30 de maio de 2009

Com ou sem Exame?

Muitas pessoas devem se questionar: devo ou não devo ser contra o Exame de Ordem a que são submetidos os diplomados pelas faculdades de direito? Eu entendo que se levarmos em conta os resultados dos exames que são divulgados em todo o Brasil, é justo e compreensível que o brasileiro fique com a pulga atrás da orelha não só com relação a essa questão do Exame, mas principalmente na hora que tiver que escolher um advogado para defender os seus interesses. Em muitas situações o cidadão não tem para onde correr e a única saída é buscar os serviços de um profissional da advocacia. Para quem é pobre e não tem de onde tirar, a escolha de um advogado é um verdadeiro tiro no escuro. Em muitos casos chega a ser um tiro no escuro e no próprio pé. Os advogados contratados são vergonhosamente despreparados e acabam se transformando em problema maior para seus clientes do que a própria causa para qual foram contratados para solucionar. Acreditem! É triste, mas é a verdade!

Para exemplificar essa realidade eu lanço mão de uma matéria do blog do Holanda, onde ele transcreve o que registrou em processo um promotor de justiça de nome Walber, reclamando do trabalho dos delegados de polícia, todos eles, salvo engano, bacharéis em direito. Escreve o promotor em determinado parágrafo:

“...aprenda delegado (....), competência é matéria pertinente e exclusiva do Juiz e não pode vossa senhoria meter o seu incompetente bedelho onde não deve. Abstenha-se aos seus inquéritos e procure uma maneira de os fazer bem feito, pois, como é de praxe e costume a grande maioria dos procedimentos policiais enviados a Juízo, são cheios de falhas, mal conduzidos, e o pior, prestam um desserviço e prejuízos sem conta à sociedade manauense, a exemplo deste e outros muitos que aqui chegam, com raras e honrosas exceções”.

O promotor baixa a porrada e deixa claro que são raras e honrosas as exceções. No meu entendimento está simplesmente dizendo que são raros os delegados (todos eles bacharéis em direito e concursados) dotados do conhecimento e da competência necessária e indispensável ao cargo que ocupam. Ora bolas! E como é que eles conseguiram passar no concurso público? E no exame da Ordem, quantos conseguiram sobreviver? Quantos desses delegados possuem a Carteirinha da Ordem? Eis uma curiosidade que nós cidadãos gostaríamos de conhecer.

Quanto ao prejuízo levantado pelo promotor, é óbvio que atinge apenas as classes mais necessitadas da população e que não pode recorrer a um bom advogado. Hoje justiça é coisa para quem tem grana sobrando. O mercado oferece profissionais autônomos da mais alta competência e escritórios especializados que, quando bem pagos, conseguem promover grandes milagres. É isso mesmo! Milagres do tipo capaz de deixar até Deus de queixo caído. Aqui quem rouba uma lata de leite é recolhido à cadeia e quem assalta os cofres públicos aguarda julgamento solto, sob o argumento de que não representa perigo para a sociedade. Não é curioso isso! O bandido mete a mão nos cofres públicos, que é a mesma coisa que meter a mão no bolso da gente, e tem quem ache que esse bandido não precisa ser preso. Por conta disso permanece soltinho da silva gastando o que roubou e, de praxe, com raríssimas exceções, morre de velho e sem ser julgado. Em contrapartida, aquele que rouba uma lata de leite, acaba jogado na penitenciária mais próxima, com o risco de ser esquecido lá dentro por longos anos de vida, ou quem sabe até que a morte chegue, abrindo vaga então para uma nova vítima dessa perversa realidade brasileira.

Diante desse contexto, acabar com o exame da ordem é algo muito preocupante. Se muitos advogados já são ruins com o exame – Viche Maria! – como serão eles sem o exame da ordem. O pior é que esse caos se irradia para outra profissão estratégica que é a medicina, onde matérias publicadas levantam suspeita de que muitos médicos que estão no mercado e na rede pública, encontram dificuldades para diagnosticar os sintomas de doenças das mais elementares. Pensando bem, onde vamos chegar se não mudarmos essa realidade?

Para encerrar, uma informação interessante e preocupante. No último Exame de Ordem realizado pela OAB da Capital Federal (2009), ainda na fase de prova objetiva, apenas 27,37% conseguiram aprovação. De cada 100 candidatos, simplesmente 72 levaram bomba.

Menor Infrator & Maioridade Penal

Praticamente todos os dias somos bombardeados por notícias de crimes praticados pelos chamados menores de 18 anos, penalmente inimputáveis, conforme artigo 228 da Constituição. Traduzindo, significa dizer que o menor está protegido pela nossa Carta Magna. Significa dizer também que o menor, por mais bandido que venha a ser, plenamente consciente dos seus atos, perante a lei simplesmente ele não comete crime. As barbaridades que temos assistido muitos menores cometerem no Brasil não é considerado crime - é chamado de “ato infracional”. Não importa se agrediram, mataram, espancaram, violentaram, estupraram. Não importa! Tudo isso é apenas um “ato infracional”. Ponto Final!

