esse relato, com o objeto de ajudar essa empresa a corrigir suas falhas e impedir que outros idosos(as) sejam novas vítimas da conversa de vendedores que estão preocupados exclusivamente em vender e faturar. Quando estiverem fazendo negócio com idosos ao telefone, basta lembrar que são pessoas que merecem mais atenção e precisam de maiores esclarecimentos. Não façam com as mães de clientes aquilo que fizeram com a minha mãe, dona Rosalina Ribeiro de Aguiar. Elas não merecem! Não queiram para as mães dos seus clientes o que não desejam para as próprias mães. É simples!

Com relação à Dona Rosalina, ela continua triste e sem saber o que fazer com o telefone. Eu sugeri que ela faça uma tentativa, regularize o novo telefone fixo e avalie mais adiante se valeu a pena. Ela decidiu esperar pelo resultado desse meu relato, na esperança de que a Embratel reconheça a sua falha e mande alguém até ela, não para pedir desculpas, mas pelo menos para lhe orientar como ligar e operar o novo telefone. Diante de tamanha falha no tratamento de um cliente idoso, é o mínimo que se espera de uma empresa do porte da Embratel. E, pelo amor de Deus, não esqueçam de rever a forma de atendimento de idosos ao telefone, principalmente na hora de vender e faturar. Façam bons negócios, mas sem causar tristeza e depressão a quem não merece. Será que é pedir muito!

5 de agosto de 2009

Justiça Eleitoral na Berlinda!


Com a intenção de se promoverem e ganharem espaço nos jornais e na televisão, é muito comum os políticos promoverem denúncias graves contra quem obviamente pode lhes dar visibilidade e ibope por alguns dias. A denúncia do deputado Wilson publicada no blog do Holanda contra a justiça eleitoral é extremamente grave, porém, é pena que a sociedade não tenha a real dimensão desse processo e olhe a denúncia apenas como mais uma daquelas que acontecem todos os dias e ninguém vai preso.

O fato destacado de que o assunto já é comentando abertamente nos corredores do próprio tribunal eleitoral, entre servidores, promotores, advogados e outros, mostra explicitamente o grau de promiscuidade que existe entre aquelas pessoas que deviam dar exemplo e fazer prevalecer a lei e a justiça. Porém, não podemos esquecer de que isso aqui é Brasil. A própria justiça denunciada se encarregará de deixar as coisas esfriarem e caírem no esquecimento. Deus permita que dessa vez eu esteja enganado. Mas, se por acaso a coisa apertar - é muito simples! O parlamentar chama a mídia para uma coletiva e declara que foi mal entendido, mal interpretado, pede desculpas e avisa de cara feia que vai processar os jornalistas que o entrevistaram e deturparam as suas palavras. Essa é a ordem natural das coisas no país do faz de conta. Depois é só dar tempo ao tempo – o povo esquece e eles apostam nisso. De resto, façam as suas apostas: o deputado vai segurar o pepino ou vai desmentir tudo ou parte do que disse? Aguardem!

4 de agosto de 2009

BOLA DA SUFRAMA


Nesta manhã de segunda-feira (03.08.2009), um cidadão ligou para o programa matinal do Garotinho para lhe fazer um apelo. Pela maneira de falar conclui que o sujeito parecia querer fazer um derradeiro apelo, buscando solucionar um problema que não é só dele, mas de muitas outras pessoas que precisam diariamente passar pela Bola da SUFRAMA, seja de carona, montado num coletivo ou dirigindo o seu próprio carro.

Respondendo ao cidadão, Garotinho até que foi muito sincero. Disse que há muito tempo vem falando desse problema no seu programa e pedindo uma solução das autoridades competentes, sem que nada fosse feito até a presente data. Sem perder o espírito público, Garotinho prometeu que faria um novo apelo.

Eu sou uma dessas pessoas que de segunda a sexta-feira precisa passar pela Bola da SUFRAMA, indo ou vindo do trabalho. Com relação ao que ali está acontecendo todos os dias e há tanto tempo, eu tenho a minha opinião particular:

- É o quintal do inferno! É o caos ao vivo e em cores! É tudo aquilo que reunido num único ponto, expressa de forma cristalina o que vem a ser o descaso e a falta de compromisso das autoridades com a solução dos problemas que afligem a população. Todos eles conhecem a gravidade do problema, sabem inclusive como resolvê-lo, porém optam pela covarde omissão do dever.

No último sábado (01.08.2009) o governador disse na rádio que ele precisa às vezes dar um puxão de orelha em seus secretários e assessores(as) para que as coisas aconteçam. Pensando nisso, faço daqui um apelo ao governador para que mande a diretora do DETRAN e o pessoal da Polícia de Trânsito, passar um dia inteiro em frente ao prédio da Loja Esplanada, para sentirem o que o povo há tempos vem passando por conta do caos instalado na Bola da Suframa, em particular em frente à Loja Esplanada.