6 de fevereiro de 2007

Tiros de Baladeira (III)

Secretário Porfírio (1)
Ninguém vai aqui negar que Manaus está concorrendo com a lua em termos de buracos. Na verdade Manaus já leva até vantagem. Estão construindo viadutos para passar por cima ou por baixo dos buracos. Mas se analisarmos atentamente as justificativas que já foram dadas para essa situação, sem dúvida as do secretário de obras foram as mais coerentes e mais próximas da realidade e da verdade. Daí o motivo do secretário ter entrado em zona de conflito com aqueles que entendem que a verdade é só um pequeno detalhe, preferindo o jogo do fica quieto e do empurra com a barriga. O próprio secretário previu essa situação publicamente, quando ele ficou sem os meios para realizar os serviços, em função de problemas na licitação.
Secretário Porfírio (2)
Perguntado na rádio se ele sabia do boato de que o filho do prefeito estava criticando abertamente o seu trabalho, o secretário Porfírio esqueceu que o seu cargo é político e mandou bala. Disse mais ou menos assim – se ele vier me falar que não gosta de mim, eu vou dizer que também não gosto dele. Para os comentários indiretos explorados pelo entrevistador como sendo a fofoca política do momento, o secretário devolveu um torpedo. Independente se o secretário cumpriu ou não cumpriu a sua missão, em dois pontos ele se saiu bem: optou por falar a verdade e não se rendeu aos caprichos dos que se julgam mediadores e conselheiros do rei.
Cinema +
Quem vai ao cinema no Cinema+ da TVlândia já deve andar de saco cheio de esperar pelo início de determinadas sessões. Das últimas vezes que lá estive, começou com atraso de 3 a 4 minutos. Se não for o relógio eternamente atrasado de quem dá as ordens para começar, só pode ser o fato de existir somente um operador e este resolveu protestar atrasando o início das projeções. A mim já torrou a paciência e com certeza de muitas outras pessoas. Se tiver que ir ao cinema, vou até mais longe de casa, mas não irei mais ao Cinema+. Voltarei ao Cinema+ quando o espectador for mais respeitado na questão do horário certo, pontual, para começar as projeções.

28 de Agosto
É óbvio que não vamos ficar aqui desejando que as pessoas sofram acidentes. Mas quem tem seus planos de saúde particulares, quando acontecer de sofrer um acidente e alguém tiver a idéia de levá-lo para o 28 de agosto e não para as clínicas ou hospitais credenciados do seu plano, fique certo de que irá receber um atendimento de primeiros socorros que até pode existir igual em Manaus, mas não melhor do que o oferecido pelos médicos do 28, todos os dias, a ricos e pobres, indistintamente. Começando que você ao chegar lá não precisa primeiro apresentar cartão de contribuinte para saberem se você está adimplente, tampouco vai precisar esperar que algum médico sonolento de plantão liberte-se do seu sono e apareça para fazer o atendimento. Nem corre o risco de ser mandado para casa para não dar despesas hospitalares. Acredite – é verdade!...

Tiros de Baladeira (IV)