O menor quando é flagrado praticando alguma infração, antes mesmo das autoridades colocarem as mãos neles, em lugar de gritarem primeiro pelo socorro da mamãe ou do papai, tratam logo de alertar em voz alta: - eu sou menor! Eu sou menor! É simples explicar por que agem assim. Eles conhecem e usam consciente e espertamente o Estatuto da Criança para se protegerem de possíveis imprevistos depois de cometerem suas infrações. Sabem que as reprimendas são leves e que logo vão estar de volta às ruas para continuarem a praticar crimes dos mais simples aos mais bárbaros. Recentemente, salvo engano, um menor participou de um assalto a um coletivo na cidade de Manaus onde uma jovem foi brutalmente espancada e estuprada ali mesmo. Enquanto a vítima e a família vão carregar para sempre esse trauma, o menor que participou do crime, se foi pego, se não fugiu e ainda permanece em regime de internação (privação da liberdade), em nenhuma hipótese permanecerá nesse regime por tempo superior a 3 anos. Não importa quantas vidas foram ceifadas, quantas pessoas foram espancadas ou quantas estupradas. A realidade é uma só - a liberdade e a impunidade triunfarão na maioria dos casos em que esses menores estão envolvidos.

O estatuto da criança e do adolescente, como todos sabem, já existe há 19 anos e até hoje continua negligenciado pelos poderes constituídos e pelas autoridades competentes. É muito discurso e pouca prática. Recentemente, a vereadora da CMM, Socorro Sampaio, conseguiu mobilizar alguns de seus parceiros, juntamente com alguns órgãos e instituições que atuam nessa área e foram fazer uma blitz noturna na cidade de Manaus. Aplausos para a iniciativa! Mas, pelo que eu li e ouvi dessa operação, os resultados deixaram todos estarrecidos. Crianças e adolescentes estão entregues a própria sorte. Aliado a essa triste realidade, temos os Conselhos Tutelares que, além de insuficientes para o tamanho da população, são desprovidos das condições necessárias para um trabalho de tamanha importância. No interior do Estado, pasmem, simplesmente não existem. Nos Conselhos existentes, todos em Manaus, seus membros não possuem auxílio compatíveis com as suas demandas, não possuem auxílio do tipo paletó, gasolina, tampouco para a contratação de pessoal (verba de gabinete) para dar qualidade aos trabalhos que precisam ser realizados juntos às crianças e adolescentes que precisam de assistência.

Muito importante agora que a vereadora Socorro Sampaio continue esse seu belo trabalho. Mais importante ainda que o vereador Mário Frota, que esteve presente nessa blitz, ajude a Socorro Sampaio a sensibilizar seus parceiros para que tomem consciência de que os Conselhos Tutelares, a exemplo da CMM, também precisam de melhores salários para seus integrantes, auxilio do tipo paletó, auxílio gasolina e verba de gabinete para que possam desempenhar com eficiência e dignidades as suas atribuições. Eles necessitam de condições de trabalho (financeiras e materiais) para tirar o Estatuto do discurso, tornando-o de fato uma realidade. Se a CMM é importante para a consolidação da jovem democracia brasileira, com certeza os Conselhos Tutelares, dentro do atual contexto, são da mesma forma importantes para o resgate dos compromissos assumidos há 19 anos através do Estatuto da Criança e do Adolescente e a formação das novas gerações de brasileiros. Se a CMM é capaz de legislar em prol dos seus membros todos esses auxílios aqui citados, temos certeza que podem e devem se interessar no sentido de legislarem para que esse tipo de auxílio seja também criado e/ou estendido para instituições como os Conselhos Tutelares. Eu ia até sugerir a comparação de quanto custa por ano todos os Conselhos Tutelares juntos existentes em Manaus, com quanto custa o gabinete de um único político ou então o apoiamento financeiro (verba pública) oferecido todos os anos aos bois bumbas e Escolas de Samba, que salvo engano nem sempre prestam contas do que recebem e ainda assim são apoiados sem o menor constrangimento.

