30 de julho de 2010

Golpe do Carro!

Relato de Hellen Medeiros

Caros colegas,

Segue mensagem importante sobre o que aconteceu comigo e peço-lhes que encaminhem esta mensagem para suas listas de contato, afim de se resguardarem de problemas maiores.O meu contato, é pra denunciar um novo tipo de golpe que está ocorrendo em Manaus, do qual quase fui vítima ontem.

Aconteceu da seguinte forma:

Ontem, dia 26.07.10, segunda-feira, fui à avenida Angélica da Av. Rodrigo Otávio, no Japiim (próximo à casa Doberman). Estacionei no estacionamento próprio da drogaria, e entrei com meu filho pequeno.

Quando estava no balcão aguardando o medicamento solicitado, um homem que pelas roupas parecia ser mecânico se aproximou, pediu um medicamento, mas observei quando disse que não iria levar no momento, apenas no dia seguinte, mas tampouco me importei, e logo depois não o vi mais. Ainda fiquei uns 20 minutos mais ou menos dentro da drogaria.

Quando voltei pro carro, coloquei meu filho na cadeirinha, entrei no carro, travei as portas, pus o cinto e fui dar a partida, no entanto não funcionou. Achei estranho, pois o carro é relativamente novo, nunca teve problemas ou pregou. E, a luz de dentro, faróis, vidros, som, tudo estava funcionadno, menos a partida. Na mesma hora liguei para uma amiga que mora próximo do local pedindo ajuda. Fiz mais uma ligação pro meu marido avisando-o enquanto aguardava minha amiga.

Assim, que desliguei o telefone, o o homem vestido de mecânico (digo vestido, pois estava com a roupa muito suja de graxa), se aproximou do meu carro. Na mesma hora lembrei dele dentro da farmácia, e logo desconfiei que ele poderia estar envolvido no suposto problema do meu carro. Levantei o vidro do lado do passageiro e o meu até a metade (os de trás estavam levantados), ele puxou assunto dizendo estar muito calor, algo assim que não compreendi muito bem. Continuei tentando fazer o carro pegar e nada, neste meio tempo, ele começou (ou fingiu) falar no celular, dizendo onde estava e que estava consertando um carro lá próximo, disse que era coisa pequena, rápida, que o carro tinha dado problema na alanvaquinha (!!!!). Percebi que ele estava querendo se mostrar como mecânico para mim e que o chamasse para "ajeitar" meu carro.
Após supostamente desligar o celular, virou-se para mim novamente e perguntou se eu iria sair com o carro, respondi que não, e tive o a idéia de dizer que estava esperando um amigo. Ele tirou as brioncas e disse que se eu saísse logo, ele iria por um carro onde estava meu (detalhe: tinham mais vagas ao lado do meu carro). Repeti que estava esperando um pessoal, e comecei a olhar para os carros que estavam subindo a ladeira (mais ou menos ao lado da drogaria, ladeira que dá acesso ao japiim). Ao falar isso e fazer menção que estava esperando alguém, ele se afastou, ficou em frente a um salãozinho do lado da drogaria, e não vi quando desapareceu.

Quando minha amiga chegou, o marido dela foi verificar, e viu que haviam desligado o fio de partida, algo assim, sendo que este fio tem um encaixe, que só se solta caso alguém o desconecte, e isso pode ser feito por debaixo do carro sem disparar o alarme (dependendo do modelo do carro, no caso do meu foi um gol). Nesse instante, liguei os fatos e constatei que realmente, tentaram me aplicar um golpe.

Não sei se ele queria algum dinheiro, fazendo de conta que havia consertado o carro, ou se aproximar para realmente me assaltar sem que ninguém percebesse, pois foi no horário entre 18:30 e 18:45h, mais ou menos.