Segredo de Justiça.
Aplicar o secreto de justiça em processos envolvendo homens públicos deve merecer o alerta da sociedade. Primeiro que nenhum político, se aqui política fosse levado a sério, deveria ter direito a disputar cargo público, tendo nas costas processos que correm na justiça protegidos pelo segredo de justiça. Como estamos no Brasil, esse segredo de justiça, quando aplicado, pode estar escondendo coisas que até Deus duvida. Ora, como é que vamos saber se determinado candidato é bom ou ruim, se não podemos saber no que ele anda metido. Depois de eleitos, ainda ganham privilégios de participar de comissões que podem direta ou indiretamente estarem ligadas ao crime que está correndo em segredo de justiça. Alguém duvida disso? Se não há como acabar com o segredo de justiça para processos que envolvam homens públicos, então que sejam proibidos de participar de determinadas comissões dentro do Congresso. O risco é que nessas condições acabe faltando político para compor as comissões.
MP Estadual
Uma das melhores coisas que já aconteceram nos últimos tempos nesse país foi a criação do ministério público. Atraiu gente nova, com disposição ao trabalho e sem vícios. Passaram a ser o principal aliado da sociedade, principalmente no combate à corrupção. Em qualquer conversa sobre escândalos ou corrupção, alguém trata logo de sugerir – denuncie ao Ministério Público. De repente, em Manaus, somos surpreendidos com o escândalo do ministério público do Estado do Amazonas, onde, segundo noticiários, procurador tenta matar procurador, abrindo a porteira para outras denúncias e escândalos envolvendo o mesmo MP. O resultado é a manchete de que o MP, por conta da conduta de uma minoria, vai ter que passar pelo constrangimento de uma auditoria. É lamentável, pois com certeza o MP Estadual é constituído sim de uma maioria de pessoas integras em todos os sentidos, mas que vão ter que redobrar os esforços para reconquistar a credibilidade e a confiança da sociedade. Não adiante tapar o sol com a peneira, pois um escândalo na CMM ou na Assembléia, a sociedade já não se surpreende, pois é a rotina dessas casas. No caso do MP Estadual o escândalo caiu como um golpe difícil de absorver pela sociedade, pois envolve uma instituição cujos nobres objetivos foram traídos por alguns de seus membros. Eu mantenho a fé no que lá estão. Nos íntegros, obviamente, até que a auditagem seja concluída e possa separar o joio do trigo.
SEPROR
Com o anuncio do deputado do PC do B para a Secretaria de Produção, parece que podemos então ficar tranqüilos de que não acontecerá mais a louca e esdrúxula fusão anunciada. Deus nos proteja! Mas, além disso, temos um fato novo que é a união explícita do PC do B com o governo do Estado do Amazonas. Uma coisa meio esquisita de entender se levar em conta alguns discursos do passado. Mas deixa isso para lá. Afinal, existe sempre a expectativa de que o eleitor tenha memória curta. Digamos que seja um novo tempo. O mais importante é que está sendo nomeado para a SEPROR um sujeito experiente, do ramo, ou seja, alguém que consegue distinguir bem um boi de um pé de couve. Para quem está assistindo as coisas acontecerem do lado de cá, a grande expectativa é como vai ser o desempenho do secretário, saindo da condição de atirador para alvo. De nossa parte o desejo é que o novo secretário consiga dinamizar as nossas atividades agropecuárias e que a agroindústria e o agronegócio deixem de ser um sonho e torne-se realidade.

Tiros de Baladeira (II)

