20 de novembro de 2008

O vereador mais votado!...


O vereador mais votado de Manaus teve o seu mandato confirmado pela maioria dos votos dos juízes do TRE do Estado do Amazonas. O questionamento que se faz agora, diante desse resultado, é o seguinte: – o que temos a comemorar de fato?

O que estamos assistindo é algo que nos deixa profundamente preocupados. De certa forma até envergonhados. Sob o argumento da Lei Arcaica, daqui um pouco quantos crimes e quantos criminosos estarão sendo agraciados. Se não bastasse, ainda vamos ter que agüentar assisti-los saindo dos tribunais festejados e carregados no colo como vitoriosos. Daí eu volto à pergunta - vitória de quem? Neste país que tem Lei para tudo o que se pode pensar, imaginemos o que pode acontecer se a onda da lei arcaica vingar daqui para frente para impedir de que seja aplicada e cumprida.

Nada contra o candidato mais votado. Tem seus méritos! É um sujeito muito inteligente e que de posse de uma arma poderosa nas mãos, soube usar as mazelas do povo e a desgraça alheia para garimpar simpatia e milhares de votos. Usa uma arma bem sem-vergonha para captar votos, mas faz isso dentro da lei. Aliás, todos condenam os programas do tipo explorado pelo vereador mais votado, principalmente os próprios políticos, mas nenhum deles se dispõe a discutir o tema e a criar uma lei para impedir, pois no fundo sonham com a oportunidade de terem para si também um programa similar.

Sob o argumento da Lei Arcaica, entendo que acaba debaixo do tapete as falhas cometidas com relação ao acompanhamento da vida funcional do vereador, que é servidor da TRE, e que era obrigação da casa saber que ele não podia se candidatar e impedir a sua candidatura no ato da sua inscrição. Da mesma forma errou o candidato que não podia alegar desconhecimento da sua situação funcional junto ao TRE e seus impedimentos, preferindo dar uma de João sem braço. Vai ver não estava acreditando no seu potencial e achou que não ia ganhar como das outras vezes. O resultado é isso aí que estamos vendo, ou seja, a justiça dando justificativas que não convencem a sociedade e o candidato comemorando uma candidatura conquistada atropelando a lei. O mais triste é que essa Lei qualificada como arcaica vai continuar por aí causando mais estragos, mais descrédito e mais vergonha.

Boas Notícias!...

Nesta véspera de feriado, durante breve contato pessoal com o vereador Massami Miki, conversamos rapidamente sobre a última campanha eleitoral e sobre alguns assuntos de interesse dos munícipes. Entre esses assuntos falamos de propostas de trabalho da futura administração da prefeitura de Manaus, a partir de janeiro próximo, já sob o comando de Amazonino Mendes. Das informações que Massami me passou, duas me chamaram a atenção e me deixaram ansioso para acompanhar os resultados. A primeira e mais importante, é de que Amazonino Mendes pretende dedicar uma atenção especial para a questão da educação no âmbito do município. A segunda, é que o futuro prefeito está decidido a dar um perfil técnico e jovem à sua equipe de primeiro e segundo escalão.

No que diz respeito à educação, entendo que o prefeito tem ao seu alcance o material humano e os instrumentos necessários para começar uma revolução em todos os sentidos na educação do município de Manaus. É só uma questão de vontade política, começando pela boa escolha de quem vai planejar e executar essa ação. Creio ser interessante citar aqui o próprio estado do Amazonas, onde o governador optou pela criação do CETAM, que apesar de todas as dificuldades, vem fazendo um belo e interessante trabalho de apoio às escolas estaduais da capital e do interior, abrangendo tanto alunos como professores; de preparação e capacitação de pessoas das comunidades na área de informática para facilitação do acesso ao mercado de trabalho, também na capital e no interior; e de apoio às empresas locais na capacitação de seus quadros técnicos, de conformidade com suas demandas específicas. Falei apenas do que tenho conhecimento, até porque observo que o CETAM tem sido pouco divulgado, merecendo uma cobertura melhor dos seus trabalhos e de seus resultados. O único que vejo falar com entusiasmo sobre o CETAM é o próprio governador. Creio que este seja um bom exemplo a ser seguido pela Prefeitura, onde se destaca a responsabilidade e o bom senso político no momento da escolha da pessoa certa para conduzir determinadas missões, cujos resultados têm merecido o reconhecimento e os aplausos da sociedade e em particular dos beneficiários diretos dessa salutar idéia de criação do centro.