Voltei à drogaria, comuniquei a uma moça que me encaminhou a um rapaz, o gerente não estava. O rapaz foi até onde estava meu carro, verificou a câmera mais próxima do carro e foi ver as imagens. Nesse instante não o acompanhei, quando voltou, o rapaz disse que pelas imagens, verificou quando o homem entra na drogaria, quando eu entro, quando ele sai e se aproxima do meu carro, se encosta e fica falando ao celular, mas disse que o "mecânico" não foi pra debaixo do carro. Repeti que não fazia sentido o fio se desligar sozinho, ele comunicou que irá reforçar a segurança do local e tudo mais. Como não vi as imagens, penso (não afirmo) que o rapaz não quis dar este detalhe, temendo um escândalo no estabelecimento, algo do tipo.

De qualquer forma, fica o alerta. Por sorte, tenho o hábito de observar sempre quando saio do carro, quando volto, se tem alguém estranho. Estas observações me fizeram perceber logo o estranho ocorrido. Tive sorte também por ter alguém próximo para me socorrer, e ter espantado, de certa forma, o cara ao dizer que estava esperando alguém. Meu segundo plano, era caso não tivesse alguém próximo para me socorrer, entrar na drogaria e esperar por outra pessoa.

28 de julho de 2010

Tiros de Baladeira (XL)

Racheiro! 
Você sabe o que é um Racheiro? É aquele sujeito que, no volante de um carro, participa de "rachas", também chamado de "pegas". É aquele irresponsável, na boa parte dos casos filhinhos de papai, que sentam no volante de um carro para correr, atropelam, matam, fogem, depois se apresentam na delegacia acompanhados de papai, mamãe e um advogado para dizer que foi sem querer, são ouvidos e depois liberados para voltarem para casa livres que nem pássaro, a tempo de assistirem o noticiário da morte da sua vítima e o sofrimento de seus familiares.

Caso Wallace - Pagou caro!
No caso Wallace Souza, se verdadeiras todas as acusações que lhe foram impostas, uma coisa é certa - pagou caro pelos seus supostos crimes. Pagou com o que existe de mais precioso em todos nós – a vida. Não terá mais como se defender das acusações que já são de conhecimento público, nem daquelas acusações que ainda estão por vir. Muita gente agora vai se encher de energia e coragem para falar ou inventar muitas coisas.

Caso Wallace – Nada será como antes!
Se Wallace levantasse da cama e fosse ao banheiro, segundos ou minutos depois isso virava notícia de conhecimento público, principalmente através dos blogs. Em alguns casos até com flagrantes de fotografias. Nunca um caso em Manaus foi acompanhado dessa forma. Wallace, independente da gravidade dos seus supostos atos e/ou crimes, ajudou muito a vender mais jornais e a alavancar alguns blogs da cidade que souberam usar e explorar exaustivamente esse caso. Agora, sem Wallace como estrela principal, qual será o tratamento que a mídia local passará a dar ao Caso Wallace? Com certeza não será com a mesma intensidade. Nem mesmo se resolverem escolher outro membro da família para tentar dar continuidade à série. É esperar para ver!

Caso Wallace – Quantas verdades não reveladas!
No caso Wallace, diante de tudo o que foi dito e publicado supostamente como verdade, quantas pessoas finalmente tiveram a oportunidade de voltar a colocar a cabeça no travesseiro e ter um sono tranquilo? Quantas verdades e mistérios ainda não revelados? O que Wallace teria deixado de revelar para a polícia ou para a sociedade a respeito desse mundo perverso que ele criou em volta dele? É bom lembrar que tudo aquilo que ele é acusado de ter feito, com certeza não o fez sozinho. Pelo contrário! Os depoimentos tornados públicos apontam para o envolvimento de pessoas e instituições que deviam dar bons exemplos.