Para que serve o Vice?
O vice-prefeito de Manaus recebeu um grupo de estudantes e marcou uma audiência para discutir a planilha de custo da passagem de ônibus que, ele próprio, pasmem, ainda não sabia que já existia um decreto definindo a nova tarifa. No dia da audiência os estudantes foram recepcionados na prefeitura pela polícia de choque, convocada com certeza com a anuência do prefeito. Enganados, os estudantes protestaram e terminou em confronto, com alguns estudantes sendo espancados. Enganar e ser enganado, prometer e não cumprir, que já é comum entre os políticos, não é a mesma coisa para os estudantes, tampouco para a sociedade. O que entre eles é praxe, para os estudantes e o povo é motivo de revolta. Mas a pergunta é: enquanto os estudantes apanhavam, onde andaria o vice, com quem a audiência foi marcada? Nada disso teria acontecido se ele estivesse lá para cumprir ou pelo menos acompanhar a audiência prometida. Afinal, para que serve o vice?
Palavra de vice (1)
Confiantes na promessa do vice-prefeito de que colocaria os técnicos da Prefeitura para discutir em detalhes a planilha do preço da passagem, os estudantes se prepararam. Buscaram apoio inclusive de especialistas nessa área. Foram para a audiência armados do conhecimento formado em torno do assunto. Só não esperavam que no lugar de debater com os técnicos da prefeitura, iriam enfrentar os cassetetes da polícia de choque plantada na porta da Prefeitura. Nada justifica a violência ou a tentativa de invasão da Prefeitura, mas nada daquilo teria acontecido se a palavra empenhada do vice-prefeito valesse alguma coisa.
Palavra de vice (2)
O vice-prefeito alega que comunicou ao prefeito da audiência que ele havia acertado com os estudantes. Em resposta, teria ouvido do prefeito que tudo já havia sido resolvido numa reunião com os estudantes. Ora, se tudo já estava resolvido, por que então a polícia de choque para recepcionar o grupo de estudantes que confiaram na palavra do vice-prefeito? Na hora marcada para o debate, o vice-prefeito estava em casa, o prefeito com certeza no gabinete acompanhando as notícias sobre os números de espancados e feridos, e os estudantes ficaram lá fora apanhando da polícia. O passado de luta do vice-prefeito não merecia essa mácula. Tudo por conta de um suposto mal-entendido entre o vice e o prefeito, que resolveram brincar de "mal ou bem" (um não fala direito com o outro) e de esconde-esconde (o que um faz o outro não pode ficar sabendo).
Justificativa sem-vergonha!
Para justificar o espancamento de estudantes na porta da prefeitura, que lá foram para discutir a planilha de custos do preço da passagem, em audiência previamente marcada com o vice, o prefeito tenta desmoralizar o movimento estudantil, usando do argumento de que são desorganizados ou estudantes querendo fazer política. Ainda bem que temos estudantes, organizados ou não, querendo fazer política, pois os que aí estão, dito por eles próprios, é o que de pior já existiu em toda a história da república. Nunca nos envergonhamos tanto da nossa classe política. A renovação - em todos os sentidos e em todos os poderes - é a única saída para o Brasil. Em hipótese alguma apoiamos a violência, seja de que lado for, só não podemos desencorajar a juventude de fazer política, de lutar pelo que eles acreditam, pois o Brasil politicamente só tem uma saída - renovação!...
Espancamento!
A ação da polícia de choque não surpreende. Eles estavam lá para cumprir ordens. Bater se necessário. E foi o que fizeram. Batem para valer e quando batem - batem sem pensar. Se pensassem, com certeza não bateriam. Se pensassem um pouquinho lembrariam que depois que tiram a farda e guardam o cassetete, o primeiro movimento que fazem é ir para a parada mais próxima esperar um ônibus para ir para casa. Lembrariam que seus filhos fazem exatamente a mesma coisa e pagam um preço que não justifica o serviço que é prestado. Lembrariam que também ajudam a pagar 150 milhões por um sistema falido que a atual administração está desmontando e que até hoje ninguém teve a coragem de colocar em pratos limpos. A coragem para colocar a polícia de choque para bater em estudantes, não é a mesma na hora de enfrentar outros adversários.
Quem avisa - amigo é!
A comunicação da prefeitura classificou de mal entendido o que levou os estudantes a apanharem da polícia. Eu diria que explica, não justifica, mas preocupa. Do jeito que vai essa relação de amor e ódio e de mal entendidos entre vice-prefeito e prefeito, a coisa é muito preocupante. Qualquer movimento que quiser uma audiência com o prefeito, para não correr o risco de ser recebido pelo batalhão de choque, é bom não marcar nada por intermédio do vice-prefeito. Ele (vice) passa o assunto para o prefeito, que diz que está tudo resolvido, depois o primeiro vai para casa, o segundo se tranca no gabinete e lá fora a polícia baixa o cassetete nos manifestantes revoltados por terem sido enganados e não atendidos. Fechando o ciclo, volta a comunicação da prefeitura e diz que tudo foi mais um mal entendido, até que venha o próximo episódio.
Omissão!
Uma boa parte dos estudantes que estavam no movimento em frente a prefeitura, são pessoas que não precisariam estar ali, pois a maioria possui condução própria. Estavam na verdade exercendo a sua cidadania e buscando proteger o interesse das minorias, que não podiam estar ali protestando, pois precisam trabalhar. Os estudantes buscam fazer aquilo que boa parte da CMM tem se omitido de fazer ultimamente. Renderam-se na questão do orçamento e estão se rendendo na questão da nova tarifa de transporte. Houve uma audiência pública convocada nas carreiras para tratar da nova tarifa e lá os nobres representantes do povo não apareceram. É a conveniência política e partidária falando sempre mais alto, o que não é nenhuma novidade. Existe exceção, obviamente, mas é a minoria da minoria. Se a prefeitura aceitou rever esse assunto que já tem decreto definindo valor e data para começar, foi por conta da pressão da população e de movimentos como dos estudantes. Tentaram empurrar pela goela do usuário a nova tarifa, mas pelo jeito não deu certo.