Para encerrar, quero parabenizar Massami Miki pela sua reeleição. Queixou-se o ex-colega de trabalho de que eu tenho lhe enviado duras críticas, mas o importante a lhe dizer é que essas críticas não são dirigidas exclusivamente à figura do vereador Massami Miki, mas às situações, momentos, comportamentos e mazelas que assistimos no âmbito dos poderes e em particular no meio político local e nacional. Tem horas que a paciência do cidadão se esgota. As críticas e reflexões que escrevo, partem de um cidadão simples, que valoriza o exercício da cidadania praticado de maneira positiva e responsável, sem jamais agredir de forma gratuita e irresponsável as pessoas, sejam elas autoridades ou não. Desejo sucesso a Massami Miki no seu novo mandato e vou ficar aqui torcendo para que as notícias que ele me trouxe se transformem em realidade, para o bem daqueles que mais precisam e que ainda não perderam a esperança de construir dias melhores para suas vidas O primeiro passo é simples – basta vontade política de fazer.

19 de novembro de 2008

Parque 10 pede socorro!...

Moradores do Bairro do Parque 10 e adjacências, em particular aqueles residentes nos Conjuntos Residenciais Novo Mundo, Portal Japão e Jardim Oriente, apelam para as autoridades constituídas, em particular para aquelas autoridades que se intitulam representantes políticos dessas comunidades (alô Gilmar Nascimento, Irmãos Souza e outros), para que busquem dar uma solução para a precariedade do fornecimento de energia elétrica nessa área. A situação é crítica e de prejuízos diversos. A ausência de transformadores para o atendimento dos conjuntos citados, segundo moradores, contribui para a instabilidade da rede e para as quedas freqüentes e prolongadas de energia. Para aumentar o estresse, os moradores reclamam ainda da perda freqüente de alimentos pela falta prolongada de energia e a queima freqüente de aparelhos como geladeiras, televisores, liquidificadores, ventiladores, etc.

Reclamar da falta de energia ou dos prejuízos é outro verdadeiro estresse. Conseguir completar uma ligação e ser atendido do outro lado da linha (leia-se plantão da Manaus Energia) pode-se classificar como um verdadeiro teste de paciência para qualquer mortal. Conseguir montar um processo para receber uma suposta indenização pelos prejuízos que a queda de energia provoca em equipamentos elétricos, aí já é uma verdadeira batalha. As exigências e a burocracia empregada levam qualquer consumidor à desistência.

Constata-se que a situação só se agrava com o passar do tempo e não se vê nenhuma solução confiável. Mais triste ainda é constatar que juntos com os moradores do Parque 10, do Novo Mundo, do Portal Japão e Jardim Oriente, Manaus inteira vive hoje o mesmo problema.

1 de novembro de 2008

TERNO E GRAVATA NO PARLAMENTO!...

Pelos recentes noticiários, observa-se que resolveram discutir sobre o uso ou não do terno e gravata no parlamento. Curioso que a discussão parece girar apenas em torno do uso do terno e gravata. Não vejo nenhuma disposição em discutir se devem ou não continuar metendo a mão no bolso do contribuinte para que os parlamentares tenham uma verba gorda e extra para comprar e renovar todos os anos o tal terno e gravata para trabalhar.

Tudo bem que o terno e a gravata são mais elegantes. Alguns apelam para a tradição dos parlamentos. Nada contra! Sem dúvida que dá uma imagem e um visual mais sério para as casas legislativas, apesar de que por baixo de muitos ternos e gravatas se escondem alguns homens públicos que não demonstram qualquer preocupação com honrar as calças que vestem e que são pagas pelo contribuinte com muito sacrifício através dos impostos.