Caso Wallace – Pelo poder tudo pode!
O Caso Wallace, politicamente, serviu para varrer do caminho uma família inteira campeã de votos. Pense quantos políticos, que hoje possuem um mandato, devem suas respectivas cadeiras ao montante de votos gerados por eles (família Souza) em campanha? Já existe inclusive a preocupação de que os irmãos de Wallace sejam beneficiados politicamente com a sua morte. Uma preocupação em particular daquele(as) que estão na mesma disputa, pois sabem que quanto mais denegrirem a imagem do falecido (agora definitivamente impossibilitado de se defender), mais forte ficarão as candidaturas de seus irmãos. Não é a toa que já temos depoimentos de alguns dizendo que Wallace foi um grande homem, uma referência na história política deste estado. Calma leitor! Não se estresse. Em política, pelo poder – tudo pode!

19 de julho de 2010

Tiros de Baladeira (XXXIX)

É divertido!
É revoltante, mas ao mesmo tempo divertido ler os jornais em época de campanha. Meu Deus! Todo mundo preocupado com a saúde do povo, educação, habitação, violência. Os rios do Amazonas, pelos noticiários, estão todos congestionados, com os barcos indo e vindo com os políticos à procura de salvação, digo, eleição ou reeleição. É chegada a hora de o povo dar o troco. Se prometerem alguma coisa – façam de conta que acreditam! Se derem alguma coisa – aceitem! Deixem que eles, políticos, continuem acreditando que estão lidando com gente boba e/ou otária. Que eles continuem achando que somos todos dotados de memória curta. Quanto chegar o dia, faça a sua reflexão e vá para a urna consciente de que irá fazer a melhor escolha para a sua cidade, para o seu estado e para a sua nação.

Filiados/Militantes
Imaginem que até os filiados resolveram exercitar explicitamente a corrupção na política amazonense. De acordo com os noticiários, filiados/militantes do PMDB tentaram extorquir o ex-governador do Amazonas, mas acabaram sendo levados em cana. Os fatos até agora não ficaram muito claros e pelo jeito nem vão ficar. Os bandidos, com diploma, passaram pela delegacia depois da tentativa de extorsão, não foram mantidos presos, tampouco serão presos por conta desse episódio.

Continuam mordendo a minha carteira
Toda vez que eu vejo um político dentro de um paletó, confesso que sinto uma tremenda mordida na minha carteira de dinheiro. É revoltante saber que o político leva para casa, de verba extra (auxílio para compra de paletó), uma quantia que é superior ao que o assalariado conseguiria juntar durante um ano inteiro de trabalho, sem gastar um único centavo.

Honestidade x Paletó
Certo político me respondeu dizendo que eu ando mais preocupado com o paletó do que com a honestidade dos políticos. Deu vontade de rir! Ora bolas! Ser honesto, digno e honrado é mais que obrigação de todo político eleito. Não se discute, ou não se deveria discutir honestidade em política, apesar de que estamos no Amazonas e num país chamado Brasil. Já com relação à questão do paletó, entendo não cabe ao contribuinte o papel de trouxa, ou seja, aceitar que metam a mão no seu bolso para bancar, entre outras mordomias, o vestir e calçar dos políticos para trabalhar. São auxílios extras, financeiros, criados na calada da noite, sem uma consulta prévia à sociedade que paga essa conta. É uma coisa tão esdrúxula e imoral, que eles mesmos se recusam a colocar a questão em discussão com a sociedade. Preferem dar uma de João Sem Braço e ficar mamando nessa teta chamada auxílio-paletó. Há os que preferem destinar o auxílio-paletó para compra de bicicletas, pacotes de férias com a família, comprar ou amortizar prestação de automóvel, etc. Um país com tantas mazelas e com tantas carências, não pode se dar ao luxo de gastar uma fortuna com vestir e calçar de políticos.

10 de julho de 2010

Barraco na Patagônia!

