6 de fevereiro de 2007

Tiros de Baladeira (1)



Literalmente no buraco!...
Juiz brinca de soltar bandido, procurador tenta transformar colega em presunto, assalto relâmpago um dia sim outro também, polícia a pé por falta de viaturas em condições de rodar, chuva, buraco, alagação, buraco, congestionamento, buraco, mais iptu, buraco, aumento da passagem, buraco, buraaaaaaaaaaaco...

É de lascar!...
Até hoje a população de Manaus está pagando caro pelas canetadas daquele juiz plantonista que mandou uma penca de bandidos para casa. Um condomínio da Rua Paraíba teve um dos apartamentos assaltado por um desses elementos soltos. Mas é isso aí mesmo! Bandido solto, juiz tranqüilão como se nada de ruim tivesse feito e o povo que se lasque.

Tem coelho nesse mato!...
Uma das justificativas mais usadas pelos juizes para mandar soltar bandidos de todas as espécies, é que acontecem falhas de procedimentos desde as delegacias, onde são feitas as primeiras ocorrências que vão resultar em processo. Por conta disso ficamos nós, contribuintes, pagando e assistindo a polícia dizer que cumpre a sua parte prendendo os bandidos e os juízes mandando soltar sob a alegação de que estão cumprindo o que determina a lei. Sem falar que hoje todos os delegados, salvo melhor juízo, são bacharéis em direito, nomeados após aprovação em concurso, não se justificando as falhas que supostamente cometem (por incompetência) e que levam os juizes a colocarem bandidos de volta nas ruas. É difícil de engolir essa – tem coelho nesse mato!

Prefeitura – ordem na casa!...
A Prefeitura vem adotando uma série de medidas na área de construção em Manaus, resgatando o fiel cumprimento de seus deveres e responsabilidades nesse segmento. Sugiro uma campanha orientando as pessoas para que - ao adquirirem imóveis em conjunto horizontais ou verticais - só aceitem receber e ocupar o imóvel adquirido mediante a apresentação do Habite-se, sem se deixarem enganar pela velha conversa de que já está quase tudo pronto e o Habite-se só vai aparecer meses depois. É comum aqui em Manaus conjuntos e prédios residenciais já estarem habitados, porém sem o habite-se obrigatório, seja provisório ou definitivo, inclusive em áreas nobres. Facilidades que eram criadas, em detrimento do cumprimento da lei e da ordem.

Azulzinhos – Está melhorando!...
Antes da criação do mercado de multas, a principal ferramenta da pessoa que trabalhava no controle do trânsito era o seu apito. Alguns fizeram história nas esquinas criando maneiras próprias de orientar o tráfego. Com o mercado de multas, trocaram o apito por um talão de multa e uma caneta. Agora você passa nas esquinas e lá está o azulzinho(a) de óculos escuro, talão numa mão e caneta na outra. O apito passou a ser só um detalhe. Porém, com os problemas das obras dos novos viadutos que estão sendo construídos, é salutar se ver em alguns pontos os azulzinhos em plena atividade de trabalho, preocupados em ajudar a desafogar o trânsito e não em arrumar multas para engordar o caixa do estado. Já é um avanço!...

Bebida alcóolica no carnaval.



