10 de abril de 2010

Solidariedade & Generosidade

Enquanto esperava a minha vez de ser atendido no caixa do Banco, duas jovens ao meu lado conversavam sobre o tema solidariedade. Pelo que entendi, uma delas parecia cobrar solidariedade de uma terceira pessoa ausente naquele momento. A outra se limitava a dizer sim ou então balançar a cabeça como que concordando com tudo o que ouvia.

Solidariedade! Eu, particularmente, tenho um pouco de restrição, melhor dizendo, certa cautela com o uso dessa palavra. Infelizmente é muito comum ouvirmos essa palavra para traduzir a relação entre os membros de quadrilhas de traficantes nos morros do Rio de Janeiro, assim como entre membros de quadrilhas de homens do chamado colarinho branco (tipo Mensalão, por exemplo). A solidariedade entre esse tipo de gente é coisa perversa. É levada a ferro e fogo. É o tipo de solidariedade praticada em causa própria. Se a quadrilha está em perigo, significa que todos estão em perigo, daí a necessidade de ajudar e proteger a todos para na verdade proteger e salvar a própria pele.

Existe também uma falsa solidariedade muito comum e largamente praticada entre membros de certas organizações, quando resolvem esconder ou encobrir erros graves de um ou mais colegas de trabalho, sob o pretexto de evitar que a imagem da organização seja prejudicada. O Congresso Nacional e as Casas Legislativas de Norte a Sul do Brasil, onde estão os nossos mais ilustres representantes, têm nos dado os melhores exemplos dessa falsa e cínica solidariedade.

A solidariedade, aquela praticada entre pessoas de bem, na verdade é algo muito próximo da idéia de generosidade. É ajudar e se doar a alguém ou a uma causa de forma desinteressada. O exercício da cidadania, por exemplo, é um dos mais belos exemplos de ser solidário. No exercício da cidadania temos a oportunidade não só de defender os nossos próprios interesses como atuarmos contra injustiças praticadas contra nossos semelhantes, contra todos os tipos de vida no planeta, contra a natureza, etc.

8 de abril de 2010

Tiros de Baladeira XXXIV

Alô Presidente do IMTT!
Os idosos do Parque 10 estão esperando o presidente do IMTT, Raphael Siqueira, para tentarem atravessar juntos a rua em frente ao Banco Bradesco, antigo BEA. Há muito tempo sumiram com a faixa de segurança que havia e, se antes os motoristas não davam preferência aos pedestres, agora virou um caos. Sem falar nos carros que estacionam em frente do Banco sem dar a mínima importância para a placa de proibição. Diante de tamanha desmoralização das regras, seguida da velha e perpétua impunidade, não seria melhor tirar e jogar fora a placa?

Jovens Políticos Amazonenses
A juventude dos partidos políticos locais já estão com as turbinas ligadas. É ano político! O difícil mesmo é vermos essa juventude ganhar espaço nas disputas, pois as velhas raposas não querem largar do osso de jeito algum. Essa ala jovem de hoje precisa mostrar garra e lutar pela moralização de certas coisas, como a extinção da verba para renovação anual de guarda-roupa de políticos. Se o assalariado guardar o seu salário do ano, sem gastar um centavo, não consegue juntar nem metade do que os políticos tiram do bolso do contribuinte, como verba extra, para comprar o kit paletó, que serve também para comprar bicicleta, abater prestações, pagar contra atrasada e outras coisas que o cidadão que paga a conta não faz a menor idéia. Quem mete a mão no bolso do contribuinte para fazer isso e ainda acha justo e normal, cuidado, pois esses são aqueles que antes de se preocuparem com os outros, primeiro satisfazem o próprio umbigo.

Ciclo Vias em Manaus
Uma turma de jovens tem se reunido para realizar passeios de bicicleta pela cidade. O grupo está se organizando e crescendo. A expectativa é que encontrem apoio das autoridades e dos poderes públicos para que essa atividade passe a ser uma opção de exercício e de lazer saudável dos amazonenses. Vamos humanizar essa cidade! Que a Prefeitura e os nossos políticos priorizem a criação das ciclovias em todos os quadrantes da cidade. O povo agradece!