Sétimo dia da viagem de férias. Apesar da alegria da vitória do Brasil contra o Chile, o grupo estava triste. Não íamos poder assistir ao jogo do Brasil com a Holanda, o que acabou sendo um alívio para todos nós, pois o abatimento com a notícia da derrota foi bem menor. No ônibus, cruzando a cordilheira dos Andes debaixo de chuva, rumo à fronteira do Chile com a Argentina, o guia chileno nos informou do gol de Robinho no primeiro tempo, o que nos deixou eufóricos. Mas, ao chegarmos à fronteira, em Puerto Frias, veio a triste informação de que a Holanda havia virado o jogo. De cara ninguém acreditou. Imaginávamos que fosse uma brincadeira dos argentinos. Mas, logo em seguida veio a confirmação da derrota. A guia que ia seguir conosco na viagem pelos lagos Frias e Nahuel Huapi, rumo a Bariloche, uma argentina baixinha e muito patriota, exibia orgulhosa um lenço nas cores da bandeira argentina em volta do pescoço. Vendo a tristeza dos turistas brasileiros, procurava na verdade disfarçar a sua alegria com a nossa desclassificação. Só não imaginava que no dia seguinte a sua seleção ia ser atropelada e massacrada pela Alemanha. Bem feito!

A curta viagem pelo Lagos Frías e Nahuel Huapi foi maravilhosa, bela e inesquecível. As águas estavam tranquilas, sem chuva, o que nos permitia apreciar a paisagem nos mínimos detalhes. Nos fez esquecer completmente a inesperada derrota do Brasil. O que na verdade tanto eu como o grupo inteiro não conseguia esquecer por nada, foi a noite anterior vivida em Peulla, ainda no Chile, onde pela primeira vez tomei sozinho uma garrafa inteira de vinho. Tudo por conta de uma confusão que começou com um sacarolhas! Exatamente isso gente – um sacarolhas! Mas, deixem-me contar desde o início a história desse barroco patagônico em que nos metemos.

Em Puerto Veras (Chile), o guia local nos adiantou um pouco sobre o que iríamos encontrar em Peulla, que seria a nossa próxima parada antes de atravessarmos para território argentino. Alertou-nos para o fato de que por lá (Peulla) não íamos encontrar nada para comprar. Foi mais além! Disse ainda que se desejássemos tomar um vinho na única noite em Puella, animados pelo fortíssimo frio abaixo de zero, que tratássemos de comprar em Puerto Veras para levar. O grupo ficou animado, pois todos já haviamos comprado vinho em Santiago, aproveitando a interessante visita ao vinhedo da tradicional empresa Concha y Toro.

Na única noite no belo e confortável hotel de Peulla, o grupo se reuniu para jantar já pensando depois buscar outro local para degustar os vinhos comprados em Santiago. Uma noite que começou animadíssima, com a turma relembrando os bons e divertidos momentos da excursão. Natasha, a advogada paulista do grupo, sempre muito bem humorada, comandava a alegria na cabeceira da mesa, despertando inclusive a atenção das outras pessoas que também jantavam no restaurante. Terminamos o jantar e decidimos nos mudar para outro ambiente do hotel, onde havia inclusive uma lareira que não estava funcionando. Considerando que não havia nenhum outro hóspede ocupando aquele espaço, decidimos então que íamos ficar ali para degustar o nosso vinho.
(Hotel em Peulla, no Chile - De frente para as Cordilheiras)
As mulheres do grupo se encarregaram de buscar o vinho nos apartamentos, pedir as taças e um sacarolhas para abrir as garrafas. O garçom veio com o sacarrolhas em mãos, mas, em tom mal humorado, foi logo dizendo que não poderíamos beber vinho naquele ambiente, sem pagarmos pela “rolha”. Ora bolas, tínhamos consciência dessa regra. Todos nós sabemos que é de praxe esse procedimento em todos os hotéis. O que deixou surpreso e chateado o grupo foi o tom mal humorado do garçom ao dar o seu recado. Não foi nada cortês. Ao contrário! Foi muito deselegante e grosseiro. Estávamos apenas seguindo a recomendação do guia de Santiago, que havia nos recomendado levar vinho para Puella, caso desejássemos aproveitar bem a noite fria que íamos passar. Era exatamente o que queríamos fazer.

