20 de setembro de 2007

E daí!...

É o seguinte! Existe uma Prefeitura de um determinado município do Amazonas - rica e prospera pelos royalties da exploração de riquezas (petróleo) no seu território – que possui duas grandes e cristalinas diferenças em relação às demais prefeituras do Estado. A primeira é que a maioria das outras prefeituras, com a exceção da capital, são pobres. O que não é novidade. A segunda diferença, essa sim pode ser novidade para alguns, é que essa Prefeitura e o Prefeito, são campeões em horas de exposição em outdoors, em programas diurnos e noturnos de rádio e televisão (principalmente na madrugada), jornais, colunas sociais, etc e tal. Toda semana tem babado que vai de uma extrema a outra, ou seja, do céu ao inferno. O leitor é quem escolhe o que vai querer ler. Aqueles que são aliados obviamente optam por assistir os programas e entrevistas que falam de grandes festas e eventos promovidos para o entretenimento do povão da cidade ou de polpudos investimentos realizados em obras sociais de colocar qualquer prefeito de capital no bolso. Os adversários, como é de se esperar, preferem as notícias do tipo policial, como a último que fala que a Prefeitura teve suas contas glosadas, e o Prefeito, coitadinho, vai ter que reencarnar algumas vezes seguidas para conseguir juntar os milhões que o Tribunal de Contas o condenou a devolver aos cofres do município, numa única prestação de contas. Êta cabra danado!
Assistindo tudo isso, eu fico pensando comigo mesmo. Pelo tempo que essa Prefeitura e o seu ilustre Prefeito estão fazendo tudo isso que é notícia circulante noite e dia, dia e noite (entrando pela madrugada), porque será que ninguém consegue fazer alguma coisa para tirar esse cidadão do trono? Vai fazer traquinagem noutro terreiro maninho!

Mas, considerando que nada disso acontece, e nada tem acontecido mesmo, o que devo eu concluir e acreditar: que a Prefeitura e o Prefeito são exemplos a serem seguidos em termos de gestão, eficiência e de resultados, o resto é intriga e inveja deste cronista, da oposição, do tribunal de contas, do ministério público, da justiça e o escambau; ou acredito definitivamente que a Prefeitura tem o Prefeito que merece e o caboclo é que está certo quando, perguntado, responde enfezado –E daí doutor! O homem é traquino, mas faz...

16 de setembro de 2007

Eu quero meu quinhão!...

Neste último fim de semana, mais uma vez o leitor amazonense deu de cara com páginas inteiras de jornal local revivendo denúncias que há pouco tempo atrás ocuparam inclusive outdoors espalhados na cidade de Manaus. O autor da denúncia é o mesmo – Sr. José (Zeca) Nascimento.

Explicitamente o denunciante continua apelando ao governador do Estado do Amazonas e para as autoridades locais, pedindo providências para os fatos denunciados publicamente. Considerando quanto custa ocupar outdoors e páginas inteiras de jornais aos domingos, nenhum idiota gastaria essa grana para fazer denúncias bobas ou vazias. Pelo tamanho da encrenca que envolve os fatos denunciados, de bobo e de idiota o denunciante não tem nada. Está claro que estamos presenciando uma briga de cachorro grande, dispostos a levar essa luta até as últimas conseqüências ou até alguém chamar a corrocinha (ou seria melhor chamar o camburão?).

O denunciante insiste em alertar ao governador do Amazonas e às autoridades locais, que a área de terra em discussão pública nos jornais e outdoors pertence ao Estado. Ora, se pertence ao Estado, pertence ao povo do Amazonas. Pô! Se isso é verdade, tem malandro metendo a mão no que é meu. Aí a coisa pega! Se eu tenho participação – eu quero o meu quinhão! Como não tenho grana para pagar outdoors, tampouco para pagar página inteira de jornal, o jeito é botar a boca no trombone:

- Devolvam a minha parte – eu quero o meu quinhão.

Na verdade essa disputa de terras no Amazonas, e em particular no município de Manaus, é coisa antiga e muito nebulosa. Bote nebulosa nisso! Eu, particularmente, já ouvi coisas cabeludas a respeito dessa questão. Mas, na falta de provas concretas, nos resta ouvir e calar. Se levarmos em conta os comentários a respeito dessas disputas de terras na cidade de Manaus, lamentavelmente chegaremos à conclusão que algumas fortunas em termos de patrimônio (glebas de terra) foram forjadas em cima de ilegalidades e de práticas de crimes que, num país sério – dá cadeia.