Essa coisa chamada Habite-se!
Ao insistir para saber o que fazer, pois recebera o seu apartamento sem o Habite-se do respectivo prédio aqui em Manaus, a compradora do apartamento recebeu o seguinte alerta. Cuidado! Com essa sua insistência em querer explicações sobre o Habite-se, você vai acabar ganhando um monte de inimigos, seus vizinhos, que já estão felizes morando nos seus apartamentos e sem ter essa sua preocupação boba, que não tem qualquer sentido, pois a senhora está sendo muito mal orientada. Preocupada com esse alerta, tipo assim ameaça velada, a compradora resolveu esquecer essa porcaria do Habite-se, ocupar o apartamento feliz e em harmonia com os vizinhos e acreditar que foi mal orientada. Se tem algo errado, é tudo culpa exclusiva da prefeitura que é chata, morosa, lenta, demorada e ineficiente no cumprimento da sua parte nesse processo de concessão do Habite-se Parcial ou Total. Acredite se quiser!

6 de abril de 2010

Meu amigo Weber Medeiros

Hoje pela manhã, dirigindo-me ao centro da cidade para deixar minha esposa no seu trabalho, de repente ela surpresa me chama a atenção e diz:

– Olha o Dr. Weber dirigindo aqui ao nosso lado.

Muito tranquilo como sempre, ali estava Weber Medeiros dirigindo o seu carro sozinho ao volante. Uma imagem que para muitos dos seus amigos mais próximos parecia impossível, depois de ter passado por um grave problema de saúde há alguns anos atrás. Senti naquele instante uma profunda alegria em ver meu amigo dirigindo o seu carro e confesso que tenho todos os motivos para dar esse depoimento sincero e de coração.

Conheci Weber Medeiros primeiro apenas pelo nome. Trabalhávamos para o mesmo governo estadual, sendo eu numa empresa estatal e ele, salvo engano, numa empresa de assistência técnica rural, ambas vinculadas à secretária de produção rural. Certo dia, presenciei uma  conversa paralela em reunião, onde o assunto girava em torna da decisão de substituição do Dr. Weber Medeiros por motivos de rebeldia. Conclui que havia uma insatisfação dos dirigentes maiores, que não aceitavam a postura do Dr. Weber em não cumprir certas determinações que ele analisando entendia contrárias às regras da sua organização. Não obedecia e ponto final. O fato é que ele acabou mesmo sendo afastado e eu fiquei um tempo sem saber o rumo que tomou aquela figura que eu passei a conhecer a fama apenas pelo nome. Diziam ser um profissional competente, um bom líder, mas um tremendo cabeça dura.

Anos depois, já trabalhando no meu atual emprego, reencontrei novamente Weber Medeiros, desta feita como diretor-presidente de uma Fundação criada pela Suframa, na gestão Igrejas Lopes, para cuidar das questões do setor agropecuário. Mais uma vez encontrei Weber Medeiros numa situação difícil, ou delicada, melhor dizendo. Era um momento de mudança de governo e já havia uma decisão política pela substituição de Weber Medeiros na direção da fundação. Desta feita não era por rebeldia, mas por vontade política daqueles que estavam assumindo o poder local. Seu discurso improvisado de despedida, na presença de algumas autoridades, deixou o ambiente ao mesmo tempo silencioso e tenso. Suas palavras pareciam marcar ponto a ponto o futuro da fundação (que não existe mais), diante dos fatos que resultaram na sua substituição e a realização daquela solenidade. Se seu substituto tinha um discurso para aquele momento, sinceramente ninguém ouviu. O nervosismo das palavras do novo dirigente, diante do que foi dito minutos antes por Weber Medeiros, era acompanhado pelo barulho incessante de um molho de chaves batendo uma nas outras, pendurado no bolso de trás da sua calça jeans. O barulho das chaves na verdade era mais perceptível e compreensível do que o discurso que o dirigente que tomava posse tentava passar.