O barraco patagônico, inesperado, na verdade só estava começando. Renata, uma baixinha simpática, mas também decidida e invocada, a quem o garçom se dirigiu para dar o seu primeiro recado mal humorado, pediu a ele que pelo menos abrisse as nossas garrafas para que pudéssemos em seguida ir tomar o vinho em um dos nossos aposentos no Hotel. Novamente, em tom mal humorado, o garçom respondeu com gestos e palavras que fossemos rápidos, pois eles (garçons) já iam embora dormir. Renata, já nervosa, mas ainda sem perder a paciência, pediu então ao garçom que nos deixasse o sacarolhas para que pudéssemos abrir as garrafas à medida que fossemos degustando os vinhos trazidos de Santiago. Foi aí então que o garçom mal humorado, agora em tom de ironia, pediu a Renata que não se esquecesse de devolver depois o sacarolhas. Era exatamente o que faltava para a baixinha Renata perder as estribeiras e rodar a baiana para nenhum chileno botar defeito. Levantou, encarou o garçom (um metro mais alto do que ela) e disse a ele que não só ia ficar com o sacarolhas, como levá-lo embora dentro da bolsa. O tempo fechou! A outra baixinha, Natasha, que já havia conseguido as taças para tomarmos o vinho, entrou na briga e foi direto ao balcão do hotel questionar com a gerência o tratamento que o garçom estava dispensando ao grupo. O gerente do hotel foi chamado. Um sujeito tremendo vaselina. Se fazendo sempre de desentendido, repetia feito papagaio que a proibição e a cobrança da rolha são de praxe em todos os hotéis. O gerente bobão sabia perfeitamente que a confusão toda não era por conta da cobrança da rolha, mas por conta do tratamento grosseiro dispensado pelo seu garçom, diferente do funcionário do balcão de recepção que se portou sempre como um gentleman em todos os instantes.
(Vista das Cordilheiras - da janela do apartamento em Peulla/Chile) 
Para terminar o barraco, decidiram nos ceder o sacarolhas e as taças para tomarmos o nosso vinho em paz. Seguimos para o apartamento do casal Renata e Antônio, de onde tínhamos a melhor paisagem e de onde só saímos depois de secar as garrafas de vinho que carregávamos. De frente para as montanhas congeladas das Cordilheiras, numa noite de frio abaixo de zero grau, ficamos eu, minha esposa Adriana, casal Antonio e Renata, casal Cristiano e Ana e mais Natasha, conversando como se já fossemos velhos e conhecidos amigos de longa data. Brincamos e rimos muito relembrando os fatos mais divertidos e interessantes até aquele instante da nossa viagem de férias. No problems! No stress! Just joy! Uma noite para ficar guardada para sempre na nossa memória e em nossos corações. Para mim, particularmente, uma noite inclusive inédita, pois pela primeira vez tomara uma garrafa inteira de vinho sozinho, sem enrolar e sem ficar de porre. Tomei um vinho doce, feito de uvas ditas de colheita tardia, segundo a nossa colega de grupo, Natasha. Quem quiser provar, aqui vai a dica: Vinho chileno CONCHA Y TORO Late Harvest Sauvignon Blanc Valle Maule.