Tiros de Baladeira (1)



Literalmente no buraco!...
Juiz brinca de soltar bandido, procurador tenta transformar colega em presunto, assalto relâmpago um dia sim outro também, polícia a pé por falta de viaturas em condições de rodar, chuva, buraco, alagação, buraco, congestionamento, buraco, mais iptu, buraco, aumento da passagem, buraco, buraaaaaaaaaaaco...

É de lascar!...
Até hoje a população de Manaus está pagando caro pelas canetadas daquele juiz plantonista que mandou uma penca de bandidos para casa. Um condomínio da Rua Paraíba teve um dos apartamentos assaltado por um desses elementos soltos. Mas é isso aí mesmo! Bandido solto, juiz tranqüilão como se nada de ruim tivesse feito e o povo que se lasque.

Tem coelho nesse mato!...
Uma das justificativas mais usadas pelos juizes para mandar soltar bandidos de todas as espécies, é que acontecem falhas de procedimentos desde as delegacias, onde são feitas as primeiras ocorrências que vão resultar em processo. Por conta disso ficamos nós, contribuintes, pagando e assistindo a polícia dizer que cumpre a sua parte prendendo os bandidos e os juízes mandando soltar sob a alegação de que estão cumprindo o que determina a lei. Sem falar que hoje todos os delegados, salvo melhor juízo, são bacharéis em direito, nomeados após aprovação em concurso, não se justificando as falhas que supostamente cometem (por incompetência) e que levam os juizes a colocarem bandidos de volta nas ruas. É difícil de engolir essa – tem coelho nesse mato!

Prefeitura – ordem na casa!...
A Prefeitura vem adotando uma série de medidas na área de construção em Manaus, resgatando o fiel cumprimento de seus deveres e responsabilidades nesse segmento. Sugiro uma campanha orientando as pessoas para que - ao adquirirem imóveis em conjunto horizontais ou verticais - só aceitem receber e ocupar o imóvel adquirido mediante a apresentação do Habite-se, sem se deixarem enganar pela velha conversa de que já está quase tudo pronto e o Habite-se só vai aparecer meses depois. É comum aqui em Manaus conjuntos e prédios residenciais já estarem habitados, porém sem o habite-se obrigatório, seja provisório ou definitivo, inclusive em áreas nobres. Facilidades que eram criadas, em detrimento do cumprimento da lei e da ordem.

Azulzinhos – Está melhorando!...
Antes da criação do mercado de multas, a principal ferramenta da pessoa que trabalhava no controle do trânsito era o seu apito. Alguns fizeram história nas esquinas criando maneiras próprias de orientar o tráfego. Com o mercado de multas, trocaram o apito por um talão de multa e uma caneta. Agora você passa nas esquinas e lá está o azulzinho(a) de óculos escuro, talão numa mão e caneta na outra. O apito passou a ser só um detalhe. Porém, com os problemas das obras dos novos viadutos que estão sendo construídos, é salutar se ver em alguns pontos os azulzinhos em plena atividade de trabalho, preocupados em ajudar a desafogar o trânsito e não em arrumar multas para engordar o caixa do estado. Já é um avanço!...

Bebida alcóolica no carnaval.