Está liberada! É isso mesmo – está LI-BE-RA-DA.
A lei na verdade diz que não pode, ou melhor, é expressamente proibida, mas o secretário responsável pelo cumprimento da lei já garantiu que não vai coibir a venda de bebidas alcoólicas por ambulantes. Essa é inclusive a manchete de um dos jornais de hoje em Manaus, 6 de fevereiro de 2007.
Pergunto: e qual a novidade nisso? Nenhuma minha gente!
O artigo 431 da Lei Orgânica, assim como outros, nunca deixou de ser um enfeite. E se depender de estrutura para que a fiscalização funcione e a lei seja cumprida, vai ficar como enfeite ainda por muito tempo. Se o secretário municipal disse o que está reproduzido no jornal, pelo menos está sendo muito sincero. Reconhece publicamente que a sua secretaria é impotente para cumprir todas as suas atribuições. Muito corajoso! Porfírio fez isso e se deu mal.
O secretário disse mais. Lembrou que a questão da bebida é cultural e que as pessoas não vão deixar de beber nem tampouco desejam que esse tipo de comércio acabe. E quem foi então o idiota que redigiu esse artigo que não levou em conta a cultura e a vontade do povo? Como é que fica?
Tudo bem! Entre a cultura e a lei, ficamos então com a cultura e a lei que vá caçar passarinho. Aliás, que tal revogar o artigo 431 antes mesmo do carnaval? Permite inclusive que o poder público fique imune de responsabilidades pelos crimes que venham a acontecer pelo consumo de bebidas alcoólicas nas bancas de ambulantes ou por possíveis acidentes fatais com espetinhos de madeira.
E para que serve então o artigo 431? Calma!
Por enquanto fica lá mesmo onde está para inglês ler. O problema é se quiserem conferir para saber se somos sérios na hora de cumprir o que está escrito.

Tiros de Baladeira (VIII)

JAPÃO – Boa notícia!
A Embaixada do Brasil em Tóquio está informando sobre o cancelamento do registro da marca “açaí” no Japão, que havia sido requerido pela empresa K. K. Eyela Corp. O mesmo problema já enfrentado pelo "cupuaçu". A decisão pelo cancelamento é da JPO – Japan Patent Office, que já notificou a empresa da sua decisão. Cabe ainda recurso por parte da empresa, no prazo de 30 dias. Se não vier a recorrer nesse prazo, a decisão será final. Parabéns à empresa contratada para cuidar desse caso, bem como à nossa embaixada naquele país.
Consciência do consumidor
É cada dia mais latente a consciência do consumidor de que deve dar preferência à compra de polpas de frutas pasteurizadas. É a segurança do consumo e da utilização de produtos alimentares isentos de contaminações, principalmente por parte de crianças. Como a fiscalização sanitária é precária, é recomendado que o consumidor tenha muita atenção com relação ao açaí, por exemplo, pois até chegar ao consumidor para consumo em forma de polpa (não pasteurizada), passa por uma série de situações onde é inevitável a contaminação. As grandes empresas do ramo de hotelaria, supermercados e alimentação (restaurantes), já começaram a exigir dos fornecedores que só forneçam polpas devidamente pasteurizadas. Com isso as empresas de processamento de polpas estão tendo que correr para se adequar às novas exigências. Todos ganham com isso, com certeza.
Upgrade do Cupuaçu
Não faz muito tempo, consumir a deliciosa polpa de cupuaçu dava um tremendo trabalho. Tinha que ser retirada na base daquela tesoura de costureira. Salvo engano, pesquisadores chegaram a desenvolver o cultivar sem caroço, o que resolveria o problema. De repente, o caroço do cupuaçu, que só servia mesmo para fazer aquele refresco leve açucarado e depois ser jogado fora, passou a ser a grande vedete. Hoje serve de matéria prima tanto para indústria de alimentos, como de cosméticos. O óleo extraído já tem aplicação inclusive como amaciante especial para toalhas do tipo exportação. A tristeza é constatar que a etapa básica de secagem das sementes ainda é precária no nosso estado e que parte da prensagem elementar para a extração do óleo é feita no Sul, de onde os produtos resultantes, óleo e torta, são exportados como matéria prima para grandes empresas. Não se pode esquecer da casca, que tem a sua importância como adubo para a própria cultura e vem sendo usada/testada como energia em projeto piloto aqui no Amazonas. Considerando que estamos de secretário novo no pedaço, quem sabe a cultivo e o processamento do cupuaçu não ganham um upgrade.

IMTU - Acredite! Situação é normal.