Ficamos amigos a partir daquele dia inesquecível na sede da Fundação na BR-174, cujo acesso ainda era complicado, pois nem asfalto ainda existia.  Pouco tempo depois nos tornamos colegas de trabalho. Foi através da amizade com Weber Medeiros que eu pude conhecer e me aprofundar numa série de assuntos e atividades do setor primário e agropecuário, que sozinho certamente eu levaria muito tempo para aprender. Nunca ouvi um não de Weber para os meus questionamentos profissionais, assim como nunca sai de frente da sua mesa de trabalho sem os aconselhamentos que ia buscar para emitir meus pareceres ou relatórios. Sem falar nas broncas e conselhos como amigo e irmão mais velho, principalmente quando estamos fazendo o que ele mais gosta nas horas de lazer que é pescar. É reconhecidamente um exímio pescador e atirador.    

Sem jamais se omitir ou deixar de transmitir os seus conhecimentos e experiências profissionais, Weber Medeiros acabou se transformando numa espécie de pai, padrinho, irmão mais velho e guru deste e de muitos colegas que tiveram a felicidade de trabalhar e aprender com ele. Um exemplo de profissional e amigo que há pouco tempo atrás viveu momentos difíceis de saúde, mas que não foi esquecido por aquele lá de cima, que ouvindo os apelos de nossas preces, colocou-o de volta entre nós, não mais com aquele pique imbatível de antes, mas com a mesma alegria, simpatia, disposição e competência, que faz dele um amigo muito querido, um profissional nota dez e um cidadão exemplar. Fica com Deus, meu nobre amigo Weber Medeiros.

3 de abril de 2010

Cachoeira do Tarumã

No domingo passado, com o tempo ensolarado pela parte da tarde, resolvi dar uma volta de carro com meu filho Phillip, pegando pela antiga estrada do Tarumã e seguindo no rumo da Praia de Ponta Negra. Ao passar pela primeira Cachoeira, resolvi parar para bater algumas fotografias. Desci do carro, cheguei mais próximo da cachoeira e logo me veio uma profunda tristeza com a paisagem. Estávamos diante de uma cachoeira com as águas totalmente poluídas e um ambiente em volta tomado pelo mato, pela sujeira e pelo descaso.


Rapidamente me veio à memória os anos 60, início de 70, quando naquelas mesmas pedras ali diante dos meus olhos, eu e meu saudoso pai, aos domingos, tantas vezes sentamos juntos para nos deliciar com as águas frias e cristalinas caindo sobre nossas cabeças. Era tudo muito bonito, mágico e divertido. Bem diferente do cenário atual, onde a poluição e a sujeira tomam conta do ambiente que outrora foi um dos pontos mais belos e preferidos de lazer das famílias amazonenses. As pessoas hoje passam pelo local e nem sequer mais param ou olham para aquele espaço, que um dia já foi motivo de muito orgulho da nossa gente. É uma pena ver o descaso praticado pelas autoridades e pelos nossos políticos em relação a certos espaços públicos como o Tarumã, Tarumãzinho, Ponte da Bolívia e outros. Resta-nos a esperança de que Manaus sendo uma das sedes dos jogos da Copa do Mundo de 2014, esses espaços sejam pelo menos organizados e humanizados.

2 de abril de 2010

Passeio de Bicicleta - Uma boa idéia!

Esta semana meu sobrinho e afilhado querido, Thiago Costa, me telefonou para desafiar o tio a participar dos passeios de bicicleta de um grupo que ele e outros amigos estão criando para incentivar essa atividade na cidade de Manaus. Eu usei o termo “desafiar” por que meu sobrinho me falou que os passeios do seu grupo normalmente são de 30 km. Égua! Para um gordinho sedentário de 55 anos, 30 km não é passeio, é tortura. Quer enfartar o tio e perder o padrinho antes dos 10 km.


É uma idéia maravilhosa! Fico imaginando Manaus aos domingos e feriados dominada pelos grupos de amigos em passeios de bicicleta pela cidade, bairros, etc. Pena que hoje Manaus não tenha pelo menos faixas de segurança para garantir que as pessoas atravessem com tranqüilidade. Com relação às ciclovias a situação é ainda mais vergonhosa. Não existem!