4 de julho de 2010

Brasil 3 x 0 Chile

Encerramos as atividades do terceiro dia de viagem de férias. O estresse do primeiro dia com o embarque de São Paulo para Santiago já passou, o que me trouxe de volta o ânimo para escrever e registrar os melhores momentos. O grupo de pessoas inicialmente anunciado de 30 pessoas, na verdade se resumiu a três casais: eu e minha esposa Adriana, Ana e Cristiano, Renata e Antônio e mais duas companhias agradáveis de Natasha e Regina. Para completar o bom astral do grupo, tivemos a sorte de contar com o chileno Luiz como guia que, além do bom humor, fala também um português sem sotaques. Já morou no Brasil e demonstrou conhecer um pouco da nossa cultura.
(Uma breve parada a caminho do Valle Nevada, em Santiago/Chile)
Hoje foi também o dia do jogo do Brasil com o Chile, felizmente com o resultado favorável a nós brasileiros. Mas, aqui em Santiago, amanhecemos preocupados com algumas incógnitas. Onde assistir o jogo? Como seríamos tratados antes, durante e depois do jogo? Luiz, o guia, já havia nos alertado que o hotel onde estamos hospedados fica próximo do local onde os chilenos se reúnem para assistir os jogos e que no último jogo da seleção chilena aconteceram muitos tumultos envolvendo os torcedores. O retorno do passeio ao hotel, independente do resultado, ia depender do comportamento dos torcedores nos arredores do hotel. O plano B, em caso de tumulto, era ficarmos fazendo hora no shopping até que as coisas acalmassem.

Saímos cedo do hotel rumo ao Valle Nevada, com uma parada para alugarmos roupa apropriada para enfrentar chuva, neve e muito frio. A recepção ao grupo na loja foi das melhores. Os chilenos estavam bastante eufóricos, alegres, brincaram muito conosco e pareciam confiantes no milagre da vitória chilena contra o Brasil, afinal, sonhar não é pecado e não custa nada. Na volta, entretanto, encontramos o ambiente muito diferente. Os chilenos da loja não conseguiam disfarçar a tristeza com o fracasso da seleção chilena. No nosso grupo, por precaução, ninguém fez qualquer comentário ou brincadeira sobre o resultado do jogo. Já havíamos cometido uma gafe no restaurante onde assistimos ao jogo, felizmente sem conseqüências.

Na subida ao Vale Nevada tivemos algumas paradas para fotografias e para a prática do divertido esquibunda. Eu e Cristiano optamos não entrar na brincadeira. Preferimos ficar assistindo e fotografando nossas esposas brincando na neve com os demais. Todos se divertiram feito crianças até cansar, inclusive o guia. Eu, na verdade, cansei só tentando andar na neve para encontrar os melhores ângulos para fotografia. Ao chegarmos à bela e inesquecível estação de esqui de Vale Nevada, tivemos ainda tempo suficiente para caminhar e conhecer toda a infraestrutura oferecida aos turistas e apaixonados pelo esporte na neve. O frio era intenso, mas nada que não fosse suportável, graças, obviamente, à roupa alugada.
(Uma breve parada para aprender a usar o esqui na neve)
Apesar da beleza do passeio, nossas cabeças estavam concentradas no jogo do Brasil com o Chile. Por sugestão do guia, resolvemos deixar a estação de Valle Nevada a tempo de descermos para assistir o jogo de maneira mais confortável no restaurante do Hotel Farellones, onde uma mesa reservada nos esperava. Ao chegarmos ao restaurante os times já estavam em campo. O garçom que nos recepcionou demonstrava ser uma pessoa muito alegre e brincalhona e não escondia a sua esperança na vitoria da seleção chilena. Junto com o nosso grupo, outras pessoas ocupavam as mesas do restaurante, todos com olhos fixos na televisão. A imagem da TV não era das melhores, mas dava para assistir ao jogo numa boa.

O que ninguém esperava, nem brasileiros, tampouco chilenos, é que o jogo seria tão fácil para a nossa seleção. No primeiro gol, nossa colega de grupo, a paulista Natasha, esqueceu que estava em território do adversário e saltou aquele grito indisfarçável de alegria. Automaticamente, todos nós do grupo olhamos sérios para ela, preocupados com uma possível reação de parte dos chilenos ali presentes. Felizmente ninguém reclamou da comemoração de Natasha, mas dava para ver na fisionomia dos chilenos certo ar de reprovação. Ela percebeu que se gritasse de novo ia acabar apanhando, mas seria do seu próprio grupo de passeio. Vieram o segundo e terceiro gol, mas desta feita comemorados com mais precaução e muitos sorrisos disfarçados entre nós mesmos, apesar de que depois do segundo gol a maoria dos chilenos que almoçavam no local se retiraram. Na hora de fechar a conta, o garçom que nos atendia, coitado, não era mais aquele que encontramos antes de começar o jogo. A alegria e as brincadeiras foram substituídas pela tristeza e decepção, que era também de todos os chilenos naquele momento.