Não precisa lembrar que já estamos pagando 2 reais pela passagem de ônibus.
De acordo com a matéria de um jornal local, mais de 80 ônibus de 3 empresas estavam paradinhos nas garagens entre 10 e 13 horas, do dia 05 de fevereiro de 2007. Enquanto isso, conforme imagens fotográficas publicadas, o povo enfrentava filas nos terminais.
Até aí – tudo bem! Não é nenhuma novidade. Foram questionar a IMTU e a resposta foi curta e grossa:
- A situação é normal!
Em outras palavras seria: a mídia inventa e o povo reclama demais.
Segundo a empresa, a justificativa é o entre-picos. Só esqueceram de avisar aos usuários que ficaram mofando nas filas esperando passar o tal entre-picos, suando bicas. Porém, o que chama a atenção é o fato do responsável da empresa não saber informar o número de ônibus que deve ser reduzido em cada empresa, no tal entre-picos. Ora, se ele não tem controle desse número, como é que ele pode afirmar que está tudo normal?
É curiosa também a informação do responsável pela empresa de que existem fiscais que observam se as empresas estão cumprindo o horário, mas alegou que não sabe informar a quantidade de fiscais em cada terminal, pois precisaria fazer o levantamento de funcionários disponíveis para o serviço. Pelo amor de Deus! Como diria Henfil – somos bobos, mas não somos otários. Se não possuem controle nem certeza do número de fiscais que atuam nos terminais, como é que a empresa pode afirmar que efetivamente faz esse controle? Pelo jeito não faz, tampouco tem controle das informações e das situações do dia-a-dia do sistema.
E para quem pensava que com 2 reais de tarifa a coisa ia melhorar, a notícia é de que a previsão, eu disse previsão, para a licitação pública, é o mês de março. É simplesmente absurdo se permitir que as empresas recolham os coletivos e, nos horários do tal entre-picos, o passageiro depois de mofar na fila dos terminais esperando, tenha que pagar 2 reais para andar espremida dentro de coletivos superlotados, como se fossem animais sendo conduzidos ao matadouro. Os vereadores, legítimos representantes desse povo que vem sendo tratado com desrespeito pelo sistema de transporte, devia se envergonhar dessa situação e não fazerem o mesmo que fizerem com a questão do aumento da tarifa. Apoiaram e silenciaram!...

5 de fevereiro de 2007

Tiros de Baladeira (VII)

Velho comunista.
Tem gente procurando até hoje explicações para a aliança do velho comunista com o poder. E não vai adiantar procurar explicação lendo os discursos do passado. É melhor aceitar a idéia de que em política boi voa e que por aqui eles dão rasantes de fazer inveja ao mais hábil e esperto dos gaviões da floresta. Essa é uma aliança que nem a tal dinâmica da política consegue explicar direito. No fundo guarda mistérios que só o tempo se encarregará de revelar. Vamos ter paciência e esperar primeiro pelos resultados. E que sejam eles positivos para o bem do setor agropecuário que tanto precisa.
Declarações sem novidades.
As primeiras declarações do novo secretário de produção não trouxeram muitas novidades. Entre outras coisas, disse que o atraso do setor é culpa da falta de vontade política dos governantes. Tal declaração nos faz entender de que para aceitar o cargo, deve ter exigido compromisso e vontade política do governador em apoiá-lo na nova missão. O secretário tanto poderá subir aos céus, como descer às profundezas do inferno, dependendo muito se veio de fato com uma retaguarda forte, que vai lhe permitir fazer a diferença desta vez. Principalmente recursos para atender as demandas. Do contrário será mais um a sair de lá com o seu perfil político arranhado.
Coari na lama.
As últimas denúncias contra o prefeito de Coari somam-se a outras denúncias anteriores não menos graves. Situações como essa das denúncias contra a administração de Coari é que contribuem para o descrédito dos poderes constituídos. É muita lentidão, muita morosidade e pouso resultado. Não se observa nas autoridades competentes, que direta ou indiretamente podem interferir nesse assunto, disposição política de colocar as denúncias em pratos limpos no menor espaço de tempo possível. Vira um puxa-encolhe interminável, onde uma corrente preocupada exclusivamente em salvar a pele do prefeito, acaba sempre levando a melhor. Evidente que se fosse o prefeito de uma prefeiturazinha qualquer, e não a prefeitura dos “royalties” da Petrobrás, a coisa seria bem diferente. Bote diferente nisso!...