Para encerrar, volto à questão do menor infrator. Para quem não sabe, há 30 anos que a redução da maioridade penal para 16 anos vem sendo debatida. Quem sabe dizer quantos crimes foram cometidos por menores de 18 anos nesses 30 anos de discussão? Salvo engano, existem mais de 150 projetos sobre esse assunto, sendo 6 deles de emenda à Constituição. No Reino Unido a responsabilidade pelos crimes cometidos começa aos 10 anos de idade. Na França a idade é de 13 anos. Na Escócia e nos Estados Unidos, menores de 16 anos foram condenados a prisão perpétua pelos crimes cometidos. Não significa dizer que estou a favor da prisão perpétua, mas não dá é para ficar na situação em que se encontra o Brasil. Não adianta mais tapar o sol com a peneira, achando que os jovens de hoje são iguais aos jovens de 30 anos atrás, quando se começou a discutir a redução da maioridade penal. Com os avanços da comunicação, as crianças e adolescentes de hoje estão bem mais informados e instruídos. Na verdade, quando se trata de Brasil, não importa se estamos tratando de menores ou de adultos. Aqui ninguém teme mais ser punido ao deixar de cumprir a lei. Como diz Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil – aqui nós vivenciamos o artificialismo das leis. Aqui tem lei para tudo o que possamos imaginar. O bastante para servir de desafio e descumprimento por parte daqueles que acreditam e confiam na eterna impunidade. Até quando?

17 de maio de 2009

Incomodados que se mudem!...

Amém! Aleluia! Felizmente não tenho igreja, boate nem bar perto de minha casa fazendo barulho. Essa questão é antiga e ninguém dá jeito, principalmente no que diz respeito às igrejas. As autoridades e os políticos locais fazem vista grossa e os vizinhos incomodados que se lasquem. Ninguém parece disposto a lutar pelo cumprimento da lei em prejuízo de algumas centenas de votos supostamente garantidos. Entre deixar o pastor e seus fiéis fazendo barulho e resolver o problema dos vizinhos incomodados, é óbvio que a opção é esperar que os vizinhos desistam, morram de raiva ou então se mudem para bem longe. Detalhe: o recém empossado deputado pastor Dallas, subiu à tribuna para reclamar que outro pastor teria sido preso por causar poluição sonora, salvo engano. Não se podia esperar outra coisa do pastor - ele fez a parte dele! Pergunto: quem dos demais membros do parlamento, parceiros do deputado pastor, foi também à tribuna defender o cidadão ou os vizinhos das igrejas contra a barulheira que elas causam? Daí já se pode imaginar até quando irá o sofrimento dos vizinhos. A ausência do poder público, a omissão das autoridades e dos políticos e a irritante acomodação das pessoas, ainda irá produzir muitas outras situações iguais ou piores. E esperar para ver!...

12 de maio de 2009

Professores & Alunos

Professores & Alunos (I)
Fico imaginando a cena dos alunos vendo um sujeito estranho ao grupo entrar na sala de aula para dar porrada no professor. Como se trata de uma sala de alunos do curso de jornalismo, fico curioso em saber qual seria a manchete que eles criariam e/ou usariam para documentar para a sociedade essa estúpida e covarde agressão que eles assistiram ao vivo. Outra curiosidade minha é saber como é que eles (alunos) se sentem a partir de agora, quando for para fazer algum tipo de comentário que diga respeito ao titio ou qualquer outro parente da colega que arrumou toda essa confusão. Por último, a minha curiosidade em saber o que pode acontecer com os alunos que se colocarem contra o que o titio e a sobrinha fizeram. Viche Maria!...

Professores & Alunos (II)
Essa coisa de aluno não respeitar mais ninguém e partir para a agressão ao professor, já vem de muito longe. A omissão e a impunidade garantem o resto. Foi-se o tempo em que o professor tinha o aval da direção da Escola e o apoio principalmente dos pais para exigir dos alunos não só que estudassem, mas que tivessem um comportamento decente e responsável. Do jeito que vão indo as coisas, entre um professor classe A (doutor) e um aluno medíocre classe D, é melhor se bandear para o lado do segundo ou você corre risco de ser visitado e espancado dentro de sala de aula, no meio da rua ou dentro da sua própria casa. Essa é a realidade!

Professores & Alunos (III)
Se você está horrorizado com essa notícia, então procure saber o que acontece nas Escolas Públicas. Agora, sabedores de que a lei os protegem de tudo e de todos, os alunos menores fazem de tudo um pouco. No meu tempo de estudante isso se resolvia com meia dúzia de bolos bem dados. Quem chegava em casa reclamando que levou bolo por mau comportamento, com certeza levava mais meia dúzia de graça. Detalhe: ninguém ficou com nenhum trauma ou problema psicológico por conta disso. Foi-se o tempo em que o professor era uma figura respeitada dentro da sala de aula. Se bobear, os professores apanham para valer, são ameaçados, sofrem prejuízos com seus carros riscados, danificados, etc. Pena que essas situações não sejam transformadas em notícias, para que a sociedade tenha uma idéia do buraco em que o nosso sistema de educação se meteu.

8 de maio de 2009

Coisas da Política!...

