Passaram-se 20 anos e os
americanos continuam sem respeitar os acordos relacionados a meio ambiente e
desenvolvimento sustentável. Apoiam
tudo, mas, espertamente, não assinam
nada. Apoiar é uma coisa, cumprir é outra. E quando eles resolvem
assinar, cumprem o que pactuaram de
acordo com a conveniência e o desejo da sociedade americana, sem se
preocuparem muito com o resto do mundo. Eles
podem! Vai vir para o evento, com certeza. Mas vão voltar sem prometer coisa
alguma para os parceiros, deixando-nos de recordação uma “big banana” por mais 20 anos, como fizeram há 20 anos atrás. Como as coisas ainda estão
por acontecer nesse Rio + 20, quem sabe, com a ajuda do divino e de todos os
santos protetores do universo, eu queime a minha língua.
Blog criado para falar de assuntos diversos e incentivar o exercício da cidadania, por meio de críticas, sugestões e comentários sobre o cotidiano político e social local, regional e nacional.
13 de abril de 2012
Sindicatos em decadência!...
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| www.trabalhismoemdebate.com.br |
A guerra de foice pelo poder
dentro do sindicato dos rodoviários nos mostra claramente o quanto essa
instituição (sindicato), a exemplo das casas legislativas nesse Brasil, estão perdendo a confiança e a credibilidade entre seus
associados e a própria sociedade. As eleições não são mais resolvidas no voto.
Grupos isolados se lançam na porrada, na
rasteira e na cusparada na luta a qualquer preço pelo poder. O povo que se
lasque se tiver que ir e vir a pé do trabalho, como tiveram que fazer há poucos dias. Avisá-los da greve prá quê se já
estão acostumados a serem enganados há muito tempo? É triste ver a eleição de
um sindicato ser resolvida por uma liminar e não pelo voto nas urnas. Eles mesmos se acusam mutuamente de impropriedades administrativas, corrupção, etc. No sindicato da construção civil a situação parece que não é muito diferente. É vergonhoso!...
Sala VIP!
Quanta hipocrisia!
Estão anunciando a construção de uma sala VIP na ALE-AM. Um ambiente que você já sabe como vai funcionar. O único a não ter acesso a esse espaço e a essa mordomia será o trabalhador,
do qual vai ser exigido sapato, paletó e gravata para entrar nessa sala,
enquanto lá dentro vão estar todos eles (deputados), vestidos com o kit completo do famigerado bolsa-paletó,
pago inclusive pelo cidadão comum barrado na porta. Apesar de tudo isso - pasmem! Ainda tem deputado achando tudo isso muito
natural. Segundo argumentam de alguns – ganham pouco. Bobinhos!...
10 de abril de 2012
Tô pagando! (Parte II)
Analisando a prestação de contas dos nobres deputados, vamos encontrar
um item denominado CONSULTORIA SÓCIOECONÔMICA, entre outras.
Uma consultoria contratada por um deputado entende-se que seja para
estudar e/ou pesquisar algo do interesse do povo e em benefício do povo. Nesse
caso, consultoria é coisa séria e não custa barato. Numa prestação de contas
dessa natureza, justifica-se a necessidade do político informar o tema
contratado, o profissional e/ou escritório contratado e o valor pago. É o
mínimo que eles (deputados) exigem quando estão analisando as contas de um
gestor público do poder executivo. Trata-se de um serviço contratado e pago com
dinheiro público, e nada mais justo que a sociedade saiba que esse dinheiro foi
investido num serviço de interesse da sociedade, executado por um profissional ou
por um escritório especializado, e não por um parente, por um amigo, por um
vizinho, por um conhecido ou por um boteco qualquer com a placa luminosa de
consultoria na porta.
Sob a égide de consultoria socioeconômica ou qualquer outro tipo de
consultoria, muitas coisas podem ser feitas a revelia do interesse da
sociedade, pois na hora da prestação de contas não são cobradas as informações de
fato mais relevantes. Aperfeiçoando essa prática de prestação de contas, os
deputados passam a dar o bom exemplo para a sociedade e aí ganham credibilidade
como fiscais do povo, podendo cobrar com rigor dos gestores públicos do poder
executivo, sem serem colocados em xeque-mate e sem ficarem na situação incomoda
do sujo falando do mal lavado. Este
final de semana o Fantástico mostrou a situação de deputados que recebem 100
mil reais para gastar por mês sem ter que prestar contas no que gastaram essa verba toda.
Maravilha não! Qual a moral desse deputado para cobrar transparência dos
gestores públicos do seu estado?
Fique claro que não estamos aqui fazendo critica a nenhum deputado,
apenas criticando os processos e critérios de prestação de contas que não são
suficientemente transparentes. Se a sociedade está pagando a conta, nada mais
justo que o cidadão faça as suas criticas e diga como ele quer ver discriminadas
as despesas que são pagas com o suor do seu trabalho. Será que é pedir muito? a
Tô pagando!...