Está liberada! É isso mesmo – está LI-BE-RA-DA.
A lei na verdade diz que não pode, ou melhor, é expressamente proibida, mas o secretário responsável pelo cumprimento da lei já garantiu que não vai coibir a venda de bebidas alcoólicas por ambulantes. Essa é inclusive a manchete de um dos jornais de hoje em Manaus, 6 de fevereiro de 2007.
Pergunto: e qual a novidade nisso? Nenhuma minha gente!
O artigo 431 da Lei Orgânica, assim como outros, nunca deixou de ser um enfeite. E se depender de estrutura para que a fiscalização funcione e a lei seja cumprida, vai ficar como enfeite ainda por muito tempo. Se o secretário municipal disse o que está reproduzido no jornal, pelo menos está sendo muito sincero. Reconhece publicamente que a sua secretaria é impotente para cumprir todas as suas atribuições. Muito corajoso! Porfírio fez isso e se deu mal.
O secretário disse mais. Lembrou que a questão da bebida é cultural e que as pessoas não vão deixar de beber nem tampouco desejam que esse tipo de comércio acabe. E quem foi então o idiota que redigiu esse artigo que não levou em conta a cultura e a vontade do povo? Como é que fica?
Tudo bem! Entre a cultura e a lei, ficamos então com a cultura e a lei que vá caçar passarinho. Aliás, que tal revogar o artigo 431 antes mesmo do carnaval? Permite inclusive que o poder público fique imune de responsabilidades pelos crimes que venham a acontecer pelo consumo de bebidas alcoólicas nas bancas de ambulantes ou por possíveis acidentes fatais com espetinhos de madeira.
E para que serve então o artigo 431? Calma!
Por enquanto fica lá mesmo onde está para inglês ler. O problema é se quiserem conferir para saber se somos sérios na hora de cumprir o que está escrito.

Tiros de Baladeira (VIII)

JAPÃO – Boa notícia!
A Embaixada do Brasil em Tóquio está informando sobre o cancelamento do registro da marca “açaí” no Japão, que havia sido requerido pela empresa K. K. Eyela Corp. O mesmo problema já enfrentado pelo "cupuaçu". A decisão pelo cancelamento é da JPO – Japan Patent Office, que já notificou a empresa da sua decisão. Cabe ainda recurso por parte da empresa, no prazo de 30 dias. Se não vier a recorrer nesse prazo, a decisão será final. Parabéns à empresa contratada para cuidar desse caso, bem como à nossa embaixada naquele país.
Consciência do consumidor
É cada dia mais latente a consciência do consumidor de que deve dar preferência à compra de polpas de frutas pasteurizadas. É a segurança do consumo e da utilização de produtos alimentares isentos de contaminações, principalmente por parte de crianças. Como a fiscalização sanitária é precária, é recomendado que o consumidor tenha muita atenção com relação ao açaí, por exemplo, pois até chegar ao consumidor para consumo em forma de polpa (não pasteurizada), passa por uma série de situações onde é inevitável a contaminação. As grandes empresas do ramo de hotelaria, supermercados e alimentação (restaurantes), já começaram a exigir dos fornecedores que só forneçam polpas devidamente pasteurizadas. Com isso as empresas de processamento de polpas estão tendo que correr para se adequar às novas exigências. Todos ganham com isso, com certeza.
Upgrade do Cupuaçu
Não faz muito tempo, consumir a deliciosa polpa de cupuaçu dava um tremendo trabalho. Tinha que ser retirada na base daquela tesoura de costureira. Salvo engano, pesquisadores chegaram a desenvolver o cultivar sem caroço, o que resolveria o problema. De repente, o caroço do cupuaçu, que só servia mesmo para fazer aquele refresco leve açucarado e depois ser jogado fora, passou a ser a grande vedete. Hoje serve de matéria prima tanto para indústria de alimentos, como de cosméticos. O óleo extraído já tem aplicação inclusive como amaciante especial para toalhas do tipo exportação. A tristeza é constatar que a etapa básica de secagem das sementes ainda é precária no nosso estado e que parte da prensagem elementar para a extração do óleo é feita no Sul, de onde os produtos resultantes, óleo e torta, são exportados como matéria prima para grandes empresas. Não se pode esquecer da casca, que tem a sua importância como adubo para a própria cultura e vem sendo usada/testada como energia em projeto piloto aqui no Amazonas. Considerando que estamos de secretário novo no pedaço, quem sabe a cultivo e o processamento do cupuaçu não ganham um upgrade.