QUANTO CUSTA A BRINCADEIRA?
Os noticiários estão informando que o vereador Lucena deve recuperar nos próximos dias o seu mandato. Se é justa a decisão, então ótimo! Bola para frente! Acontece que esse tipo de notícia não trás mais nenhuma surpresa. Na verdade só serve para deixar a sociedade mais indignada e estarrecida com esse processo esdrúxulo de cassa e descassa, onde o político perde o mandato supostamente por crimes eleitorais cometidos e, dias depois, volta gozando a cara de todo mundo e posando como vítima de seus adversários políticos, vítima da polícia despreparada na realização de flagrantes e de juízes que analisam e julgam mal seus processos. A questão é: no final de tudo, quanto custa essa brincadeira? Alguém deveria mostrar para a sociedade, de forma transparente, quanto custa para o nosso bolso de contribuinte essa coisa de cassar e descassar político no Brasil.

FUNDAÇÕES DE INTERESSE POLÍTICO
Ao saber que perdeu o seu mandato, uma das primeiras atitudes do vereador cassado foi anunciar que ia passar a cobrar pelos serviços prestados pela sua fundação para a comunidade. Serviços que eu prefiro colocar como supostamente gratuitos, pois por trás dessa gratuidade pode existir na verdade dinheiro que sai do bolso do contribuinte, viabilizado por meio de convênios e não do bolso do nobre vereador cassado, como muita gente pode pensar. A atitude do vereador serviu para conhecermos melhor o perfil dos políticos donos de fundações. Elas são criadas exclusivamente para captar dinheiro público, que vai ser usado para atender um objetivo político maior que é a perpetuação no poder, custe o que custar. Nada é pelo povo e para o povo. Tudo é no interesse do próprio umbigo. O resto é conversa para boi dormir e cidadão trouxa se iludir.

6 de maio de 2009

CMM - Contagem Regressiva!

A questão agora é: até quando o presidente da CMM vai resistir à pressão para mudar a forma de apresentação da prestação de contas dos seus parceiros?

Tudo isso acontecendo por conta da comilança de alguns nobres parlamentares. Mas, sejamos justo nesse caso, alertando que não são apenas os vereadores que freqüentam os restaurantes da cidade e pagam a conta com a verba destinada a esse fim. A diferença é que a CMM assumiu o desafio e os riscos de tornar público as despesas. Já é um mérito! Aplausos!

Analisando bem essa questão, sem dúvida alguma de que é duro para o assalariado saber que um parlamentar, em alguns minutos de comilança, consegue gastar mais do que aquilo que ele ganha (salário mínimo) depois de um mês inteiro de trabalho duro. E o que é pior: saber que é ele (contribuinte), e não o parlamentar, quem na verdade paga a conta todos os dias do restaurante visitado pelos parlamentares e convidados. A partir daí, já fico imaginando a cara do esperto sonegador, diante de uma matéria dessa natureza, olhando cinicamente para os amigos contribuintes honestos e dizendo: - Bem feito otário! Presta bem atenção no que eles fazem com o teu dinheiro (almoços caros, paletós, gasolina, passagens aéreas, etc, etc). Diante desse cenário, surge a pergunta: qual será o estímulo do cidadão de entrar numa loja qualquer e exigir do balconista a emissão da nota fiscal? Quantos agora não vão se juntar àqueles que acham melhor barganhar um desconto do que destinar o seu dinheiro, através dos impostos, para determinados fins de interesse da sociedade? Pode até parecer exagero, mas essa é a realidade dos fatos que estão acontecendo.

Agora, para ficar mais claro, imaginem comigo a seguinte cena: um ilustre parlamentar acompanhado de amigos, correligionários ou assessores de gabinete, sentados na mesa de certa churrascaria. Vejamos: (i) o vistoso kit paletó completo que o parlamentar está usando, com certeza é você quem ajudou a pagar; (ii) a gasolina do carro do parlamentar e provavelmente de alguns dos assessores parados na porta da churrascaria, é você que está ajudando a financiar; (iii) o salário do parlamentar, deixando de lado a comida e o paletó, é você que ajuda a bancar direitinho e sem atrasos todos os meses; (iv) o salário dos assessores presentes à mesa, provavelmente é você que está ajudando a pagar religiosamente; (v) a conta total da comilança ao final de tudo, com direito a sobremesa, também é você quem ajuda a pagar numa boa e sem direito de reclamar de coisa alguma. Mas, como disse o presidente da CMM: está tudo de conformidade com aquilo que está previsto no instrumento que eles (políticos) construíram de acordo com as próprias conveniências e sem ouvir, obviamente, o que pensa o povo sobre o assunto. Agora, seguindo a tradição, é só deixar o tempo passar, pois o povo reclama, reclama, reclama e depois entrega a Deus. Se ele (Deus) acha que tem que ser assim, quem vai contrariá-lo? Eu prefiro deixar Deus fora dessa história e confesso que já estou de saco cheio. Por fim, pergunto: entenderam agora por que os mandatos, em todos os níveis, são disputados até no tapa?