A questão não é deixar de usar terno e gravata. O que é feio, ridículo e imoral nessa história é colocar o contribuinte para pagar pelo terno e pela gravata todos os anos. Difícil acreditar que um vereador, deputado ou senador não possa tirar do próprio bolso ou do próprio salário, o dinheiro para pagar o terno e a gravata para ir ao parlamento trabalhar por algumas horas. Difícil acreditar que precisam meter a mão no bolso do contribuinte para comprar terno e gravata, enquanto que milhares de contribuintes que pagam essa conta todos os anos, não possuem o suficiente para comprar a cesta básica para alimentar a família todos os meses. Muitos dos parlamentares que são vestidos pelo contribuinte, além do mandato e do salário de político, possuem outras rendas de suas atividades profissionais (médicos, empresários, comerciantes e outros), sendo difícil acreditar que não sobra uma pontinha para comprar um ou mais paletós completos todos os anos e aliviar o contribuinte de mais esse sacrifício. Curioso que alguns parlamentares, quando questionados com relação a essa verba extra para vesti-los e calçá-los para trabalhar no parlamento, manifestam-se contrários a esse privilégio, mas não deixam de embolsar todos os anos a tal verba. Tem aqueles que, envergonhados com essa mazela, destinam a verba do terno e gravata para atender programas sociais. Mas se o dinheiro é para comprar terno e gravata, como é que fica a prestação de contas dessa verba? Pode mentir dizendo que usou para outra coisa?

Difícil acreditar que essa discussão resulte em algo positivo para o contribuinte. Mas no caso da Câmara Municipal de Manaus, renovada em mais de 50% nesta última eleição, onde vários dos novos parlamentares eleitos espalharam pela cidade outdoors prometendo honrar e dignificar o mandato recebido, fica a esperança de que comecem bem, batalhando para acabar com essa coisa feia de meterem a mão no bolso do contribuinte para ter uma verba extra para comprar terno e gravata. Quem sabe a coisa não começa a mudar agora. Não custa sonhar!...

A Polícia que mete medo!...

O caso recente divulgado por A Critica, onde a industriaria Elizângela Abrantes foi perseguida na direção do seu carro e baleada com um tiro na nuca, não pode ter como resultado o esquecimento proposital ou representar apenas mais um dado estatístico negativo da ação de supostos policiais covardes e despreparados. O mais grave nessa questão é que são supostos policiais atuando no escuro, sem farda e na direção de um veículo com placa falsa. Seriam eles membros daquilo que chamam de serviço de inteligência da polícia ou de policiamento velado? Que inteligência seria essa? Que policiamento velado é esse? Como explicar a polícia no uso de carros com placas falsas, onde seus ocupantes atiram e perseguem pessoas inocentes?

De acordo com a matéria de A Critica, o Coronel Oliveira Filho reconhece que a Parati é da Polícia e que policiais suspeitos estão sendo investigados. Aliás, a família de Elizângela Abrantes, que não tem condição de bancar um advogado para acompanhar esse caso, deposita toda a sua confiança na ação do Coronel Oliveira, do Ministério Público Estadual e do Delegado responsável pelo inquérito. Destaque-se, também, que a família não tem condição de bancar o tratamento de recuperação da vítima. A bala não foi retirada do local e as primeiras seqüelas já surgiram. Daí o nosso apelo ao Ministério Público no sentido de exigir do poder público estadual a cobertura do tratamento da vítima e uma indenização justa pelas seqüelas que irá carregar pelo resto da vida. Sem falar que está afastada do emprego e com o risco de ser demitida a qualquer momento que voltar.

Quando se trata de falar de ações negativas de maus policiais, por medo a omissão prevalece. A sociedade local, entretanto, tem que estar atenta para esses casos e cobrar transparência e punição para os criminosos. Nossos deputados estaduais, por exemplo, como representantes e fiscais do povo, não podem se omitir de acompanhar e exigir explicações. Trata-se da segurança da população, onde diante da presença de policiais não sabemos mais se o melhor a fazer é pedir socorro ou correr, como fez a industriaria. Desta feita a vítima foi a industriaria Elizângela Abrantes, amanhã pode ser qualquer um de nós. Curiosamente, através da mídia, já sabemos de toda a vida da vítima, da mãe da vítima, dos irmãos, familiares e até de supostas dívidas pessoais da industriaria. Nessas horas, para proteger os supostos policiais, vão surgir histórias até do outro mundo. O importante é desacreditar a vítima e livrar a cara dos responsáveis pelo atentado.