O que nos deixa indignado é que essa discussão em torno desse assunto é antiga, mas até hoje não apareceu ninguém com disposição para explodir essa caixa preta. Na verdade não sabemos dizer até que ponto o Sr. Zeca Nascimento está interessado em ver essa caixa preta de fato explodida. Aliás, não sabemos sequer quais são os reais motivos dessa atitude extrema do denunciante. Será que ele está agindo exclusivamente em defesa da verdade e do bem comum? Será que o cara se lembrou que foi meu colega de Dom Bosco e resolveu defender o meu quinhão? Pô, legal brother - brigadão!...

Várias autoridades locais são citadas na denúncia do Sr. Zeca Nascimento e, ao mesmo tempo, são convocadas também a adotarem providências. Por enquanto, salvo melhor juízo, está todo mundo se fazendo de cego, surdo e mudo. Mas, considerando que a denúncia fala de uma suposta apropriação indevida de um patrimônio que, segundo o denunciante, pertence ao Estado, consequentemente pertence ao povo amazonense, essas autoridades estão sim no dever de esclarecer direitinho essa denúncia para a sociedade. É lamentável, mas não chega a ser surpresa, o silencio que impera nessa questão. No caso do MP Estadual, apesar do prestígio baixo perante a população, quem sabe não faz alguma coisa para esclarecer o cidadão, afinal, a esperança continua sendo a última que morre. O que não pode é continuar essa pouca-vergonha. Fica a impressão que querem nos fazer (cidadãos) de bobos e eu confesso que não tenho mais paciência de acompanhar essa pouca-vergonha por meio de jornais e outdoors.

Repito! Se for verdade o que diz o Sr. Zeca Nascimento, eu não abro mão de minha parte – eu quero o meu quinhão.

8 de setembro de 2007

É hora de reagir!...

Imagens de um trágico acidente de trânsito em Manaus, segundo comentários de alguns amigos, passou a semana inteira disputando a liderança de acesso na Internet. Eu vejo apenas como mais um acidente de trânsito resultante do abuso de velocidade. Pior! É mais um acidente de trânsito envolvendo jovens adolescentes que perderam a vida estupidamente numa disputa imbecil de carros. O próprio nome escolhido para essas disputas é idiota – pega!

Por conta disso, não sinto a menor curiosidade para acessar essas imagens de terror e não vou com isso ajudar a amenizar a dor e o sofrimento das famílias que perderam seus filhos.
O mais triste disso tudo, é a certeza de que esta foi só mais uma tragédia por conta dessa brincadeira idiota. Brincadeira de gente que simplesmente acha lindo e divertido brincar com o perigo e desafiar a morte. Hoje mesmo, enquanto escrevo essa crônica, amanhã ou na primeira madrugada do próximo fim de semana, vamos estar novamente lamentando outro acidente e assistindo outros jovens serem enterrados antes do tempo. Exatamente isso que estou dizendo – antes do tempo. Ninguém vai me convencer que essa estupidez é obra do destino ou a vontade de Deus. Não me venham com essa conversa fiada.

Agora, com a tal Internet, quando vejo anunciado que milhares de pessoas estão usando uma de suas ferramentas para assistir as imagens de mais essa tragédia no trânsito envolvendo jovens, eu fico imaginando:

- O que leva essas pessoas a acessarem a Internet para assistirem cenas tão terríveis de um acidente de trânsito? Qual será a lição que as pessoas tiram dessas imagens depois de assisti-las, principalmente quando são jovens e adolescentes, como aqueles que perderam a vida estupidamente? Diante de tamanha brutalidade, qual será a atitude desses jovens e adolescentes para tentar impedir novas desgraças dessa natureza? Qual a chance de nascer um movimento comandado por jovens e adolescentes para ajudar as autoridades a acabar com os “pegas” nas madrugadas e impedir que pais e famílias inteiras chorem por toda a vida a perca de um filho?

Sabemos das dificuldades que existem para as autoridades combaterem os “pegas”, porém é hora de pensar como apertar o cerco para valer, não só contra jovens e adolescentes irresponsáveis que representam perigo no volante de um carro, mas também contra a irresponsabilidade de pais que colocam um carro nas mãos de um filho que não tem idade para dirigir, não respeita a própria vida e pouco se importa com a vida das pessoas e dos colegas que lhe acompanham. É preciso combater essa situação com mão de ferro.