Na volta para Santiago fomos informados que o ambiente não era dos melhores nos arredores do hotel onde estávamos hospedados. Para evitarmos contratempos, resolvemos então colocar em prática o plano B. Ficamos no Shopping passeando e fazendo hora para voltar com maior segurança para o hotel. Apenas Antonio, esposo de Renata, e Regina (que sofrera um mal estar na volta) resolveram arriscar e seguir para hotel com o apoio do guia.

Depois de um bom e tranquilo passeio olhando as vitrines do Shopping, algumas compras no Supermercado logo ao lado e um breve lanche, voltamos de carona no ônibus turístico para o Hotel. Uma volta tranqüila e um final de dia muito feliz, que começou com um passeio inesquecível ao Valle Nevada, em Santiago, com muitas fotografias, finalizando com a vitória do Brasil sobre o Chile.

26 de junho de 2010

É véspera!

25 de junho de 2010. É véspera das minhas férias. Já estou em São Paulo, o dia está acabando, o frio está suportável, a internet do hotel é cortesia e o sono não veio ainda. Resolvi então comentar esse dia especial para mim. Brasil e Portugal se enfrentaram pela Copa 2010 e não saíram do zero a zero. Quem achava que dava para ganhar, agora deve estar satisfeitíssimo com o empate. Restou a alegria do fato de que vamos enfrentar o Chile com grandes desfalques na sua defesa. Neste instante, na televisão, 10 horas da noite, enquanto escrevo este comentário, acompanho também a apresentação do Boi Garantido em Parintins. Sem dúvida é um belo espetáculo que agora o Brasil inteiro tem oportunidade de assistir.

Para embarcar hoje, em Manaus, a situação no Aeroporto Internacional estava complicada. Imaginei que o embarque seria uma moleza, mas fomos surpreendidos por filas do lado de fora e a demora no despacho do lado de dentro. Os agentes das companhias, agitados, tentavam compensar o estresse dos passageiros, dando explicações para a aglomeração de pessoas, algumas irritadas pelas dificuldades de obter informações mais precisas. Um movimento intenso de pessoas rumo a Parintins nos passa a idéia de que a festa da Ilha continua forte e atrativa.

Outro problema que já chama atenção no Aeroporto de Manaus é o estacionamento, sempre congestionado. O espaço para embarque e desembarque (veículos diversos/taxi) está muito acanhado e em determinados momentos é uma verdadeira bagunça. As obras na entrada do estacionamento não acabam nunca e de cara já dá para observar que não vai ficar legal. A começar pelas máquinas velhas que não foram trocadas e que pelo jeito não serão substituidas mesmo.

Já dentro do avião, além do tempo maravilhoso do lado de fora, a única novidade foi o desempenho do comandante ao se dirigir aos passageiros para dar suas boas vindas. Surpreendeu a todos! Ficamos na dúvida se no comando do avião estava um piloto/comandante ou um locutor de rádio comunitária. Esse, se desejar trocar de profissão, com certeza arruma emprego fácil de locutor em qualquer arraial. De resto, tudo igual! Serviram biscoitinho da Bauducco, bolachinha creme cracker, copo de refrigerante e bombom de maça verde.

Ainda no avião, aproveitei as mais de 3 horas de vôo até São Paulo para dar um cochilo e ler o roteiro do passeio que começa amanhã por Santiago, no Chile e vai terminar em Buenos Aires, na Argentina. Conferi vários folders que amigos me passaram. Muita coisa bonita, mas com certeza o tempo e a grana serão curtos para conhecer tudo o que tem de belo nesses lugares. Na medida do possível, vou comentar o dia a dia de minhas férias aqui no blog.