Já de parte dos supostos policiais, ninguém se dispõe a divulgar o nome dos elementos que por pouco não acabaram com a vida de uma pessoa inocente. Sob a desculpa de que não há provas contra os suspeitos, os nomes são omitidos e com certeza já devem ter construído suas falsas versões para dizer que agiram em nome da lei e que só atiraram revidando os tiros desferidos pela vítima e seu acompanhante. Mais um pouco e a vítima, que nunca portou uma arma, pode ser transformada numa pistoleira.

Por último convocamos a sociedade para ficar atenta a esse caso. Um de nós pode ser a próxima vítima se não forem tomadas as providências cabíveis e aplicadas as punições severas. Estamos confiantes na PM, no Ministério Público Estadual e no Delegado responsável pelo inquérito. Mas não basta! Convoco a Assembléia Legislativa, através dos seus deputados, para não só acompanhar esse caso, como investigar e analisar os procedimentos do que chamam de policiamento velado, que se utiliza de carros com placas falsas/frias e seus elementos demonstram despreparo para as missões e saem por aí perseguindo e baleando pessoas inocentes.

31 de outubro de 2008

Educação Municipal!...


Uma dos assuntos que chamou a atenção durante os debates entre aqueles que disputavam a Prefeitura de Manaus , foi a questão da educação no âmbito no município. Sem dúvida que é lamentável e extremamente vergonhoso, tanto para o Estado como para o município, os resultados das últimas avaliações efetuadas. Mais triste ainda é assistirmos algumas autoridades buscarem desculpas esdrúxulas para explicar o que não tem explicação. A verdade é que o Estado e o Município precisam urgente rever suas políticas para a educação, de modo a colhermos melhores resultados dos investimentos que eles dizem fazer nesse segmento.
Até não colocamos em dúvida os investimentos que eles afirmam realizar. A questão é que esses resultados que temos a olho nu nos levam a uma outra interpretação. São resultados que estão indiscutivelmente muito distantes daquilo que se espera para o volume de recursos que supostamente são investidos. De nada adianta soltar foguetes anunciando que foram construídas novas escolas, com todas as salas refrigeradas, refeitório, merenda farta, carteiras novas e banheiros decentes, se essas escolas não são devidamente aparelhadas com professores capacitados e com o material necessário e indispensável para uma boa preparação e formação dos alunos. Com a arrecadação invejável que o Estado e o Município possuem, não se justifica mais que em Manaus, por exemplo, ainda existam Escolas que não possuem um laboratório de informática e sinal de internet. Mesmo aquelas escolas que possuem, os laboratórios na maioria dos casos são subutilizados ou mal utilizados, carecem de uma manutenção preventiva adequada, os professores não estão preparados e/ou capacitados para utilizá-los, etc.

No caso específico da educação, o prefeito eleito anunciou algumas ações que são estratégicas para dar um novo rumo para a educação promovida pelo município. Entretanto, para que isso seja possível, a primeira medida a ser tomada pelo prefeito precisa estar à altura do que prometeu ao povo. Vai precisar deixar de lado os conchavos e compromissos políticos e partidários de campanha e escolher a pessoa certa para conduzir o destino da educação municipal. Em 4 anos dá sim para promover ou pelo menos começar uma revolução que seja motivo de orgulho num futuro breve.
Tudo isso acontecer passa a ser uma questão apenas de vontade política. Amazonino sabe disso! Outra coisa importante na escolha de quem vai conduzir esse projeto, é que não basta escolher um profissional experiente da área de educação. Experiência conta, mas nesse contexto não é tudo! É preciso que essa pessoa esteja também familiarizada com a modernidade, conhecedora das novas ferramentas disponíveis e que o poder público pode perfeitamente adquirir e se utilizar para promover a educação. Precisa ser um profissional tocador de projetos, assessorado por “pessoas” que queiram de fato engajar-se nessa proposta de mudar a cara da educação do município. Essas “pessoas” existem e com certeza a maioria pode ser encontrada e escolhida dentro do próprio quadro de servidores e educadores da secretaria municipal de educação. Vamos aguardar e torcer para que o prefeito eleito leve em frente de fato aquilo que ele prometeu em termos de educação para o município.