Hoje, em Manaus, grupos de jovens e adolescentes dirigem sem carteira impunemente, desafiam e ameaçam os educadores nas escolas, promovem quebra-quebra de vitrines, fazem arruaças e arrumam confusão nos bares e nas casas de show onde passam. Muitos, lamentavelmente, depois de praticarem essas imbecilidades, ainda contam com a proteção do papai e da mamãe, que acham normal o comportamento desajustado de seus filhos.

O pai que de livre e espontânea vontade coloca a chave de um carro nas mãos de um filho que é menor de idade e irresponsável, tem que responder por todos os atos praticados pelo mesmo. Na hora que os pais sentirem na própria pele o peso da lei pelos atos praticados pelos seus filhos menores dirigindo no trânsito ou promovendo arruaça por onde passam, com certeza essa realidade toma um outro rumo. Alguns pais fazem de conta que não sabem de nada, outros simplesmente não fazem a menor idéia do que os filhos menores fazem nas ruas dirigindo ou freqüentando os lugares na madrugada. Na hora que tiverem que pagar de fato pelos atos desses menores, com certeza vão prestar mais atenção no tipo de criação e liberdades oferecidas aos seus filhos. Repito: é hora de reagir, é hora de apertar o cerco para salvar vidas.

1 de setembro de 2007

Está na hora!...

O brasileiro que acompanha o noticiário nacional, seja no rádio, jornal ou televisão, todos os dias vive momentos de euforia e desesperança. Uma notícia boa normalmente é tombada por uma dúzia de notícias ruins. Recentemente fomos surpreendidos pela decisão que mantém aquele promotor assassino de São Paulo em condições privilegiadas, até que aconteça o seu julgamento. Além de continuar livre, leve e solto, com o salário integral pago pelo contribuinte, o promotor assassino ainda deve escapar do julgamento popular, devendo enfrentar como julgadores, aqueles que, salvo melhor juízo, estão lhe outorgando os privilégios que vêm revoltando a sociedade brasileira. Aliás, em São Paulo, essa coisa de oferecer privilégios para bacanas da justiça e/ou promotoria, e que deviam estar na cadeia, tem como grande exemplo o juiz Lalau, digo, Nicolau. E ainda tem quem tenha pena dessa figura dizendo: coitadinho – está velhinho! Os mais cínicos apelam até para a aplicação do código do idoso para justificar os privilégios ao velhinho Nicolau. Tudo bem! – velhinho, mas safadinho toda vida.

Não precisamos pensar muito para saber qual rumo tomaria esse caso do promotor, se o dito cujo, que usou uma arma e disparou vários tiros para eliminar sua vítima, tivesse tido a coragem de enfrentá-la de homem para homem, de igual para igual, e, no final do embate, terminasse na sarjeta surrado ou então correndo feito um louco para não apanhar mais. Nesse caso, o agressor do promotor com certeza já estaria preso até hoje, sob a acusação de agredir uma “autoridade” do ministério público. Os privilégios que o promotor consegue arrancar para se manter livre da cadeia, se constituiriam em dificuldades intransponíveis para o cidadão agressor conseguir responder livre pela surra dada no promotor. Mofaria na cadeia esperando pelo julgamento e com certeza não ganharia uma linha ou um minuto na mídia para pedir socorro.
Isso é Brasil! Por isso já não nos surpreendemos mais. Falta-nos (brasileiros) sair do marasmo e da condição de expectador sonolento, de sangue de barata, que só reclama e lamenta, que só reza e espera pelo milagre divino, e partirmos para a revolta popular. Está na hora de tirarmos a bunda da cadeira e acompanhar aqueles que estão se mobilizando (de forma organizada e ordeira) e indo às ruas e praças públicas para cobrar de todos os poderes, mais dignidade, mais respeito, mais vergonha, mais decência e mais compromisso com o futuro da sociedade brasileira.

A gente já sabia!...


Nada produz mais notícias em Manaus do que o sistema de transporte coletivo.
Desta feita, um vereador do PT, segundo noticiário local, resolveu enfrentar os colegas para provar para a sociedade amazonense que houve uma operação abafa para sepultar a instalação da CPI para investigar as empresas de transporte coletivo da cidade de Manaus.

Faz isso não maninho! A gente - o povo - já sabia que isso ia acontecer. Se o vereador vai a campo de futebol ou assisti pela televisão, já deve ter visto aqueles cartazes que o torcedor leva para o campo de futebol com os dizeres – EU JÁ SABIA!? Pois é! Faltou alguém levar esse cartaz para o plenário.