Soube que tramitam projetos, inclusive um de autoria de Arthur Bisneto, voltado para essa questão da criação das ciclovias. O difícil é imaginar que isso possa sair do papel para as ruas de Manaus, com a cidade vivendo o caos do sistema de transito e de transporte urbano. Resta a esperança de que a COPA DE 2014 sirva de instrumento para viabilizar um projeto que vai humanizar a cidade, trazer muitos benefícios para as pessoas, principalmente de qualidade de vida.

Para encerrar, quando meu sobrinho falou dessa idéia, lembrei que nas minhas idas ao Japão, uma das coisas que mais me chamava a atenção é a importância que os japoneses dão para o uso da bicicleta, em plena cidade de Tóquio. Mandei as fotos para ele e, uma delas, tirada agora em março de 2010, vai junto com este comentário.

Detalhe final: aceitei o desafio! Mas o maior desafio meu não será vencer os 30 km, mas comprar uma bicicleta com tantas marchas quanto o tamanho da minha preguiça de fazer exercício.

29 de março de 2010

Tiros de Baladeira XXXIII

BBB10
Depois de desmoralizar a macharada em mais de uma competição de fôlego e resistência e deixar os seus adversários sem saber o que dizer no confissionário com a sua estratégia de votar em Dicesares sem que eles esperassem, FERNANDA sem dúvida mereceria ganhar o prêmio do BBB10. Entretanto, como as mulheres sempre serão desunidas, é lógico que elas vão preferir ajudar os machos da final a ganhar o prêmio maior.

DOURADO
Revoltado com o próprio desempenho em uma das provas de escolha do lider, Dourado resolveu espancar com murros o chão de grama e areia. Só não entendi por que ele não optou por usar a cabeça e escolheu a parede para descarregar suas energias. Cá para nós! Como estratégia com certeza teria sido bem mais emocionante e convincente.

ZAGUEIRÃO ARTILHEIRO
Nunca tinha visto uma cabeçada tão certeira quanto aquela que o zagueirão do São Paulo deu ontem a favor do Corinthians. Foi linda! Nós da FIEL agradece mano!

DANOS MORAIS
Jogadores do OLARIA não devem estar nada satisfeito com as palavras de Rubens Ricupero à revista VEJA, quando comparou o time atual com os homens públicos do presente. Os homens públicos do passado ele comparou com a seleção brasileira. Calma Professor! Menos! Menos!

FANTÁSTICO
O Fantástico desse último domingo classificou o transporte coletivo de São Luiz, capital do Maranhão, como o pior no atendimento aos portadores de necessidades especiais (cadeirantes). Se o Fantástico tivesse dado uma esticadinha até Manaus, com certeza teriam mudado de opinião e a matéria que foi ao ar espelharia melhor a realidade desse tema no Brasil.

COMPLEXO GILBERTO MESTRINHO
O que parecia estar resolvido, na verdade está virando um pesadelo na hora do rush. Todos os dias pela manhã o congestionamento, no sentido Distrito, já chega na parte mais alto do viaduto. E pelo jeito tão cedo não teremos uma solução.

PRIORIDADE ÀS AVESSAS
Manaus hoje tem mais pardais espalhados pela cidade para caçar multas, do que faixas de segurança decentemente pintadas nas ruas para ajudar os pedestres a atravessarem com segurança. É só contar!

HABITE-SE!
Até pode existir um igual, mas com certeza não existe em Manaus e no Brasil nenhum outro instrumento legal mais desmoralizado do que o Habite-se?

AZULZINHOS
Dia desses, 4 azulzinhos em frente a entrada da UFAM tentavam organizar o congestionamento vindo do complexo Gilberto Mestrinho. Um controlava o tempo do semáforo; o segundo ajudava o primeiro a controlar o tempo do semáforo; o terceiro encostado na porta do carro do IMTT (salvo engano) parecia fiscalizar os dois primeiros a controlarem o tempo do semáforo; e o quarto, em pé e em cima do canteiro central, com uma mão segurava um celular no ouvido e com a outra gesticulava para os carros andarem mais ligeiro. Precisa dizer mais alguma coisa?

SHOPPING MANAURA
Se você é frequentador do Shopping Manaura e lá vai para passear e se desestressar, aconselho fazer suas necessidade básicas, desde o mais simples xixi, antes mesmo de sair de casa ou de onde estiver. Vá por mim!