Sistema Viário - Pense nisso!...


Imagine que você esteja passando por um determinado local e testemunha um ônibus em alta velocidade ou um motorista cometendo algum tipo de barbaridade (o que não é difícil de acontecer nessa cidade) que coloque em risco a vida de passageiros, transeuntes, outros carros, etc.
A primeira reação de qualquer pessoa de bom senso é denunciar o que viu. Mas é aí que começa o problema e a irritação de quem se dispõe a fazer alguma coisa. Acontece que nem todos os coletivos, e eu acredito que seja a maioria, não dispõe na parte externa de suas carrocerias, dos números de telefones para onde o cidadão possa fazer a ligação e efetuar a sua denúncia. É uma clara demonstração de que não existe a menor boa vontade em facilitar a vida do cidadão e do usuário de transporte coletivo. Mas a tarifa, essa, salvo engano, já está em 2 reais.
Aquele cidadão que constatar alguma irregularidade envolvendo um coletivo, terá que anotar a placa ou o número do mesmo e arrumar paciência para descobrir para onde ligar e fazer sua denúncia. Não espere que o sistema lhe crie essa facilidade tão cedo. Nem nas paradas de ônibus você vai encontrar as informações que precisa, ou seja, os telefones úteis. Não confie nas placas, pois existe ônibus com placas de outros estados. Ora, se os ônibus são novos, comprados para circularem em Manaus, curioso que circulem com placas de outras cidades. E o IPVA, na hora de pagar, vai para onde?
Se imaginarmos que exista a obrigatoriedade e normas quanto à colocação dos telefones de orientação e apoio ao cidadão na carroceria dos coletivos, então definitivamente não existe fiscalização de coisa alguma. Alguém está deixando de cumprir o seu dever. Quem não coloca os números nas carrocerias, não coloca por que não quer e fica por isso mesmo. E quem coloca, coloca quando quer e do jeito que bem entender. Basta olharmos os coletivos e veremos que naqueles que possuem os números dos telefones, não existe uma padronização quanto à sua colocação na parte externa da carroceria. Tem coletivo que os números estão no pára-choque, outros na carroceria acima do pára-choque, etc. E não são muitos! Significa que o cidadão, numa emergência, se precisar descobrir o telefone para onde ligar, tem que dar seu jeito de correr em volta do ônibus para tentar descobrir onde está e normalmente não vai encontrar.
Caso não exista essa obrigatoriedade de colocação dos telefones nas carrocerias pela parte externa, o que é bem provável, aí é simplesmente lamentável. Fica claro que não existe disposição de facilitar as coisas para os usuários e para a fiscalização por parte da sociedade.
Creio que nesse caso os nossos vereadores podem ajudar o usuário, dispensando os estudantes de terem que fazer essa reivindicação na porta da prefeitura, onde eles (vereadores) não apareceram para ajudar a tentar uma discussão mais transparente sobre a nova tarifa de ônibus de Manaus. Estão devendo essa! Entende-se que a fiscalização do transporte coletivo está frouxa demais e que não nos venham com o argumento de que a colocação dos telefones nas carrocerias não ajuda, por isso é dispensável, ficando facultativo ao empresário colocar ou não colocar. Aí já será demais!...
Aliás, já que estão anunciando uma nova licitação, que tal verificar se lá no projeto básico alguém se lembrou de deixar esse item muito claro, ou seja, da obrigatoriedade das empresas vencedoras terem nas carrocerias, obrigatoriamente, os números da fiscalização afixados em tamanho e pontos previamente definidos pelo órgão competente da prefeitura. Será que é pedir muito?