Mas fique tranqüilo nobre vereador - ninguém foi surpreendido. Se alguém foi surpreendido, creio que foi só você. Provavelmente pelo fato de não estar ainda perfeitamente familiarizado com a rotina da casa, onde uma CPI dorme instalada e amanhece tranquilamente abafada, morta e sepultada. Como dizem os políticos quando são convidados a explicar essas mazelas – é a dinâmica da política. Sendo assim, é bom o vereador se conformar, pois pensar que vai conseguir ressuscitar esse defunto, eu lhe asseguro – vai ser mais fácil o meu FAST chegar um dia na primeira divisão do brasileirão. Mas, se o vereador conseguir contrariar essa tal “dinâmica”, eu lhe prometo – na próxima eleição o meu voto é seu.

O vereador disse também na mídia, segundo noticiado, que conhece as motivações que levaram os vereadores a retirar o apoio ao pedido de CPI.

Ô maninho – fica frio! Não é só você que sabe disso. Todos os seus colegas de parlamento sabem. O povo (incluindo os seus eleitores), que não é bobo, também conhece direitinho o que é que leva um político a mudar de idéia na maior moleza. Com certeza, em determinados casos, como este do transporte coletivo, mudar de idéia está longe de ser algo para o povo, pelo povo e até a morte se for preciso. Sonhar não custa nada, não é pecado, mas diante do que temos assistido, eu prefiro acreditar em papai noel. Não doe e não faz raiva.

Continuando, vejamos o seguinte: se nossos políticos mudam de partido na maior cara de pau, qual seria a dificuldade de mudar de idéia para tirar a assinatura de uma folha de papel pedindo uma CPI. Pensando bem, não podemos descartar inclusive a possibilidade de ter gente que colocou e depois tirou a assinatura, sem ter lido uma única linha do documento. Tudo na valsa! Tudo balela, oba-oba e ponto final. Faz parte do jogo de cena que estamos carecas de assistir. E, depois disso, eles (os políticos) continuam botando fé na memória curta do povo.

Quanto à falecida CPI, salvo engano, ela pretendia investigar as empresas que operavam, ou melhor, operam o sistema e não recolhiam suas obrigações. Aliás, a fiscalização desses serviços públicos também é um dever do parlamento municipal. As regras estão definidas na legislação do Município, onde, aliás, também está claro que o parlamento não poderia funcionar numa obra sem HABITE-SE. Falando nisso, a casa do povo já tem o seu HABITE-SE ou continua dando o MAU EXEMPLO para os munícipes? Alô! Alguém aí para responder?

26 de agosto de 2007

Tiros de Baladeira XII

Parque dos Bilhares (1)
Sem dúvida essa obra é um dos pontos positivos da administração municipal. O projeto concluído ficou muito bonito e a população vem marcando presença naquele local. Espera-se que as pessoas que frequentam esse espaço ajudem a mantê-lo limpo e conservado. Quem presenciar atos de vandalismo e de destruição no parque, não deve deixar passar batido. O certo a fazer é no ato chamar e/ou alertar os policiais presentes no local.

Tolerância ZERO! (2)
O Parque dos Bilhares ganhou a simpatia da população. Pessoas de todas as idades circulam alegres por todos os espaços e ambientes criados dentro do parque. Isso é muito gratificante! Mas a continuação desse ambiente alegre, saudável e festivo, com a presença diária de pessoas de todas as idades, vai depender muito de uma política de tolerância ZERO contra galerosos, viciados, vândalos e toda espécie de gente ruim.

Boi Bumbá de Manaus (3)
Neste último sábado a noite, no Parque dos Bilhares, quem passou por lá teve a oportunidade de matar a saudade dos bons tempos dos nossos Bois Bumbás de Manaus. Sentei um pouco na platéia e, ao som de algumas das antigas toadas, voltei no tempo e relembrei momentos inesquecíveis de minha infância e juventude. No palco, reunidos para cantar e contar suas histórias, eu vi com satisfação e orgulho, os velhos e incansáveis batalhadores e guerreiros do nosso Boi Bumbá local. Confesso que a emoção e a saudade bateu forte. Recordei do Festival Folclórico que acontecia todos os anos no Campo do Estádio General Osório, hoje pertencente ao Colégio Militar. O festival era muito rico de atrações. Tudo era muito bonito de assistir. Porém, as noites mais esperadas eram das apresentações dos Bois Bumbás. E a única noite imperdível, era a noite do meu Boi Bumbá Corre-Campo.