Visitando o site da ALE-AM, chamou-me a atenção a simplicidade das
informações sobre as prestações de contas dos nossos nobres deputados. Elas na
verdade não dizem muita coisa. Explicam pouco do que efetivamente foi feito com
o dinheiro público recebido. É um bom começo, mas é preciso se estabelecer
regras mais objetivas e transparentes para que essa prestação de conta atinja de fato os seus objetivos. Será que os nobres deputados aceitam prestação de contas com essa mesma simplicidade de informações de parte dos governantes e gestores públicos? Vejamos:
DESPESA COM MATERIAL DE EXPEDIENTE E SUPRIMENTO DE INFORMÁTICA – Um
determinado deputado, por exemplo, em fevereiro chegou a quase 19 mil reais com
despesas com material de expediente e suprimento de informática. Se você olhar
a mesma despesa de outros gabinetes, há diferenças enormes e aí fica a seguinte
dúvida: essa despesa de 19 mil foi para 01 mês de trabalho do gabinete, 06
meses, 1 ano ou para os 04 anos de mandato? Vamos precisar acompanhar os
próximos meses para tirar essa dúvida, pois 19 mil reais com esse item, não é
brincadeira não. Dá para comprar bastante coisa. Aliás, será que dentro do
próprio gabinete tem armários suficientes para guardar uma compra desse tamanho? São dúvidas que qualquer cidadão que analisa
os gastos quer saber, afinal, como diz o bordão – tô pagando!...
Ainda com relação a essa despesa, pergunta-se: antes de fechar qualquer
compra é feita uma coleta de preços formal para assegurar a aplicação da compra
pelo menor preço? De quem é feita essa compra? Quem é o fornecedor? O que é
feito das Notas Fiscais pertinentes? É permitido comprar esses materiais de
lojas de parentes e amigos próximos do titular do gabinete e sem pesquisa
formal de preço? É permitido comprar esses materiais de lojas cujo proprietário
é funcionário da casa (CMM) ou tem parente contratado no gabinete? No caso de
aluguel de imóveis, por exemplo, é permitido alugar imóveis de parentes e/ou
agregados? As empresas que fornecem o material de expediente para os gabinetes
precisam ser empresas adimplentes com os seus impostos (INSS. FGTS. ISS) ou
isso não é relevante? É bom lembrar que tudo isso que estamos questionando na
prestação de contas dos deputados, é analisado, exigido e cobrado do
administrador público (poder executivo) na sua prestação de contas. E tem
político que muitas vezes é até mais criterioso e exigente do que o próprio
Tribunal de Contas do Estado. Mas, o político não está errado não, só precisa é
dar o bom exemplo para poder ser levado a sério nessas horas. Como fica o
político que se acha no direito de não dar satisfação ou detalhes do que gasta
ou como gasta a verba indenizatória, cobrando a ferro e fogo o inverso dos
gestores do poder executivo? É uma incoerência. Ou não?
Considerando que existe a possibilidade de contratar inclusive
CONSULTORIA CONTÁBIL, os nobres deputados poderiam fazer uma cota e contratar
alguém para desenvolver uma planilha, um BALANCETE MENSAL padrão, detalhado, onde
os deputados possam discriminar com mais transparência para a sociedade todas
as suas despesas mensais, informando como, quando e com quem está sendo gasto o
dinheiro público mês a mês. Quanto mais transparência – melhor!
Existem aqueles que acham que a prestação de contas dos políticos ao
final de cada exercício, por exemplo, deveria passar pelo mesmo pente fino que
é aplicado na prestação de contas de campanha. Entendem essas pessoas que dando esse exemplo,
os nobres deputados estarão à vontade para cobrar dos gestores públicos a mesma
coisa.
PALETÓ, pode! # PENSÃO, não pode!
| animalilustrações.blogspot.com |
Fico triste quando vejo uma MANCHETE de primeira página expondo nossos
artistas e poetas pelo fato terem suas “pensões” questionadas como ilegais pelo
ministério público estadual. Tristeza maior pelo fato de que são pessoas que produzem
arte, fazem poesias, encantam crianças, jovens e adultos, e ainda colocam o
nome do nosso Estado em destaque no Brasil e no Mundo. Quanto custa isso?
Ainda assim, deixando o coração de lado, vamos considerar que o promotor dessa causa esteja com total
razão. Que apesar de tudo o que eu falei, as pensões dos artistas locais são ilegais e não cabe ao
contribuinte arcar com essa despesa. Então, cortem as pensões! Ponto final!
Feito isso, a primeira pergunta que eu faço a seguir é se o nobre promotor dessa
causa mora em Manaus? Se ele já ouviu falar, por exemplo, do hilário
bolsa-paletó? Aquela verba gordinha, extra-salário, que só numa das nossas casas legislativas, representa uma
conta de 40 mil reais por ano e por cada parlamentar, livre de qualquer despesa
e/ou exigência de prestação de contas. A soma anual e individual da pensão da
maioria dos artistas beneficiados, entre 2 e 3 mil reais, pasmem senhores
leitores e promotores, não chega ao valor anual de uma única bolsa-paletó. Ora,
se pagar a pensão de um artista local é ilegal, o que dizer de pagarmos todos
os anos o tal auxílio-paletó dos nossos nobres parlamentares? Auxilio-paletó para deputados, pode! Pensão para artistas, não pode! Como diria minha avó - haja paciência!
Para concluir, que tal se essas
autoridades se debruçassem também para estudar essa mazela chamada bolsa-paletó,
para que tenhamos a possibilidade, quem sabe, de outra manchete de primeira
página igual a essa do dia de hoje. Se a pensão é ilegal, o auxílio-paletó da
mesma forma é ilegal, imoral e já está na hora de acabar. Vamos lá MPE!...
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